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[Reportagem] Oestrymnis 2017 – Festival de Arte Folk @ Lisboa

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Depois de uma primeira edição em que o Oestrymnis se afirmou como o festival das sonoridades mais alternativas à volta do folk que Lisboa necessitava, este ano era tempo de confirmação e crescimento. E foi o que a organização conseguiu fazer, conseguindo a proeza de, ao mesmo tempo, não perder o cunho de informalidade e cumplicidade que caracteriza o ambiente de todo o evento. Este ano os concertos aconteceram todos no primeiro dia do festival – 8 de Abril – enquanto o dia seguinte ficou exclusivamente dedicado a workshops (forja ibérica e percussão tradicional para os mais pequenos) e palestras (com o Grupo Lobo, com o Instituto de Conservação do Lince Ibérico e com Gustavo Portela, que discorreu sobre a Flauta de Tamborileiro).

O primeiro dia abriu com os Azagatel a repetirem a presença no evento com um formato acústico semelhante ao do ano passado. O grupo de Aveiro viu-se assim na oportunidade e contexto ideais para confirmar uma certa viragem de sonoridade para o dark neo-folk e fê-lo com a convicção de uma prestação plena de força. Temas como “Endovélico” fizeram a ligação com o último álbum de originais, mas foi “Sangue dos Deuses” e algumas canções que farão parte do próximo registo da banda (“Estirpe Ibérica”, “Aliança Granítica”) que mostraram o que os “novos” Azagatel podem fazer. Nota para a presença do convidado Ricardo Brito em palco em dois dos temas, a vincar a já antiga aliança entre a banda e os Urze de Lume.

Os Keltika Hispanna tinham, nesta edição do Oestrymnis, a difícil tarefa de representar o país-irmão da Península Ibérica como únicos representantes espanhóis. O quarteto mostrou-se à altura da demanda, com um dark folk muito ritualístico e rural, em que a dinâmica da troca de instrumentos entre os músicos tem um papel preponderante. As raízes celtas são inegáveis e o tradicionalismo está sempre presente, mesmo quando – já no final da sua prestação – o grupo das montanhas de Guadarrama (em Madrid) acrescentou uma guitarra distorcida à panóplia sonora, introduzindo um lado psicadélico num concerto muito emotivo e cheio de drones de tradição, em que a voz de Daniel Salmador chega a roçar o throat singing.

Os Karnnos tinham no evento a decorrer em Santos uma das raras aparições ao vivo desde que regressaram à actividade depois de vários anos de hiato, e assinaram uma das melhores prestações do festival. A intensidade que o sexteto nortenho consegue aplicar ao seu folk/dark ambient é absolutamente envolvente e ganha contornos ritualistas ao vivo, muito à custa do impressionante trabalho do percussionista J. Filipe, bem secundado pelo baixista J. Oliveira. J.A., o mentor do projecto, lidera a partir do microfone e depois supervisiona um grupo que vai acrescentando camadas de sanfona distorcida, teclados, gaita-de-foles, guitarra e flauta em ondas de drones bem manipuladas e soberbamente construídas. O cheiro a Sol Invictus destaca-se por vezes, mas os Karnnos são demasiado densos, demasiado libertos para se deixarem enredar em influências óbvias. Pese embora o espectáculo tenha começado com uma aura mais formal e rígida, o modo como o som envolveu a audiência libertou o colectivo e os sorrisos que J.A. se permitiu no final do set foram sintomáticos do modo como os Karnnos pulverizaram qualquer tipo de nervosismo próprio e frieza da assistência.

J.A., J. Filipe e Belmil voltaram, já depois de escurecer, ao palco, juntamente com A. Coelho (Sektor 304, Iurta, Sinter) para uma das raras aparições ao vivo dos influentes Wolfskin. O carácter ritualista, pós-industrial e intenso do concerto do projecto ficou vincado logo desde o início da sua actuação, com A. Coelho a personificar o lado mais animalesco da sonoridade do grupo (empunhando um ramo/tronco de árvore e gritando selvaticamente), enquanto os restantes elementos se afincavam na soberba mistura de instrumentação tradicional e manipulação sonora experimental que tão bons resultados tem dado em disco. E a magia aconteceu mesmo, numa espécie de orgasmo colectivo de quem esperou anos a fio para ver Wolfskin em palco e de músicos que esperaram anos a fio por um público suficientemente preparado para o nível de evocação que a sua música transporta.

