Megadeth “Dystopia” [Nota: 8/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Megadeth “Dystopia” [Nota: 8/10]

uploadEditora: Tradecraft
Data de lançamento: 22 Janeiro 2016
Género: thrash metal

“Um disco que é o sonho molhado de qualquer fã da velha-guarda.”

Depois de dois passos em falso nos últimos lançamentos e após a saída de metade da banda, Dave Mustaine reuniu um elenco de luxo para “Dystopia”. Com o virtuoso Kiko Loureiro na guitarra e o maquinal Chris Adler na bateria, as expectativas não poderiam estar mais elevadas.

Com dez temas originais (e algumas covers, dependendo da versão) “Dystopia” é um álbum sólido que percorre as fórmulas que mais sucesso trouxeram aos Megadeth. Como autêntico criador de todo um género musical, Dave Mustaine descarrega riffs de qualidade com uma naturalidade impressionante, mostrando que ainda tem muito metal para dar. As citações a músicas de discos anteriores são notórias, sendo possível ouvir um pouco de “Hangar 18” na faixa que dá o título ao álbum, a técnica de “Black Friday” em “Fatal Illusion”, ou a introdução de “Foreclosure of a Dream” em “Poisonous Shadows”. Não há coincidências.

É curioso como o período de maior sucesso comercial (de Countdown to Extiction para a frente) e a fase “clássica” em termos sonoros (Peace Sells, Rust in Peace) não coincidam, o que torna esta banda numa besta multifacetada e um sempre incompreendida por alguma das facções que compõe os seus admiradores. Mais do que aconteceu com Endgame, em 2009, Dystopia será o disco que melhor consegue casar essas duas fases, almejando agradar a todos, incluindo a própria banda. O terceiro lugar alcançado na primeira semana de vendas da Billboard 200 é um bom indicador.

Os Megadeth acabam por lançar um disco que é o sonho molhado de qualquer fã da velha-guarda que implora pela segunda versão “daquele” álbum clássico que jamais voltará a ser escrito. Não é a mesma coisa, mas fica lá perto. De realçar ainda a faixa instrumental “Conquer or Die”, com um trabalho de guitarra acústica irrepreensível por parte de Loureiro, que ainda dá uns toques no piano no álbum. O único ponto realmente fraco será a última faixa “The Emperor”, que não encerra o disco em chave de ouro, mas não se pode ter tudo.

 

8/10
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