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[Opinião] Metallica ou não Metallica, eis a questão

Diogo Ferreira

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Na edição especial sobre os dois primeiros álbuns de Metallica, que a Ultraje lançou em Junho passado, escrevi um artigo intitulado “Avanço em retrocesso” onde expliquei como descobri “Kill ‘Em All” e “Ride The Lightning”, e o que representaram para um adolescente. Devia ter uns 10 anos quando o “Load” (num CD pirata) me chegou às mãos, mas na realidade todos os que nasceram na segunda metade da década de 1980 viveram com Metallica, ou não passasse a “Nothing Else Matters” a toda a hora na rádio, na MTV ou no Sol Música. O que é facto é que com 10 anos só conhecia o “Load” e a “Nothing Else Matters”, até que a Internet invadiu em massa as casas das pessoas na entrada do Séc. XXI e o KaZaA ou o Soulseek permitiram que obtivesse também todos os discos anteriores. Daí o avanço em retrocesso – andar para trás na discografia da banda para evoluir o conhecimento.

O “ReLoad” passou-me ao lado – naquela altura queria saber mais do Buereré e do Dragon Ball –, mas com a explosão do nu-metal no final dos 1990s / início dos 2000s a sede por música pesada exerceu a sua força em mim. Primeiro o nu-metal de Papa Roach, Korn e Limp Bizkit, depois o heavy metal dos Iron Maiden, o goth dos The 69 Eyes, o power metal dos Edguy e dos Freedom Call, o death metal dos Kataklysm e mais tarde o black metal que hoje representa a grande maioria dos meus discos. No meio disto tudo havia um “St. Anger” que fez a malta juntar-se para ver o DVD que vinha como bónus e emanar aquela nostalgia ingénua de se querer viver num tempo que não se viveu: «O “Kill ‘Em All” é que era!» ou «Onde estão os solos, c*ralho?» A eterna promessa dos Metallica voltarem às raízes surgiu com “Death Magnetic” que comprei de olhos fechados, mais numa vontade de gastar dinheiro do que outra coisa… Ouvi-o um par de vezes, confesso, e deve estar para ali no meio do monte. (Não mencionar o “Lulu” nesta cronologia de eventos é propositado.)

E agora a energia é renovada com “Hardwired… To Self-Destruct”. Ou não? É aqui que entra a analogia com «ser ou não ser, eis a questão», de Shakespeare. O que representa o lançamento de um álbum de Metallica em 2016? Pessoalmente representa-me muito pouco e penso que até sei respeitar a evolução das coisas, mas já não sinto aquele baque por eles. Lá está, acaba-se por bater no mesmo: se quero ouvi-los vou buscar o “Kill ‘Em All” ou o “Ride The Lightning”.

Em 2016, os Metallica representam uma carrada de facções, sendo que a maior deverá ser – e bem – considerá-los uma instituição que abalou o paradigma da música e que influenciou milhentas bandas. Há os fanboys que os idolatram mesmo que lancem uma das piores merdas de sempre (Lulu…), os que ainda se rendem só e apenas aos primeiros álbuns, os não-metálicos que gostam de Metallica e todo o restante metal é barulho e porcos a morrer, os que lhes chamam vendidos (mas isso já dizem desde o clip da “One”, não?), os que ainda se lembram do Napster e talvez uma pequena franja de betos que dizem gostar de Metallica só para chatear os pais e fazê-los gastar umas dezenas de euros para irem a um concerto, mas só querem ouvir a “Nothing Else Matters” pela 2485ª vez.

Quer se goste quer não, os Metallica estão para o heavy metal como a água está para a sede. Anos passam, polémicas acontecem e álbuns são lançados, mas esta banda de cinquentões continua a mover o mundo. Há que lidar com isso, e se para uns a melhor maneira é insultar ou erguer barricadas porque achincalharam o black metal com o vídeo da “ManUNkind”, para mim, na minha humilde estadia neste planeta, o melhor é respeitá-los por tudo o que já fizeram por uma coisa amada chamada Heavy Metal.

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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