Pänzer “The Fatal Command” [Nota: 5.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Pänzer “The Fatal Command” [Nota: 5.5/10]

262450_P__nzer___Fatal_CommandEditora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 06 Outubro 2017
Género: thrash metal

Quais são os factores essenciais para a criação de um bom álbum? Trata-se de um tema de debate com décadas e que, ainda hoje, não encontra um consenso geral. No entanto, não será descabido propor que o ingrediente fundamental para conseguir um álbum desse calibre seja “alma”. Pensemos em álbuns como “Bathory”, “Master of Puppets”, “Please, Please Me” ou “Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols”. Nenhum destes álbuns tem instrumentistas exímios por trás. Nenhum deles foi lançado com a pretensão de se tornar um álbum relevante, quanto mais intemporal. Contudo, quatro álbuns fundamentais dentro dos seus géneros conseguem ter o mesmo ponto em comum: muita “alma”. E “alma” em grande dosagem é precisamente o que parece faltar a “The Fatal Command”, o segundo álbum dos Pänzer. Liderada por Schmier (Destruction), a banda executa um híbrido clássico de thrash germânico/heavy-metal que faz lembrar Judas Priest, Accept ou Destruction (por motivos óbvios). O disco desenrola-se lentamente, mais do que é recomendável, e não é por falta de temas rápidos, antes pela sensação de sonolência que consegue transmitir. Mesmo as letras parecem fazer jus aos anos 80: simples de mais, a roçar o adolescente que quer formar a sua primeira banda. Ouvir o álbum cinco vezes não ajuda, já que ele não cresce. No final, a sensação que um ouvinte mais exigente terá será de quase indiferença, exactamente porque não apresenta nada de novo – trata-se de thrash metal desinspirado, ainda que bem tocado e cuja tábua de salvação reside nos solos do mago da guitarra que é Pontus Norgren, também integrante dos Hammerfall. Mas isto não chega, não hoje em dia. Se os Vektor fizeram virar todas as cabeças na sua direcção em 2016, isso deveu-se ao facto de “Terminal Redux” ser um manancial interminável dos ingredientes certos: bons músicos, inspiração, inovação e vontade de quebrar barreiras. “The Fatal Command” fica-se apenas pelos bons músicos. Irá certamente agradar a qualquer thrasher convicto. Os mais exigentes esperarão pelo próximo álbum de originais dos Destruction.

 

5.5/10
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