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Os 100 anos da Batalha de Passchendaele e o heavy metal

Diogo Ferreira

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Chateauwood(Foto: Frank Hurley)

A Bélgica sempre foi um palco muito atractivo para a chacina bélica: na Primeira Guerra Mundial ficaram conhecidas as várias Batalhas de Ypres (cinco ao todo), enquanto na Segunda impera a resistência nas Ardenas.

Há 100 anos neste dia desencadeava-se a Terceira Batalha de Ypres, um momento da guerra que ficou mais conhecido como a Batalha de Passchendaele. Numa altura tão crítica do conflito (afinal estávamos a pouco mais de um ano do seu término), os Aliados chegavam a 31 de Julho de 1917 com vitórias consideráveis, tendo, por exemplo, vencido a Batalha de Messines no anterior mês de Junho (que funcionou como um preliminar para Passchendaele). No entanto, e recuperando a situação crítica para ambos os lados, esta batalha, que durou pouco mais de três meses, não originou um vencedor unânime, mas é certo que os Aliados saíram dali com a vitória estratégica garantida, que lhes facilitou resultados vitoriosos na Batalha de La Lys (Abril 1918, com forças portuguesas incluídas) e na Quinta Batalha de Ypres (Setembro-Outubro, 1918). O primeiro conflito mundial terminaria a 11 de Novembro de 1918, havendo ainda tempo para uma fatídica 11ª hora tão bem recordada pelos God Dethroned em “The 11th Hour”.

Sempre polémica – desde a falta de convicção para a fazer acontecer até às baixas discutíveis (algures entre 500.000 e 700.000) -, a Batalha de Passchendaele foi considerada por Lloyd George (Primeiro-Ministro britânico, 1916-1922) como «um dos maiores desastres da guerra», reflectindo mesmo que «nenhum soldado com inteligência defenderia tal campanha sem sentido» após o seu desfecho. (in “The Road to Passchendaele: The Flanders Offensive 1917, A Study in Inevitability”, de John Terraine)


God Dethroned, “Passiondale (Passchendaele)” (2009).
 


Iron Maiden, “Paschendale” do álbum “Dance Of Death” (2003).
 


Sabaton, “The Price Of A Mile” do álbum “The Art Of War” (2008).
 


“Passchendaele”, de Paul Gross (2008).

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[Antevisão] SWR Barroselas Metalfest XXII: faz-te ao aço!

Diogo Ferreira

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A realizar-se entre os dias 26 e 28 de Abril, a 22ª edição do SWR Barroselas Metalfest conta, à cabeça, com três nomes históricos. Na abertura dos anos 1980 apareceram os californianos Saint Vitus com o seu doom metal old-school, sendo que o terceiro álbum “Born Too Late” (1986) é um dos marcos discográficos; o álbum homónimo, que repete o título do debutante de 1984, é o trabalho que se segue e será lançado na Europa pela Season Of Mist em Maio.  Fundados na mesma década, mas já no seu final, os ingleses Godflesh são pioneiros da combinação entre metal e industrial; com um hiato pelo meio, a dupla tem sido capaz de lançar álbuns regularmente, sendo “Post Self”, de 2017, o mais recente. A finalizar este pertinente trio no panorama da música negra e pesada, os também ingleses Benediction serão a atracção principal do SWR no que ao death metal diz respeito; muito activos no lançamento de álbuns nos anos 1990, estes veteranos têm em “Killing Music” (2008) o último longa-duração, mas têm comemorado a sua ligação à Nuclear Blast com a box “The Nuclear Blast Recordings”.

 

O black metal fica assegurado com a presença de Craft, banda sueca que tem sido um dos baluartes do subgénero na Season Of Mist; quebraram um silêncio de sete anos quando, em Junho de 2018, lançaram o aguardado “White Noise and Black Metal”. Ainda referente ao black metal, o SWR receberá a prestação dos, agora mais progressivos, Ascension, dos ritualistas Barshasketh ou dos fúnebres portugueses Morte Incandescente. Por seu turno, a veterania ficará ao cargo dos recém-regressados death metallers Vomitory – suecos que lançaram cinco álbuns na primeira década do Séc. XXI -, e o sangue novo será jorrado pelas brasileiras Nervosa que com “Downfall of Mankind” (2018) deram mais patada ao seu thrash metal veloz com a inclusão de condimentos death metal.

