Noumena “Myrrys” [Nota: 6/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
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Noumena “Myrrys” [Nota: 6/10]

640221Editora: Inverse Records / Haunted Zoo Productions
Data de lançamento: 28 Abril 2017
Género: death metal melódico

“Myrrys” é uma palavra arcaica da língua finlandesa que significa tumulto ou revolta. Faz pensar que este é um daqueles álbuns que reflectem um ponto de viragem na carreira do grupo musical que o lança, mas nem por isso: a única revolução aqui presente é o uso da língua materna da banda em todas as letras e nomes de faixas, pois, à parte deste pequeno detalhe, não há qualquer diferença marcante entre “Myrrys” e o anterior “Death Walks With Me”. Temos aqui tudo o que define a sonoridade dos Noumena, a começar pelas guitarradas tipicamente suecas e bem carregadas de melodia, juntando os guturais cavernosos de Antti Haapanen (por vezes acompanhados da voz muito mais suave e feminina de Suvi Uura); interlúdios acústicos a meio/final ou início das músicas e o ambiente frio e melancólico que a banda cria nas suas composições.

Posso seleccionar “Roihu”, “Pendon Veri” ou “Metsän Viha” como boas prestações dos Noumena neste álbum, sintetizando neles tudo o que já foi mencionado no parágrafo acima; contudo, todos os temas são de qualidade e representam perfeitamente a banda, o que também nos conduz ao ponto negativo do disco: é tudo um bocadinho parecido demais. E com isto não quero dizer que um tema bom como “Kirouksen Kantaja” seja idêntico a um outro qualquer deste disco, mas usa todos os ingredientes habituais da composição musical dos Noumena e dentro do método habitual da banda, ou seja, lá para perto do fim, a menos que o ouvinte seja um fã acérrimo destes finlandeses, é bem provável que esteja a pensar “isto nem é mau, mas já cansa um bocadinho…” Com todo este paleio, quero dizer que a sonoridade dos Noumena é pouco expansiva; não há razão de queixas para a sua coesão musical naquilo que compõem, mas é tudo muito parecido, tanto dentro deste “Myrrys” como em comparação das faixas deste novo álbum com o anterior, sendo que a maior diferença entre um e outro será o uso da língua finlandesa no mais recente. É um bom disco, mas os Noumena estão a precisar de refrescar um pouco a sua fórmula.

6/10
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