Os Urze de Lume jogavam em casa e isso notou-se desde o momento em que pisaram o palco. Dividindo o concerto em três blocos – um primeiro em que o neo-folk de raízes tradicionais da banda teve contornos mais festivos, um segundo mais introspectivo e acústico com utilização de viola campaniça e um terceiro de volta ao ambiente original –, a banda conseguiu uma boa resposta por parte do público. Com a sala praticamente cheia, o quarteto dividiu o seu reportório entre os temas de “11”, “Caminhos da Urze” e do mais recente EP “Vozes na Neblina”, deixando espaço para dois temas novos, de um split com Àrnica a editar em breve. E foi precisamente quando Carles J., vocalista dos espanhóis, subiu ao palco para recitar o poema que antecedeu “Outono Eterno” que se viveu um dos momentos altos da noite. Uma noite como as noites antepassadas que os Urze de Lume evocam nas músicas que não precisam de voz para transmitirem a alma, a força e o querer de um povo que pode (durante demasiado tempo) ter virado costas à sua ancestralidade, mas que não a esqueceu.

 

(Fotos cedidas pela organização)

 

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Warrel Dane (1961-2017): mini-documentário de “Shadow Work”

Diogo Ferreira

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A 13 de Dezembro de 2017 a comunidade metal era tomada de assalto pela notícia que dava conta da morte de Warrel Dane, voz inconfundível de bandas como Sanctuary e Nevermore.

Dane encontrava-se em São Paulo (Brasil) a gravar o seu novo álbum a solo quando o coração falhou. Todavia, muito já estava feito para se parar e, após revisão de todo o material disponível, as pessoas envolvidas decidiram levar em frente o lançamento deste “Shadow Work”. Será lançado a 26 de Outubro pela Century Media Records.

A poucos dias dessa edição, a Century Media Records reúne as imagens captadas durante as sessões de “Shadow Work” para revelar um mini-documentário que inclui as últimas aparições de Warrel Dane.

 

 

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[Reportagem] Porto Deathfest IV (30.09.2018 + 04.10.2018 – Porto)

Diogo Ferreira

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Fleshcrawl (Foto: Pedro Félix da Costa)

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Dia I – 30 de Setembro
Beyond Carnage + Neocaeser + Burial Invocation + Fleshcrawl

Na passagem de Setembro para Outubro, a Invicta recebeu a quarta edição do Porto Death Fest. Dividido de forma invulgar entre uma tarde de domingo e a noite da quinta-feira, o festival, por esse mesmo motivo, mostrou duas facetas do death metal que, apesar de diferentes, se complementaram.

No mais internacional dos dias, a matiné do dia 30 de Setembro abriu com os lusos Beyond Carnage, que trouxeram ao norte o seu death metal envolto em escuridão. Com uma qualidade de som acima da média do que seria de esperar para o exíguo espaço do Metalpoint, a banda apresentou o seu EP de estreia “Profane Sounds Of The Flesh” e, perante uma sala que ia recebendo público lentamente, demonstrou que, independentemente do número de pessoas presentes, a sua prestação era sempre de entrega total. Apesar de ser uma banda recente, mostraram experiência de palco e deram o mote para uma grande noite de celebração do death metal.

Também em apresentação do seu trabalho de estreia vieram, da Holanda, os Neocaesar. Com um set inteiramente composto com os nove temas do álbum, excluindo o instrumental “Sigillorum Satanas”, que foram tocados por ordem quase idêntica à que nele constam, os Neocaesar mostraram em palco uma intensidade em energia idêntica à que os Beyond Carnage tinham mostrado em negritude. A forma como tomaram de assalto o palco apanhou de surpresa até mesmo aqueles que já os conheciam bem, sendo, para muitos, a melhor prestação da noite. Curiosamente, a banda é composta por ex-membros de Sinister, mas vários deles não se cruzaram quando engrossavam as suas fileiras. Este passado comum trouxe ao de cima toda a experiência destes músicos em palco e foi o rastilho que incendiou o público.

