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Misfits: as teorias à volta de “We Are 138”

Diogo Ferreira

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Põe a música a tocar enquanto lês este post.
A par de “Angelfuck” e “In The Doorway”, “We Are 138” é a minha música favorita dos Misfits daquela fase 1977-1983 e, como muitas outras, originou covers – nomeadamente uma muito boa dos gregos Dodsferd. “We Are 138” é a música mais enigmática dos Misfits e, consequentemente, põe os fãs em modo beserk nos fóruns que residem num mundo infinito chamado Internet. Ir ao Google e pesquisar por ‘we are 138 meaning’ é como abrir a Caixa de Pandora… Escolhemos as melhores teorias – apreciem.

Uma das hipóteses mais difundidas passa pela ideia de que “We Are 138” tem a ver com o filme “THX 1138”, de George Lucas, e, em 1996, Jerry Only deu uma entrevista a Chris Schneberger onde se fala precisamente disso:
«Chris: Qual é o verdadeiro significado por detrás de ‘138’?
Jerry: ‘138’ é tipo as pessoas serem tratadas como andróides e tens um número em vez de um nome, portanto é como se o número humano fosse 138.
Chris: Isso estava num filme? O primeiro filme de George Lucas? “THX 1138”?
Jerry: Isso mesmo. É retirado daí.»

Mas o antigo guitarrista Bobby Steele distorce a ideia de Jerry Only duma forma mais pessoal e nostálgica: «Isto deve ser a maior piada do Glenn [Danzig] para com os fãs. Ele disse-me que [a ideia] vem do livro “I, Robot” e que havia uma personagem chamada ‘138’. Costumávamos usar crachás com a imagem de um robô com ‘138’ na testa. Pergunto-me se o Jerry [Only] tem um, ou se se lembra disso. Eu tenho o livro, mas não há tal personagem. Apenas mostra o brilhantismo ocasional do gajo [Glenn Danzig].»

No entanto, o próprio Glenn Danzig viria a falar por si próprio e ao seu estilo: «Não foram eles que escreveram a música e não sabem sobre que c*ralho se trata. É sobre violência.» Curto e grosso. Estaria Glenn Danzig a falar a sério ou estaria só ressabiado com tudo o que se passava à volta da reunião dos Misfits? Estaria a tentar esconder um segredo que se mantinha há anos ou a tentar tirar o crédito aos ex-colegas?

Para além das teorias à volta de filmes sci-fi e b-movies, há outras ainda mais rebuscadas como, por exemplo, 138 ser o código de homicídios da polícia de Nova Jérsia, a soma das suas idades quando compuseram a música (o que matematicamente se provou impossível) ou mesmo ser uma música de cariz sexual (138=2×69).

Mas deixámos o melhor para o fim…

138

Recorda o artigo “Misfits: relembrar a História de quem se vai reunir” AQUI.

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[Exclusivo] Mastodon: “Sempre que voamos para o outro lado do Atlântico, Portugal tem de estar na lista”, diz Troy Sanders

Diogo Ferreira

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Será a 17 de Fevereiro que os Mastodon passam por Portugal para um concerto em Lisboa e, em conversa com a Ultraje, o baixista/vocalista Troy Sanders só tem coisas boas a dizer sobre o nosso país: «Portugal é um país muito belo e os fãs são dos mais fiéis que temos.» Todavia, a grande revelação do excerto que aqui partilhamos viria a seguir: «Deixa-me pôr isto de forma mais clara – demos a indicação específica ao nosso agente para não confirmar a digressão enquanto Portugal não estivesse confirmado. Sempre que voamos para o outro lado do Atlântico, Portugal tem de estar na lista. Ficámos bastante aliviados quando o nosso agente nos deu a confirmação do concerto em Lisboa, pois esta parte da digressão só aconteceu porque respeitaram a nossa exigência de tocarmos em Portugal, baseámos a digressão em redor de tocarmos aí. Estamos bastante ansiosos por chegar a Lisboa, pois não só o país é muito bonito, como as pessoas são fantásticas.»

