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[Reportagem] Knights Of The Night: Wanderer – Lyzzärd – Toxik Attack – Soul Doubt (08/12/2017 – Cave 45, Porto)

Pedro Felix

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rsz_2017-12-09-03h19m32Foto: Pedro Félix da Costa

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Knights Of The Night
Wanderer – Lyzzärd – Toxik Attack – Soul Doubt
8 de Dezembro de 2017
Cave 45, Porto

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O canto do cisne do Cave 45, no Porto, foi repleto de qualidade e dificultou ainda mais a separação com esta sala, que tantas noites mágicas proporcionou, e que já está no “Hall Of Fame” dos locais mais emblemáticos do underground nortenho deste nosso pequeno país à beira-mar plantado.

Mais um marco nessa caminhada para o término das suas actividades foi a noite da sexta-feira, dia 8 de Dezembro. Quatro jovens bandas nacionais, dentro das sonoridades heavy e thrash, reuniram-se para mostrar, mais uma vez, que a veia metálica nacional está a ser bombeada com sangue fresco de grande qualidade.

Pela segunda vez cruzei-me com os Soul Doubt no Cave e, pela segunda vez, não desiludiram. Recebidos por uma sala praticamente cheia, este quarteto da Leça da Palmeira deu partida a uma noite de pedalada que não deixou de surpreender. Com a fase do EP “Electric Circus” encerrada, os Soul Doubt apresentaram um alinhamento de sete temas novos que anteciparam a chegada do novo trabalho do quarteto.

 

Já por várias vezes me cruzei com esta banda de Guimarães, e em nenhuma delas me desiludiram. Esta foi mais uma dessas vezes. Os Toxic Attack chegaram e fizeram aquilo que fazem bem: descarregar o seu thrash old-school, simples mas eficaz, que, como sempre, funciona na perfeição quando executado ao vivo. Uma coisa que foi transversal a todas as bandas da noite foi a interacção com o público, um público que, também numa onda old-school, moeu pescoços e curtiu a música do início ao fim. Para não estar só a repetir as faixas do EP, como referiu o João Dinis, vocalista da banda, os Toxik Attack apresentaram dois temas novos, ambos na língua de Camões, “Morte Tóxica” e “Pentagrama de Sangue”, antecipando, como os seus predecessores, o próximo trabalho que se encontra na forja.

 

Uma das bandas que mais aguardava eram os Lyzzärd. Depois da conversa que pode ser encontrada nas páginas da edição número 12 da Ultraje, estava extremamente curioso de ver de que forma a banda conseguia transpor para o palco o seu surpreendente álbum de estreia “Savage”. Uma das coisas curiosas do palco do Cave 45 é que parece que se transfigura dependendo da banda que o pisa. Para algumas é imenso, e a banda desaparece, para outras é minúsculo e a banda impõe-se e quase transcende as quatro paredes que o rodeiam. Lyzzärd é uma dessas bandas. A presença em palco avassaladora, com uma exibição equiparável a uma banda com vários anos de estrada, faz deste quinteto da Trofa uma das melhores surpresas de 2017 para mim, mas não só pois a reacção do público à prestação da banda falou por si só. O novo álbum era o que traziam na bagagem, agora que o estão a apresentar debaixo da bandeira da Fighter Records, oferecendo-nos temas como “Heavier Than Life” ou “Yakuza”, assim como o obrigatório “Maniac”, mas também nos presentearam com um cheirinho do que está para vir, na forma do tema “Shackles Of Justice”.

 

O encerramento coube aos mentores do concerto, os Wanderer. Apesar de só ter ouvido bons comentários sobre esta banda, ainda não tinha tido o privilégio de me cruzar com eles ao vivo. Digo privilégio, pois foi isso mesmo que senti. A chama que arde na música dos Wanderer é a mesma que iluminou os tempos dourados do speed-thrash quando bandas como Metallica ou Megadeth davam os primeiros passos e mostravam ao mundo a ponta do iceberg do que se iria seguir nos próximos anos. Temas longos e riffs esmagadores, genuínos e quase hipnóticos são a imagem de marca desta banda que deixou a promessa de eternizar o seu som em CD para que muitos o possam apreciar uma e outra vez. Sete temas, incluindo uma cover dos Running Wild, compuseram o alinhamento da noite. Faixas da demo como “Will Of Steel”, assim como do EP “Freedom’s Call”, foram acompanhadas por novos, como o Under Her Spell” com que abriram o concerto, ou “Dark Age”. Como as duas primeiras bandas, os Wanderer preparam um novo registo que, conforme dito, deverá ser precedido pelo relançamento dos trabalhos anteriores em CD.

 

Terminada a noite ficou na memória um concerto onde, mais uma vez, se mostrou que o capital musical nacional está bem investido. Além disto, também ficou a promessa de novidades bem interessantes para 2018.

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Out Of Sight Fest 2018: Fitacola

Joel Costa

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É já amanhã que arranca o Out Of Sight Fest! A Ultraje teve uma breve conversa com os Fitacola antes de partirem para Faro.

Quais são as vossas expectativas para o Out Of Sight e o que poderá o público esperar do vosso concerto?

