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Laurus Nobilis Music: a contagem decrescente já começou

Pedro Felix

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Na passada segunda-feira, dia 21 do corrente, foi dado o pontapé de saída oficial para a edição de 2018 do Laurus Nobilis Music numa conferência de imprensa que decorreu no edifício da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

A edição deste ano, como facilmente se pode apurar pelos nomes que figuram no seu cartaz, entre os quais Septicflesh e Dark Tranquillity, alargou o espaço ao metal, estilo que tem mostrado mais adesão dos festivaleiros nas edições anteriores. No entanto, o festival não vira as costas ao rock alternativo, continuando a ter um alinhamento diversificado. Como referiu André Matos (Raising Legends, Heavenwood), promotor musical do evento, optou-se por uma redução da amplitude temática do festival para um público mais coeso. Esta noção foi apoiada pelo Dr. Leonel Rocha, vereador da cultura da Câmara Municipal de VN de Famalicão, ao referir que um cartaz demasiado diversificado, que repete ofertas de outros eventos próximos do festival, impede o crescimento do mesmo e que a aposta num determinado nicho, especializando-se nos géneros que mais sucesso tiveram no passado, trará mais gente e notoriedade ao festival. Referiu também que a Câmara Municipal, que este ano aumentou o seu apoio ao festival, está apostada em aumentar a diversidade da oferta cultural do concelho, descentralizando-a da Casa das Artes, sendo o Laurus já uma imagem de marca dessa descentralização.

Foto: Pedro Félix

Presente também no painel estava José Aguiar, presidente da Associação Cultural Ecos do Louro, entidade que promove o festival, que reforçou a ideia de que o festival cada vez mais era destinado a todos, já que tem uma excelente oferta gratuita, desde o palco Estrella Galicia, que irá receber um cartaz ainda mais forte de bandas conceituadas a nível nacional, até aos já tradicionais campismo, zona de alimentação e convívio e mercado de venda de merchandise. José Aguiar também destacou uma das grandes novidades do festival, que vem directamente em continuidade do espírito de apoio a artista emergentes que caracteriza o festival e espelha a essência da Associação Cultural: o Palco Faz A Tua Cena. Neste palco, artistas de todas as áreas podem apresentar os seus trabalhos, bastando para isso fazer uma pré-inscrição através da página do Facebook ou no site do evento. António Freitas (Antena 3), embaixador do evento, enalteceu as qualidades logísticas do festival, que considera ter todo o potencial para ser mais do que um festival, para ser um ponto de encontro e um local para passar uns dias agradáveis, no mesmo espírito do saudoso Festival do Ermal. Enalteceu também a oportunidade que é dada às bandas nacionais para mostrarem a sua qualidade, que já se encontra ao nível de muito do que chega do exterior, mas que não existe facilidade de se dar a conhecer por ainda haver muitas falhas internas na divulgação da sua música.

No final do evento, os Tralhas Melódicas, banda que inclui elementos do painel, fez uma curta actuação a dar um cheirinho do que o Palco Faz A Tua Cena vai ser.

 

A caminhada para o Laurus continua já amanhã, em Freamunde, com um warm-up encabeçado pelos Wrath Sins, a quem se juntam os Urban War e os Second Lash.

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[Reportagem] Sick Of It All + Good Riddance + Blowfuse (21.04.2019, Lisboa)

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Sick Ot It All (Foto: Solange Bonifácio)

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Sick Of It All + Good Riddance + Blowfuse
21.04.2019 – Lisboa

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O nome Sick Of It All destaca-se por si mesmo, sendo uma das maiores referências no hardcore de Nova Iorque. A banda formada, em 1986, pelos irmãos Lou e Pete Koller, Rich Cipriano e Armand Majidi ajudou a consolidar este estilo musical e a comunidade existente até aos dias de hoje. Deste modo, esperava-se mais uma noite lendária no RCA Club, em Lisboa – uma sala completamente esgotada.

Os Blowfuse são actualmente uma das bandas de punk-rock/hardcore espanholas mais conhecidas e activas e os escolhidos a abrirem as hostilidades desta noite de concertos. Com recentes passagens por Portugal, a banda tentou cativar um público – ainda um pouco tímido – com a sua atitude energética.

Mal os Good Riddance subiram ao palco, o público perdeu rapidamente a inibição e começou de imediato o circle pit. A banda mostrou-se bastante contente devido ao facto de finalmente voltarem a tocar em Portugal após tantos anos de ausência. São muito conhecidos por temas líricos que vão desde análises de críticas à sociedade americana a lutas pessoais, tendo sempre como base um punk-rock rápido e melodias cativantes. Nada disso faltou no concerto que deram, tocando uma setlist bastante diversificada. O baixista Chuck Platt, sempre com discursos divertidos, chegou inclusive a pedir para vestir uma t-shirt com o símbolo anarquista de um dos fãs com a promessa de a devolver no final do concerto. Houve ainda oportunidade para se cantar os parabéns ao baterista Sean Sellers.

Os Sick Of It All estão na sua terceira década de carreira entre tours e gravações, tendo lançado até à data mais de duas mãos cheias de discos sólidos mais outros tantos EPs, isto com quase nenhuma mudança na sua formação. Com o lançamento de “Scratch the Surface”, em 1994, levaram o hardcore nova-iorquino até ao resto do mundo e, desde então, raramente pararam para respirar. A banda é das poucas lendas dentro do hardcore ainda no activo com formação inicial e de modo consistente. Entre sing-alongs, stage divings e um wall of death, os Sick Of It All tocaram com uma frescura tremenda, evocando tempos antigos, e consolidando novamente o facto de serem umas verdadeiras lendas vivas, reverenciadas por diversos motivos. Mais do que isso, são um exemplo de ideais e raízes, das quais futuras gerações podem ter como base e referência. BLOOD, SWEAT AND NO TEARS – o hardcore mantém-se bem vivo.

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Texto e fotos: Solange Bonifácio

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Possessed: terceiro episódio de “The Creation of Death Metal”

Diogo Ferreira

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O novo álbum dos padrinhos do death metal Possessed intitula-se “Revelations Of Oblivion” e será lançado a 10 de Maio pela Nuclear Blast. Os singles “No More Room in Hell” e “Shadowcult” já estão em rotação.

A banda liderada por Jeff Becerra passará por Portugal para duas datas:

Entretanto, já podes ver o terceiro episódio de “The Creation of Death Metal” em que a banda fala sobre as diferenças regionais da sonoridade death metal nos EUA.

 

 

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Sabaton History Channel, ep. 11: sabotagem da bomba atómica nazi

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Pär Sundström e Indy Neidell escolhem falar do tema “Saboteurs”, do álbum “Coat Of Arms” (2010), que versa sobre as operações de sabotagem que preveniram a Alemanha nazi de chegar primeiro à concepção da bomba atómica.

Um dos produtos especiais para a criação da arma de destruição massiva é água pesada e a Noruega ocupada pelos nazis continha em si uma fábrica que produzia tal ingrediente. Os Aliados, desesperados por atrasarem o progresso do inimigo, decidiram sabotar o processo. Dessa decisão saiu o plano para uma operação arriscada conduzida por britânicos e noruegueses.

Mais episódios AQUI.

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