Lord Of The Lost “Swan Songs II” [Nota: 6.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Lord Of The Lost “Swan Songs II” [Nota: 6.5/10]

K800_740_LordOfTheLost_RGB_(1)Editora: Napalm Records
Data de lançamento: 06 Outubro 2017
Género: neoclássico

Bandas como Metallica e Dimmu Borgir já se fizeram acompanhar por orquestras ao vivo e os Blutengel chagaram mesmo a transformar as suas músicas electrónicas em composições neoclássicas. Pois bem, isto é algo que já não é original, mas que nunca deixará de ocorrer – é bonito, interessante e comercialmente atractivo.

A mais recente manobra deste género surge dos Lord Of The Lost, a coqueluche do dark metal alemão, que, depois de darem uma nova e orquestral roupagem às faixas de “Swan Songs” (2015) com “Swan Symphonies” (2015), avançam agora com “Swan Songs II” – só que desta vez com temas inéditos. Os instrumentos estão todos muito bem equilibrados, os arranjos são competentes e a voz sedutora/grave de Chris Harms coroa a prestação de todo o ensemble, mas a verdade é que vamos chegar a um momento da audição em que já não há muitos calafrios a percorrer o nosso corpo. Isto começa muito bem com a cativante e negra “Waiting For You To Die” – em que se fala de homicídio num outro mundo onde a vingança é apetecível e o medo de magoar não existe –, depois “Lighthouse” continua com a fasquia alta, “The Broken Ones” dá o esperado mote cinematográfico, “Better Me” é sobre amor falhado, “Ribcages” origina uma faceta pop e a sexta “Wander In Sable” será, provavelmente, a última grande amostra do poder orquestral dos Lord Of The Lost com pujança e ritmos agradáveis. Na verdade, o declínio do prazer começa a ser evidenciado ao longo da apresentação das faixas analisadas, mas ainda soava tudo bastante aceitável às primeiras audições e, de facto, as restantes quatro composições também o soam, só que mais do mesmo entre lamechices e tentativas de criar épicas tristezas sonoras como se de uma Adele se tratasse.

No fim não vamos dizer aos Lord Of The Lost para se cingirem ao dark metal electrónico e industrial que nos trouxe bons singles – como “In Silence”, “Die Tomorrow” ou “Raining Stars” –, mas vamos até aplaudir q.b. este “Swan Songs II”, nem que seja para mostrar ao mundo que o metal tem muito de música clássica e que há muitos estudiosos musicais inseridos neste movimento que, sempre extremo, se quer diverso.

 

6.5/10
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