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[Exclusivo | Entrevista] Nader Sadek: na rota do SWR Barroselas Metalfest

15440516_1230729470309724_4118423694079881159_oNader Sadek pode não ser um nome que faça rebentar foguetes luminosos nas nossas cabeças, mas os fanáticos saberão que este egípcio criou o projecto com a intenção de ter consigo os mais talentosos artistas da música extrema. Com um álbum e um EP lançados desde 2011 (mais EPs virão brevemente), o artista norte-africano actuará na 20ª edição do SWR Barroselas Metalfest. As próximas linhas darão respostas à actualidade do projecto, mas também ao seu futuro.

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Há diferenças entre o álbum “In The Flesh” (2011) e o EP “The Malefic: Chapter III” (2014) talvez devido à colaboração de Rune Eriksen [aka Blasphemer, ex-Mayhem, Earth Electric] contigo. Dirias que o EP tem uma abordagem mais pessoal?
Absolutamente. Nunca tive a intenção de me envolver musicalmente no “In The Flesh”, [porque] fiz o projecto contratando músicos para colaborarem colectivamente. Acabei por me envolver já que um dos músicos não estava disponível para trazer outra música a tempo; então compus a “Negredo In Necromance” e a maioria da “Petrophilia”. Com “The Malefic: Chapter III” (e por extensão as partes 1 e 2, que ainda não foram lançadas) não só compus algumas canções e alguns riffs como também escrevi as letras e o fraseamento das formas de cantar. Portanto os “Malefic Chapters” são bem mais pessoais.

«Fiquei extremamente honrado por ter sido escolhido entre tantas bandas talentosas e por fazer parte do 20º aniversário do festival.»

Algumas pessoas podem não saber mas juntaste grandes nomes para tocar contigo no passado, como Attila Csihar (Mayhem), Seth Van de Loo (Severe Torture), Andreas Kisser (Sepultura), entre outros. Consideras-te um homem privilegiado?
Às vezes. De certa forma não estás só a lidar com talentos, mas com personagens. No caso das pessoas que mencionaste: [foram] absolutamente óptimos tempos e estou extremamente grato por isso. Não só é maravilhoso que eu tenha conseguido trabalhar com estes artistas como também continuo a trabalhar com outros, que era a intenção desde o início.

Sobre a nova formação ao vivo, gostarias de apresentar os homens que vão subir ao palco contigo? Mais uma vez grandes nomes, certo?
Não é só uma questão de serem grandes nomes, é [também] sobre encontrar músicos altamente talentosos – tento sempre sublinhar isso. Também tento sempre trazer pessoas que sejam músicos avançados e que saibam criar o seu som. Não é só tocar o que está nos discos mas que insiram a sua personagem nisso, e o resultado, na minha humilde opinião, é melhor do que nos discos.
Neste caso [terei] Derek Roddy, conhecido principalmente por Hate Eternal, Nile e Malevolent Creation, ao lado de Thor aka Destructhor que tocou simplesmente com as melhores bandas – Morbid Angel, Zyklon e os meus pessoalmente favoritos Myrkskog. Pela primeira vez junta-se a nós Johan De Farfalla, antigo baixista de Opeth – que, novamente na minha opinião, foi um dos grandes factores para eu gostar dos primeiros álbuns de Opeth – e o extremamente talentoso Danny Tunker, dos Alkaloid e antigo membro de Aborted.
Cada músico vem de diferentes passados, culturas e países, e as bandas às quais deram a sua contribuição também são vastamente distintas – o que pode soar perigoso. No entanto sei que isto soará enorme e intenso, e a química entre eles será forte.

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O último lançamento é um EP datado de 2014. Vai haver surpresas quanto à setlist?
Ainda bem que perguntas. Sim, temos tocado uma canção intitulada “Ghost Cries” de um futuro EP. De facto já gravámos vários EPs – uns estão terminados, outros estão na fase de mistura e outros estão a ser gravados. Estou ansioso por lançar coisas novas, mas por agora as pessoas podem ouvir “Ghost Cries” para terem uma ideia de como soa o novo material. As reacções nos concertos têm sido excepcionais.

A tua última resposta leva-me a perguntar que novos lançamentos tens em mente?
Já terminámos todos os EPs “Malefic” e já estou a trabalhar na composição de dois novos EPs que têm os temas todos quase feitos. Não é para ficar cravado em pedra, mas creio que vou apenas lançar EPs de 4-5 faixas e não álbuns de 10-12 temas. Devido às circunstâncias actuais é melhor pôr todo o cuidado em quatro canções de cada vez, para lhes dar o tempo próprio para brilharem e para cada uma ser tratada respeitosamente. Inevitavelmente sinto que vou acabar com 3-4 fillers se tentar trabalhar com 12 canções – algo que não quero ser forçado a fazer. Lançarei os EPs em períodos curtos entre eles. A line-up para cada um é de babar para dizer o mínimo. Na minha página de Facebook vou provocando lentamente as pessoas sobre quem vai tocar e assim podem imaginar o som.

O SWR Barroselas Metalfest é o festival mais brutal em Portugal e também um importante evento na Europa. Quão ansioso estás para tocar lá? Sabes alguma coisa de Portugal?
Nunca fui a Portugal mas só ouvi coisas boas, portanto nem consigo expressar a minha excitação o suficiente. Fiquei extremamente honrado por ter sido escolhido entre tantas bandas talentosas e por fazer parte do 20º aniversário do festival. Para além de reencontrar os Mayhem [actuam no mesmo dia], vai ser óptimo ver Inquisition e Aborted, duas bandas que trouxe ao Egipto e que foram as duas primeiras grandes internacionais de black e death metal a tocar no país logo após o meu concerto. Foi um marco na História do Metal e, mais uma vez, sinto-me honrado por partilhar o festival com eles.

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O SWR Barroselas Metalfest decorre de 28 a 30 de Abril na Vila de Barroselas. Mais informações AQUI.

 

 

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