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[Live Report] Lux Ferre + Irae + Carma @ Cave 45, Porto – 09/07/2016

Diogo Ferreira

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Passavam poucos minutos das 22 horas quando os conimbricenses Carma subiram ao pequeno palco do Cave 45. Cercados por velas fúnebres e vestidos de preto cerimonial (camisa, calças e sapatos), o quarteto doom metal presenteou a sala ainda despida com o seu álbum debutante de título homónimo. Em palco ainda se mostram bastante tensos e com medo de falhar, ainda que não descurem a parte teatral através de expressões faciais tristes e cabisbaixas, criando assim personagens mescladas de falta de à-vontade e soturnidade inerente ao género que tocam. Musicalmente são impecáveis, pois quem conhece o trabalho dos Carma em estúdio percebe, ao vivo, que tudo é perpetuado com grande exactidão. Em Carma há bons riffs melancólicos a lembrar My Dying Bride, insurreições de baixo que sobrevoa o resto dos instrumentos e uma bateria pautada de forma exemplar.

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Irae4Seguiu-se Irae, e os mais atentos sabiam que tal não estava programado. Quem iria suportar Lux Ferre neste ritual seriam os Corpus Christii que cancelaram há umas semanas atrás. Confirmou-se Morte Incandescente, mas a pouquíssimos dias também se retiraram do cartaz. Vulturius, líder de Irae e membro de Morte Incandescente, acedeu à convocatória demoníaca, juntou o baterista John Hoax e o baixista J. Goat (Corpus Christii), fizeram um ensaio e meteram-se à estrada. Dois concertos de Irae (contando com o de Lisboa) foram, de facto, uma surpresa, pois Vulturius tinha-se afastado dos palcos durante dois anos para compor aquele que será o próximo álbum, “Crimes Against Humanity”. John Hoax tocou com tablaturas, J. Goat mostrou ser o músico polivalente que é e Vulturius comandou a horda satânica com a sua guitarra bélica, berros diabólicos e postura fuck-off. Foi um concerto curto devido aos percalços atrás referidos, mas foi bombástico! Mencionando apenas alguns, ouviram-se temas raramente tocados ao vivo (“Portais do Abismo”, “Fogo Negro” e “Under the Fog of a Cursed Forest”), a mais recente “Balas do Anticristo”, o hino para a destruição de presépios nas rotundas (“Queima as Casas de Deus”) e as icónicas “Order of the Black Goat” e “A Ira Nasce nas Noites de Sintra”. Vulturius, sob a bandeira de Irae, mostrou por que é um mestre do black metal português.

A cerimónia encerrou, claro, com Lux Ferre que, apesar de terem dado um concerto no festival de Barroselas, fizeram de 8 e 9 de Julho a grande apresentação de “Excaecatio Lux Veritatis” (2015). Para além disso, o espectáculo contou também com a presença do guitarrista Pestilens que voltou a pisar um palco cerca de quatro anos depois, e viu-se na sua cara borratada com corpse paint a satisfação de voltar a pegar na sua SG e a calçar as botas sem atacadores. Como não podia deixar de ser, o concerto dos Lux Ferre incidiu-se maioritariamente no mais recente álbum – com nota mais para a música “A Lenta Adaga da Morte” –, deixando apenas duas faixas de fora desta setlist. Devasth, que escreve e vocifera as letras, encarna a personagem principal de “Excaecatio Lux Veritatis” com grande afinco: para além do visual (com pintura, ligaduras negras à volta dos pulsos e mãos, e uma venda igualmente negra que se manteve posta durante quase todo o gig), o vocalista exala as suas palavras com precisão e devoção. Pestilens dá o mote rítmico e agressivo, enquanto o seu companheiro de cordas, Vilkacis (também de Ars Diavoli) remete-se, e bem, a ecoar o lado melódico e iluminado de Lux Ferre. Não faltou a fabulosa “Pira”, do disco “Atrae Materiae Monumentum” (2009), que puxou os fãs mais fiéis a entoar refrões, e finalizaram com a portentosa “Next To Satan”, do álbum de estreia “Antichristian War Propaganda” (2004).

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A sala compôs-se a partir da actuação de Irae e os concertos terminaram com parabéns, palavras de força e alguns abraços por parte daqueles que mais perto estavam da saída do palco. Percebeu-se a presença de estrangeiros curiosos que, provavelmente, estão de férias (os calções e os chinelos não enganam), e um rodopio à volta da banca de merchandise sucedeu as profícuas horas de puro black metal que no Cave 45 se sentiu.

Texto: Diogo Ferreira
Fotos: Sílvia Micaelo
Agradecimentos: Notredame Productions

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Vagos Metal Fest: Resumo da conferência de imprensa

Diogo Ferreira

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A poucas horas de ter início mais uma edição do Vagos Metal Fest, foi realizada uma conferência de imprensa onde Luís Salgado, responsável pela organização, partilhou algumas informações dignas de nota junto dos presentes. Agora com mais opções de lazer e com a existência de dois palcos, o promotor fala em mais volume de trabalho, apontando como aspecto positivo o facto de não haver paragens nas actuações. Foi também comentada a consciência ecológica não só por parte da organização mas também dos festivaleiros, que têm no VMF um festival transgeracional que acolhe pessoas de todas as faixas etárias.

