Reviews avulso: Mastercastle | Highland | Mountains Crave | Ultraje – Metal & Rock Online
Reviews

Reviews avulso: Mastercastle | Highland | Mountains Crave

SC_321_WebMastercastle “Wine Of Heaven” [Nota: 7/10]
Editora: Scarlet Records
Data de lançamento: 19 de Maio 2017
Género: heavy/power metal

Aclamados em terras italianas, estes genoveses já contam com seis discos desde a fundação em 2008. Numa mistura entre heavy e power metal, o quarteto apresenta um novo conjunto de canções cativantes e modernas. Sem se seguir por muitos caminhos ancestrais no que ao heavy metal concerne, podemos encontrar algumas similaridades com uns The Gathering antigos muito à custa da voz e colocação de Giorgia Gueglio, algo que pode soar estranho ao ler, mas não o será ao ouvir. “Wine Of Heaven” não é alegre, mas emana uma energia muito positiva, especialmente nos refrões bem sacados, ainda que as partes das estrofes não sejam do mais empolgante. Bem produzido, o regresso dos Mastercastle merece palmas.

 

-/-

COVER_webHighland “Loyal To The Nightsky” [Nota: 6/10]
Editora: independente
Data de lançamento: 15 Maio 2017
Género: black metal

Vêm de Los Angeles, EUA, mas soam à Noruega e à Finlândia. E também vêm com quase 30 anos de atraso. A sonoridade total (produção e composição juntas) não chega a ser arcaica, mas também não é actual; o gosto pelo que se ouve não é imenso, mas também não chega a fazer-nos tecer críticas inteiramente negativas. Basicamente, este primeiro álbum do trio está num limbo: ora começamos a chatear-nos pelo black metal básico que sai das colunas, ora franzimos a sobrancelha com espanto por causa de um qualquer riff bem esgalhado. E andamos nisto quase durante uma hora. Aplausos finais por se mandarem a isto sozinhos, de forma independente, sem editoras à trela.

 

-/-

MCcoverFINALMountains Crave “As We Were When We Were Not” [Nota: 7/10]
Editora: Avantgarde Music
Data de lançamento: 13 Maio 2017
Género: post black metal

O que inicialmente parece ser black metal na veia ortodoxa começa a transformar-se em algo mais contemporâneo – post black metal mesmo. As incursões velozes, cruas e dissonantes existem, mas estes ingleses salpicam a sua sonoridade com secções mid-tempo cheias de melodia envolvente que, apesar disso, não chegam a ser puramente atmosféricas o suficiente para assim o indicarmos, porque há sempre um sentido de distorção ruidosa vinda das guitarras. Existem desde 2013, mas já tiveram tempo de partilhar palcos com bandas como Winterfylleth, Urfaust, A Forest Of Stars, entre outras, o que pode dar aquela ideia de que, mesmo só com um álbum, boas coisas podem sair daqui num futuro próximo. Nem todos os momentos deste disco são win-win, mas vale a pena ouvi-lo e incitar a que melhorem.

Topo