Overkill “The Grinding Wheel” [Nota: 7/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Overkill “The Grinding Wheel” [Nota: 7/10]

617189Editora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 10 Fevereiro 2017
Género: thrash metal

Mais um álbum a acrescentar à já longa discografia dos centenários Over Kill/OverKill/Overkill (nunca sabemos se é separado ou junto, se é com maiúsculas ou minúsculas…), 10 músicas potentes mas previsíveis, o que – nesta altura do campeonato do quinteto nova-iorquino – significa previsibilidade mas com qualidade. Os últimos lançamentos desta seminal banda thrash norte-americana pautam-se por produções fortes e clean, um line-up estável e uma vida na estrada bastante salutar, ou seja, muitos concertos, digressões, etc. “The Grinding Wheel”, o décimo oitavo álbum (!!!) de estúdio destes morcegos, representa a roda trituradora que os Overkill têm sido ao longo das décadas, uma banda que sempre se manteve activa e produtiva mesmo quando algumas edições possam ter sido aborrecidas até dizer chega. E a questão é mesmo essa: aborrecimento, por vezes a roçar o bocejo total. Quanto a mim, os Overkill tiveram predominância até “The Years Of Decay” (1989), o seu opus magnificus. A partir daí não se pode dizer que veio a decadência (longe disso, embora tenham entrado em algumas experiências da moda mas… “quem nunca?”), apoderou-se uma certa estagnação e repetição da mesma fórmula, 14 vezes seguidas. Para metálicos como eu, marcados pela febre dos late 80’s e que se iniciaram com “Feel The Fire”, “Taking Over”, “Under The Influence” e “T.Y.O.D.”, tudo o que veio depois disso já não significou absolutamente nada em termos criativos ou de interesse. À semelhança de uns Sodom após “Agent Orange”, por exemplo. Esta “roda verde” é apenas mais um disco a contabilizar na carreira, sem refrões marcantes, sem aqueles ganchos e punchers como “I Hate You”, “Hello From The Gutter” ou “Elimination”. A voz de Bobby ‘Blitz’ Ellsworth também chega a cansar um pouco neste registo de 60 precisos minutos, tal não é a semelhança entre músicas. “Mean Green Killing Machine”, o tema que abre, entra – literalmente – a matar, mas depois disso é mais do mesmo… Há 28 anos! Lembra-me as novelas da TVI com um primeiro episódio bombástico, cheio de paisagens magníficas e planos fabulosos, mas que, ao segundo episódio, descamba para o previsível e sempre com o mesmo guião.

 

7/10
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