Da terra do quarto crescente chegaram o Burial Invocation. Senhores de um estilo mais obscuro e bastante agarrado às sonoridades clássicas, estes turcos também mostraram que a forma como aliam a técnica ao seu som, criando temas longos, como os quase dez minutos de “Revival” que abriu a actuação, que lhes confere uma posição interessante dentro do estilo. Com um set composto quase integralmente por temas do seu álbum de estreia, “Abiogenesis”, conseguiram cativar a audiência, não sofrendo em nada com a adrenalina que fora injectada nos presentes pela banda anterior.

Um dos factos que marcaram bem o primeiro dia do festival foi a diversidade dos estilos dentro do estilo. Todas as bandas eram diferentes, todas se complementaram e nunca colidiram. Isto deu ao cartaz um equilíbrio em termos de passagem entre bandas que nem sempre é conseguida na organização de eventos como este. Como é óbvio, não foram estranhos a este facto os cabeças-de-cartaz Fleshcrawl. Da noite foi a banda com mais elementos, ficando o pequeno palco do Metalpoint completamente ocupado com a sua presença. No entanto, isso não foi impedimento para estes alemães mostrarem toda a sua classe e fecharem a noite com uma prestação memorável. As guitarras com sonoridade de influência sueca e as melodias dos riffs encheram por completo a sala com uma qualidade sonora impressionante. De notar a forma muito positiva como interagiram com o público, nomeadamente numa constante troca de brindes com cerveja ao som de um ‘sáúde’ de pronúncia alemã.

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Necrot (Foto: Pedro Félix da Costa)

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Dia II – 4 de Outubro
Aischrolatry + Biolence + Grindead + Necrot

A noite de 4 de Novembro apresentava um cartaz que invertia, na totalidade, o do primeiro dia. Onde o outro apresentava apenas uma banda portuguesa a fazer a abertura, este tinha apenas uma banda estrangeira a fazer o encerramento.

A abertura deste segundo dia, que recebeu tanta ou mais gente como no dia anterior, ficando mais uma vez o Metalpoint bastante bem composto, teve uma toada diferente. Com bateria, baixo e voz, os Aischrolatry foram até aos ossos do grind e fizeram a sala estremecer com a overdose de graves da sua avalanche sonora. Apesar de se considerar que esta simplificação de um estilo, já de si simples, possa ter um resultado desinteressante, este duo conseguiu, de forma peremptória, provar o contrário.

A festejar as duas décadas de carreira, os Biolence aproveitaram o festival para alargar esses festejos a uma mão cheia de convidados, nomeadamente ex-membros da banda que subiram ao palco para recordar tempos idos. Uma celebração que percorreu toda a carreira da banda numa total interactividade com o público.

A experiência de uma banda com vinte anos de carreira deu lugar a uma nova com largos anos de experiência nos seus elementos. Em concerto de estreia, os Grindead são um grupo que conta nas suas fileiras com elementos que passaram por instituições como os Genocide ou os Web, e que agora se uniram para regressar aos palcos e nos presentear com um death metal poderoso que nada fica a dever às suas raízes.

O fecho da noite veio pela mão dos norte-americanos Necrot, em estreia absoluta no nosso país. Apresentando um death metal de raízes clássicas, este trio, que trazia na bagagem o álbum de estreia “Blood Offerings”, deu o golpe de misericórdia numa noite que acabava de se tornar memorável. Frente-a-frente com um público incansável e sempre sedento de mais, os Necrot descarregaram toda a sua energia numa total sinergia entre banda e público.