Ao lado dos Mastodon actuarão os Kvelertak e os Mutoid Man. Os bilhetes podem ser adquiridos AQUI.

 

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Ghost – Capítulo VI: A Visita

Diogo Ferreira

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Foto: Mikael Eriksson

Numa clara alusão à digressão europeia que se avizinha, Sister Imperator está recuperada do seu acidente e recebe a vista de Cardinal Copia que, com Papa Nihil, sai do hospital rumo a um destino desconhecido. Um desses destinos, que Cardinal Copia não tem conhecimento, passará pelo Estádio do Restelo (Lisboa) onde Ghost, Metallica e Bokassa têm encontro marcado com o público português a 1 de Maio.

O álbum mais recente da banda liderada por Tobias Forge intitula-se “Prequelle” e foi lançado em Junho de 2018 pela Spinefarm Records.

 

 

 

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[Antevisão] XXXapada na Tromba 2019: brutalidade exemplar

Diogo Ferreira

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É já nos próximos dias 18 e 19 de Janeiro que decorre, no RCA Club (Lisboa), o XXXapada na Tromba – Freak n’ Grind Fest 2019. Durante estes dois dias, com concertos a começar pelas 17:30 na sexta-feira e 17:00 no sábado, a capital será o ponto de encontro para os fãs de death metal nas suas variadas vertentes e grindcore.

Sexta-feira começa com Moñigo, Rato Raro, Dehydrated e Crepitation. Logo após a hora de jantar, sobem ao palco os Meat Spreader com o seu grindcore bem produzido e com influências punk como se pode ouvir no álbum “A Swarm Of Green Flies Over The Rusty Pot”. De Itália vêm os veteranos Cripple Bastards que se formaram no já longínquo ano de 1988 e estão actualmente ligados à Relapse Records; “La fine cresce da dentro”, de 2018, é o mais recente álbum da banda italiana e para além do grindcore apresenta também influências de thrash metal. Depois do Epicardiectomy, será a vez dos Inhume, banda holandesa que tem em “Moulding the Deformed” o disco mais recente lançado em 2010; o seu brutal death metal / grindcore está a ser comemorado com a compilação “Exhume: 25 Years of Decomposition” (2018). Recentemente regressados às lides, os norte-americanos Brodequin são um dos grupos mais esperados do primeiro dia do XXXapada; com três álbuns na discografia, “Instruments of Torture” (2001) é o grande marco sonoro da banda. Pela madrugada tocarão ainda os seminais portugueses Grog, que decerto promoverão um concerto coeso, e os alemães Satan’s Revenge On Mankind.

No sábado, o XXXapada terá a sua primeira parte composta pelos Annihilation, Undersave, Hymenotomy, UxDxS e Tu Carne. Pelas 21:30, os GUT, fundados em 1991, subirão ao palco do RCA Club com o seu death metal / grindcore obscuro, sujo e mid-tempo que não põe de lado algum experimentalismo e crossover. Após os consagrados nacionais Analepsy, os romanos Devangelic darão uma toada mais blasfema à festa do XXXapada com um brutal death metal compacto; “Phlegethon” data de 2017 e é o álbum mais recente. Nome apelativo é o dos holandeses Prostitute Disfigurement que contam com quase 20 anos de carreira; algures entre o death metal tradicional e o brutal, a banda aponta para novo disco neste ano de 2019. O festival encerrará com o famoso happy/party grindcore dos reconhecidos além-fronteiras Serrabulho e com os sexuais Pornthegore.

Os bilhetes diários estão disponíveis através do endereço xxxapada.fest@gmail.com e têm o custo de 25€ em pré-venda. No dia do evento, o valor será de 30€. Os bilhetes para os dois dias do festival ainda se encontram disponíveis pelo valor de 40€ e podem ser comprados através do e-mail disponibilizado ou na Clockwork Store (Lisboa) e na Bunker Store (Porto). No dia do festival, o valor será de 50€ e limitado ao stock existente.

O evento no Facebook pode ser acedido aqui.

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