 

Analepsy e Serrabulho são duas bandas portuguesas que têm dado que falar pela Europa fora e darão o seu contributo artístico a um dos mais importantes festivais do nosso país. Dispensando grandes apresentações, o death metal técnico dos primeiros, ouvido em “Atrocities from Beyond” (2017), continua a rodar incessantemente, e a paródia fará parte da prestação dos Serrabulho com o seu happy/party grindcore renovado no álbum “Porntugal (Portuguese Vagitarian Gastronomy)” (2018). Menções honrosas para o regresso dos nacionais Namek, para os franceses Arkhon Infaustus, para os finlandeses Demilich e para os norte-americanos Imperial Triumphant.

 

Para além dos dois palcos interiores, onde irão desfilar as bandas atrás referidas, haverá espaço para a habitual SWR Arena onde mais de 20 bandas iniciarão e encerrarão cada dia do SWR, com destaque para Grog, Sacred Sin, Scúru Fitchádu, Humanart, Nakkiga, Son Of Cain, Summon e Greengo. Sem merch, comida e bebida não há festivaleiro que aguente, portanto quem se deslocar a Barroselas poderá com certeza adquirir aquela t-shirt ou aquele vinil que tanto quer de barriga cheia.

 

O passe-geral tem um preço de 78€ e o bilhete diário tem um custo de 38€. Todas as informações estão disponibilizadas no site oficial do festival.

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[Reportagem] Sick Of It All + Good Riddance + Blowfuse (21.04.2019, Lisboa)

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Sick Ot It All (Foto: Solange Bonifácio)

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Sick Of It All + Good Riddance + Blowfuse
21.04.2019 – Lisboa

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O nome Sick Of It All destaca-se por si mesmo, sendo uma das maiores referências no hardcore de Nova Iorque. A banda formada, em 1986, pelos irmãos Lou e Pete Koller, Rich Cipriano e Armand Majidi ajudou a consolidar este estilo musical e a comunidade existente até aos dias de hoje. Deste modo, esperava-se mais uma noite lendária no RCA Club, em Lisboa – uma sala completamente esgotada.

Os Blowfuse são actualmente uma das bandas de punk-rock/hardcore espanholas mais conhecidas e activas e os escolhidos a abrirem as hostilidades desta noite de concertos. Com recentes passagens por Portugal, a banda tentou cativar um público – ainda um pouco tímido – com a sua atitude energética.

Mal os Good Riddance subiram ao palco, o público perdeu rapidamente a inibição e começou de imediato o circle pit. A banda mostrou-se bastante contente devido ao facto de finalmente voltarem a tocar em Portugal após tantos anos de ausência. São muito conhecidos por temas líricos que vão desde análises de críticas à sociedade americana a lutas pessoais, tendo sempre como base um punk-rock rápido e melodias cativantes. Nada disso faltou no concerto que deram, tocando uma setlist bastante diversificada. O baixista Chuck Platt, sempre com discursos divertidos, chegou inclusive a pedir para vestir uma t-shirt com o símbolo anarquista de um dos fãs com a promessa de a devolver no final do concerto. Houve ainda oportunidade para se cantar os parabéns ao baterista Sean Sellers.

Os Sick Of It All estão na sua terceira década de carreira entre tours e gravações, tendo lançado até à data mais de duas mãos cheias de discos sólidos mais outros tantos EPs, isto com quase nenhuma mudança na sua formação. Com o lançamento de “Scratch the Surface”, em 1994, levaram o hardcore nova-iorquino até ao resto do mundo e, desde então, raramente pararam para respirar. A banda é das poucas lendas dentro do hardcore ainda no activo com formação inicial e de modo consistente. Entre sing-alongs, stage divings e um wall of death, os Sick Of It All tocaram com uma frescura tremenda, evocando tempos antigos, e consolidando novamente o facto de serem umas verdadeiras lendas vivas, reverenciadas por diversos motivos. Mais do que isso, são um exemplo de ideais e raízes, das quais futuras gerações podem ter como base e referência. BLOOD, SWEAT AND NO TEARS – o hardcore mantém-se bem vivo.

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Texto e fotos: Solange Bonifácio

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Possessed: terceiro episódio de “The Creation of Death Metal”

Diogo Ferreira

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O novo álbum dos padrinhos do death metal Possessed intitula-se “Revelations Of Oblivion” e será lançado a 10 de Maio pela Nuclear Blast. Os singles “No More Room in Hell” e “Shadowcult” já estão em rotação.

A banda liderada por Jeff Becerra passará por Portugal para duas datas:

Entretanto, já podes ver o terceiro episódio de “The Creation of Death Metal” em que a banda fala sobre as diferenças regionais da sonoridade death metal nos EUA.

 

 

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