No final, e em retrospectiva, o Porto Deathfest, apesar de ainda ir na sua quarta edição, demonstrou ter maturidade, principalmente ao apresentar um cartaz bastante diversificado dentro do estilo, onde houve espaço tanto para bandas conceituadas como estreantes, e onde os nomes nacionais complementaram as excelentes presenças vindas de além-fronteiras.

Texto e fotos: Pedro Félix da Costa

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Calma que não é arroz – lançamentos de 12.10.2018

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O prato de hoje traz-nos sabores exóticos de Taiwan e da Islândia e outros que, pese embora sejam de paragens menos remotas como Suíça, Estados Unidos ou Irlanda do Norte, constituem bons acepipes para o fim-de-semana que se adivinha. É mais uma semana profícua em bons e variados sabores e texturas, para degustar com calma ou à bruta.

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Chthonic “Battlefields Of Asura”
Género: black/death/folk metal
Origem: Taiwan
Editora: Spinefarm Records

“Battlefields Of Asura” pode ser o disco que coloca definitivamente os Chthonic no mainstream metálico depois de duas décadas a pavimentar o caminho. A culpa é de uma mistura irresistível de death, black metal, folk asiático, melodia e temas místicos orientais. Bom demais para deixar passar.

 

 

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Gama Bomb “Speed Between The Lines”
Género: thrash metal
Origem: Irlanda do Norte
Editora: AFM Records

Os Gama Bomb são dos mais mediáticos representantes da última onda de thrash juvenil que varreu o metal há cerca de uma década. A banda norte-irlandesa regressa agora com o sexto álbum de originais e espalha charme Municipal Waste com perfume Overkill onde quer que toque. Nice.

 

 

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Promethee “Convalescence”
Género: metalcore
Origem: Suíça
Editora: Lifeforce Records

Em poucos anos (e apenas três discos), os suíços Promethee mostraram que ainda há ideias válidas e música energética para mostrar no metalcore e, agora, injectam uma nova dose de energia no seu híbrido de death metal melódico, hardcore e djent. E o resultado é, ao mesmo tempo, poderoso e sexy.

 

 

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Skálmöld “Sorgir”
Género: folk/viking metal
Origem: Islândia
Editora: Napalm Records

O viking metal fica logo com uma aura mais autêntica quando vem de um local como a Islândia. No caso dos heróis locais Skálmöld, a atmosfera junta-se a uma abordagem polivocal, a um invulgar sentido rítmico e a uma qualidade de escrita irrepreensível. Os fãs de Týr e Ensiferum sabem do que falamos. (Review completa aqui)

 

 

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Terrorizer “Caustic Attack”
Género: death metal/grindcore
Origem: E.U.A.
Editora: The End Records

Os Terrorizer ganharam um estatuto de culto com um único álbum em 1989, voltaram à actividade em 2006 e “Caustic Attack” é já o terceiro disco desde aí. E é uma valente lição/tareia de death metal seco, rápido, violento e de ADN grindcore. Como se eles precisassem de apresentar uma prova de vida….

 

 

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Verni “Barricade”
Género: thrash/doom/heavy metal
Origem: E.U.A.
Editora: Mighty Music

D.D. Verni, o punk que formou os Overkill há quase 40 anos em Nova Iorque, estreia-se nos discos em nome próprio com uma colecção de temas onde mostra as suas outras influências e em que conta com uma série de convidados de luxo: Jeff Loomis (Arch Enemy), Jeff Waters (Annihilator), Bruce Franklin (Trouble), Mike Romeo (Symphony X), Mike Orlando (Adrenaline Mob), etc..