Luís Salgado, que conta ter em 2018 o ano com mais sucesso do festival, avançou que o dia 10 – que recebe nomes como Cradle Of Filth, Moonspell e Ratos de Porão – está próximo de esgotar, com o dia seguinte – onde sobem ao palco bandas como Kamelot ou Enslaved – a estar igualmente próximo disso.

O Vagos Metal Fest decorre entre os dias 9 e 12 de Agosto. Hoje sobem ao palco nomes como Orphaned Land, Dust Bolt e Analepsy.

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Milhões de Festa: Os 3 nomes que não vais querer perder!

Joel Costa

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Depois de dez edições, o Milhões de Festa afasta-se do período tradicional dos festivais de Verão portugueses e escolhe o mês de Setembro para reinventar-se. A Ultraje destaca três nomes do cartaz da edição de 2018 que não vais querer perder:

1. ELECTRIC WIZARD

Estabelecidos em 1993, os doomsters britânicos Electric Wizard têm em “Wizard Bloody Wizard” o seu mais recente trabalho de estúdio. Apontados pelos fãs como os sucessores óbvios dos Black Sabbath, os Electric Wizard passaram por diferentes encarnações ao longo da sua carreira, com esta nova proposta a marcar uma nova era do colectivo.

2. CIRCLE

A veia experimental dos finlandeses Circle exigiu que se tornassem senhores de uma enorme discografia. Explorando sonoridades que vão do jazz ao metal, passando pelos ambientes mais psicadélicos, os Circle mostram desde logo que são capazes de derrubar qualquer barreira que encontrem pelo seu caminho. São mais de 50 os discos editados, justificando o selo de banda de culto que trazem consigo.

3. SCÚRU FITCHÁDU

(Fotografia: António Marinho)

«Scúru Fitchádu representa outra África, eu sou outra África.» Foi assim que o produtor Sette Sujidade descreveu o seu projecto à Ultraje, aquando da passagem da banda pela cidade de Aveiro. Os Scúru Fitchádu levam até ao Milhões a sua mistura de funaná cabo-verdiano, punk, metal e noise.

Os passes gerais do festival (que decorre em Barcelos entre os dias 6 e 9 de Setembro) têm um preço de €60 euros, enquanto que os bilhetes diários saem a €20. O primeiro dia será de acesso livre. Mais informações em www.milhoesdefesta.com

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Ultraje #17 já disponível!

Joel Costa

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O número 17 da Ultraje, correspondente aos meses de Agosto e Setembro de 2018, está disponível gratuitamente nos formatos físico e digital!

EDIÇÃO EM PAPEL

Recebe o número 17 e as próximas cinco edições da Ultraje na tua morada através da subscrição do Six-Pack: https://shop.ultraje.pt/ultraje-six-pack

O Six-Pack tem um custo de € 10,00 que corresponde ao valor dos portes de envio de seis edições da Ultraje.

Em alternativa podes levantar este número da Ultraje gratuitamente nos seguintes pontos:

LISBOA | Glamorama Rockshop | Clockwork Store | Unkind | Carbono Amadora | Hail Rock Club
PORTO | Bunker Store | Piranha | Red Ram Tattoo Co (Felgueiras)
AVEIRO | Vagos Metal Fest | Lovecraft Beershop | Ultraje (Ovar)
VILA REAL | Blind & Lost Studios
OUTROS | Rastilho Records | Mosher Clothing

EDIÇÃO DIGITAL

Ler/Download [27 MB]: http://ultraje.pt/digital/ultraje17.pdf
Ler no Issuu: https://issuu.com/ultrajept/docs/ultraje17_issuu

Nas próximas páginas encontrarás algumas das novidades musicais que marcam este Verão, como o novo álbum dos Sinsaenum. Este supergrupo, que tem nas suas fileiras músicos como Joey Jordison (Slipknot) e Frédéric Leclercq (DragonForce), tem em “Repulsion for Humanity” uma nova fornada de um death metal que combina o melhor do estilo old-school com o que de mais notável se tem feito em tempos recentes.

Na estrada a promover “Firepower”, os britânicos Judas Priest estiveram em Portugal juntamente com o lendário Ozzy Osbourne, mas foi em Madrid (Espanha) que nos sentámos com o baixista e fundador Ian Hill para dissecar o disco editado em Março e que deixa a banda comandada por Rob Halford mais perto da marca dos 20 lançamentos.

Numa edição em que ‘estatuto’ é a palavra de ordem, a instituição de black metal que é Immortal está de volta aos discos com “Northern Chaos Gods”, o primeiro desde 2009 e o primeiro também sem Abbath na voz. Demonaz resume os problemas que marcaram a banda nos últimos anos e fala-nos do processo desta nova proposta do agora duo norueguês.

Isto e muito mais para descobrir na edição de Agosto/Setembro da Ultraje. Estaremos de volta em Outubro com mais novidades!

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