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[Entrevista] Laments Of Silence: se o sistema falha, renova-se

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Vêm de Espanha e já foram uma banda gótica. Desenvolveram a sua sonoridade e Novembro de 2016 trouxe-nos “System Failure”, um disco pautado por incursões melódicas e industriais à Fear Factory. Conversámos com o sexteto que nos contou como se construiu este “System Failure”…

«O objectivo é fazermos canções que gostamos e, se possível, agradar ao público.»

É sabido que foram uma banda gótica. O que vos fez mudar para um tipo de banda industrial?
Não sabemos se fazemos gótico, industrial ou death metal melódico. Não queremos muito saber se fazemos um ou outro estilo, o importante é que estamos a fazer a música que gostamos. Se falarmos de uma clara evolução, ela existe – estamos há vários anos neste mundo –, mas é secundário se essa evolução nos levou a este ou àquele estilo.

No entanto podemos recuperar algo dessa altura gótica com os refrões limpos. Concordas?
Vozes limpas são um sinal mais para as novas canções. Se isso nos leva de volta ao gótico não é premeditado, [pois] sempre pensámos que a presença de vozes melódicas nas canções dá riqueza às composições.

Todas as faixas são cativantes, algo que penso ser óptimo numa banda. É este um dos vossos objectivos enquanto compositores?
Obrigado por dizeres que as faixas são cativantes. O objectivo é fazermos canções que gostamos e, se possível, agradar ao público. É difícil fazer todas as músicas de um CD assim, às vezes conseguimos, outras vezes não – é fodido.

O que vem primeiro? Os riffs ou as partes atmosféricas dos teclados? Pode ser interessante de se saber, porque assim saberemos como compõem…
Geralmente a composição das nossas canções começa com malhas de guitarra e baixo; a isso é adicionada a bateria em primeiro, os teclados e as bases electrónicas em segundo e finalmente as vozes. Somos um grupo normal em termos de composição e estruturas.

«Se as pessoas disserem que nos parecemos com Fear Factory ou se sua influência é notada, [então] enchemo-nos de orgulho.»

Parece-me que as partes com berros são conceptualmente agressivas, mas depois há uma espécie de alívio ou um entendimento mais calmo sobre tudo quando surgem os refrões limpos. Podemos olhar para isto desta forma?
É algo inerente nas vozes guturais, o que é intenso e agressivo. Tentamos que ambas as vozes, guturais e melódicas, tenham a sua própria relação. Talvez as melódicas façam com que as canções sejam calmas, mas apenas o justo e necessário para que não percam a sua força.

Com este tipo de música não podemos fugir ao factor Fear Factory, não é? São influenciados por eles? Que mais influências apontarias?
Somos influenciados por eles e por todo o metal dos últimos 30 anos. Se as pessoas disserem que nos parecemos a eles ou se sua influência é notada, [então] enchemo-nos de orgulho, mas é apenas mais um grupo na nossa bagagem musical. Há centenas de bandas que nos têm influenciado – é o que dá termos seis membros com seis gostos diferentes, as influências são inesgotáveis.

Penso que têm grande potencial. Por que é que acham que as bandas espanholas têm tanta dificuldade em implementarem-se na cena europeia? O mesmo acontece em Portugal.
Mais uma vez, obrigado. Sempre foi assim, poucas bandas se sobressaem no seu próprio país para darem o salto para a cena europeia. Isso não quer dizer que não haja nível, mas talvez não valorizemos suficientemente o que temos para exportar.

A review ao disco pode ser acedida AQUI.

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