 

 

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Outros lançamentos de hoje:
– Aeternus «Heathen» (Dark Essence) – dark/black metal
– Agrypnie «Grenzgænger Pavor Nocturnus» (Supreme Chaos) – pós-black metal
– Alchemy Chamber «Opus I: Subtle Movements From Within» (Auto-financiado) – metal neo-clássico
– Alms «Act One» (Shadow Kingdom) – heavy/doom metal
– Ataraxia «Synchronicity Embraced» (Sleaszy Rider) – neofolk/neo-clássico
– Atreyu «In Our Wake» (Spinefarm) – metalcore
– Bâ’a/Verfallen/Hyrgal «Split» (Bladlo) – black metal
– Benighted «Dogs Always Bite Harder Than Their Masters» (Season of Mist) – death metal/grindcore
– Beyond Creation «Algorythm» (Season of Mist) – death metal progressivo
– Black Mold «Atavism» (Hellprod) – black metal
– City Of Thieves «Beast Reality» (Frontiers) – hard rock
– Credic «Agora» (Green Zone) – death metal melódico
– Creye «Creye» (Frontiers) – hard rock
– Cursus Bellum «Ex Nihilo Nihil Fit» (Downfall) – death metal
– Darkness «First Class Violence» (Massacre) – thrash
– Deadbird «III: The Forest Within The Tree» (20 Buck Spin) – doom/sludge
– DungeönHammer «Infernal Moon» (Me Saco Un Ojo) – black metal/thrash
– Eosphoros «Eosphoros» (Iron Bonehead) – black metal
– Evanescence «Synthesis Live» DVD – rock gótico
– Flares «Allegorhythms» (Barhill) – rock instrumental
– Gathering Darkness «The Inexorable End» 7” EP (Auto-financiado) – death metal
– God’s Army «Demoncracy» (Rock Of Angels) – heavy metal
– Gösta Berlings Saga «Et Ex» (InsideOut) – rock instrumental
– Helsott «Slaves And Gods» (M-Theory) – folk/death metal
– House Of Atreus «From The Madness Of Ixion» (Iron Bonehead) – death metal
– House Of Broken Promises «Twisted» EP (Heavy Psych) – stoner metal
– Impellitteri «The Nature Of The Beast» (Frontiers) – heavy metal
– Ivan «Memory» (Solitude) – doom/death metal
– Kadavar «Live In Copenhagen» (Nuclear Blast) – stoner rock
– Khandra «There Is No Division Outside Existence» (Redefining Darkness/Possession) – black metal
– Loimann «A Voluntary Lack Of Wisdom» (Argonauta) – stoner metal
– London «Call That Girl» (Shrapnel) – hard/glam rock
– Me Against The World «Breaking Apart» (Fastball) – heavy metal
– Nazareth «Tattooed On My Brain» (Frontiers) – hard rock/heavy metal
– Nick Oliveri «N.O. Hits At All Vol. 5» (Heavy Psych) – stoner rock
– Northern Crown «Northern Crown» (Auto-financiado) – doom metal
– Nuclear Holocaust «Grinding Bombing Thrashing» (Selfmadegod) – death metal/grindcore
– One Last Legacy «II» (Black Sunset) – metalcore
– Oracle «Tales Of Pythia» (Auto-financiado) – groove metal/metalcore
– Outer Heaven «Realms Of Eternal Decay» (Relapse) – death/doom metal/hardcore
– Pa Vesh En «Church Of Bones» (Iron Bonehead) – black metal
– Piledriver «Rockwall» (Rockwall) – hard rock
– Polyphia «New Levels New Devils» (Rude/Equal Vision) – rock instrumental/progressivo
– Rodent Epoch «Rodentlord» (Saturnal) – black metal
– Saber Tiger «Obscure Diversity» (Sliptrick) – power metal
– Sargeist «Unbound» (W.T.C.)
– Set And Setting «Tabula Rasa» (PelAgic) – pós-rock instrumental
– Seventh Wonder «Tiara» (Frontiers) – metal progressivo
– Skraeckoedlan «Äppelträdet» (The Sign) – stoner metal/rock
– Solium Fatalis «Genetically Engineered To Enslave» (Auto-financiado) – death metal
– The Rumjacks «Saints Preserve Us!» (Four Four) – punk/folk rock
– Uncle Acid & The Deadbeats «Wasteland» (Rise Above) – doom rock/metal
– Valkyria «Tierra Hostil» (Fighter) – heavy/power metal
– Vanhelgd «Deimos Sanktuarium» (Dark Descent) – death metal
– Vermithrax «Imperium Draconus» (Divebomb) – power/thrash metal

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