É sempre um prazer para nós poder participar em novos festivais. Esperamos um dia cheio de boa música e um público cheio de energia. O nosso concerto vai ter um reportório que passa pelos pontos altos dos 15 anos da banda e, claro, uma ou duas músicas do novo álbum.

Qual é a banda do cartaz que mais têm curiosidade em ver ao vivo e porquê?

Os To All My friends. É uma banda da qual já acompanhamos o trabalho desde o início e temos curiosidade em ver como resulta ao vivo.

Como avaliam o estado actual da cena punk rock em Portugal?

A cena punk rock tem os seus altos e baixos mas nunca morre. Neste momento está a atravessar um bom período com bandas como Viralata, Artigo21, Tara Perdida ou Fonzie a trabalharem em novos álbuns e a mostrarem que o punk rock em Portugal está vivo. Ainda este ano vamos lançar o nosso novo álbum, que baseia-se na aprendizagem e vivências dos 15 anos de banda. A cena está viva e recomenda-se!

Os Fitacola sobem ao palco do Out Of Sight sexta-feira, dia 14 de Setembro.

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Out Of Sight Fest: Em cartaz (Parte 2)

Joel Costa

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Um novo festival nascerá em Faro! Será nos próximos dias 14 e 15 de Setembro que a cidade algarvia recebe o primeiro Out Of Sight Fest, apresentando um cartaz onde são os nomes do punk e do hardcore que saltam à vista mas que oferece também espaço ao death metal e até mesmo ao rock. A Ultraje destaca alguns dos nomes que vão marcar presença nesta primeira edição do festival.

FITACOLA

Os Fitacola cantam em português e têm uma sonoridade que se aproxima de uns Pennywise ou até mesmo de uns The Offspring. Prestes a lançar um novo disco intitulado “Contratempo”, a banda de Coimbra acrescentará no Out Of Sight um novo parágrafo a uma história com 15 anos.

PRIMAL ATTACK

A cena groove/thrash nacional – principalmente a que se vivia para os lados de Lisboa e Setúbal – precisava de encontrar uma banda capaz de reinventar uma receita antiga e algo gasta, e foi precisamente aí que os Primal Attack entraram. Com uma sonoridade que tem como base um thrash moderno, a banda não segue nenhum atalho quando se trata de providenciar peso, complexidade e diversidade. Um dos nomes com mais potencial que temos no nosso Portugal.

GRANKAPO

As bandas que se vão apresentar no palco do Out Of Sight Fest vão ter diante de si um público bem aquecido e sedento por hardcore, pois por essa altura os Grankapo já lá terão passado. Ainda que não tenham grandes novidades no campo discográfico há alguns anos, os lisboetas vão activar o moshpit e fazer com que haja trovoada nessa noite.

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Semana Bizarra Locomotiva: Hip-hop, Jorge Palma e ginásio

Joel Costa

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Numa conversa onde o tema principal foram os discos que fazem parte da vida de Rui Sidónio, a Ultraje quis saber o que o vocalista e letrista dos Bizarra Locomotiva gosta de ouvir em determinadas situações.

Antes e depois de um concerto dos Bizarra Locomotiva: «Antes ou depois de um concerto de Bizarra não sou muito de ouvir coisas pesadas ou mais carregadas. Normalmente a escolha musical nem é minha. Nós vamos na carrinha e o nosso motorista é quase sempre o Alpha [máquinas], então ouvimos coisas mais alternativas, como hip-hop. [risos] Ouvimos muito hip-hop quando vamos para os concertos de Bizarra, ou então uma coisa mais alternativa. Temos que ter plena noção de que o som que fazemos cansa. É uma coisa que tens que reconhecer quando chegas ao fim de um dia. É intenso, faz sentido mas é algo que também cansa um bocado. Não cansa ouvir mas depois de um concerto eu procuro outra paz para depois extravasar tudo o que tenho a extravasar em cima do palco.»

A dada altura o músico menciona Jorge Palma. A Ultraje pediu para que Rui Sidónio tecesse um pequeno comentário: «No Jorge Palma atraiu-me a palavra. Não sei se conheces o disco “Só”, mas é um disco com ele ao piano, com versões de temas que já tinha. Fez em 2016 vinte e cinco anos e eu fui ver um dos concertos comemorativos, no CCB. É um escritor de letras maravilhoso; quem me dera escrever como ele.»

No ginásio: «No ginásio recorro a duas bandas, que são os Iron Maiden e os Suicidal Tendencies. Nunca falham para treinar! Eu ouço tanta coisa… Mas naqueles dias em que mais nada funciona diria que seria um álbum dos Iron Maiden ou dos Suicidal Tendencies, que é algo que me faz treinar. Músicas como “You Can’t Bring Me Down” e aquelas palavras de ordem que o Mike [Muir, vocalista] tem, são mais ou menos inspiradoras para quem está ali a lutar contra o ferro e muitas vezes contra a falta de vontade.»

Visita a loja online da Rastilho para conheceres as últimas novidades discográficas dos Bizarra Locomotiva, entre elas o mais recente longa-duração “Mortuário” e a re-edição do “Álbum Negro”.

 

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