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[Antevisão] Moita Metal Fest: melhor do que 2018, só 2019

João Correia

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Lembram-se do massacre do ano passado no Moita Metal Fest? Também não nos esqueceremos tão cedo: The Exploited, Vader, Filii Nigrantium Infernalium, Benighted… Tudo junto, saldou-se num festival brutal para todos os gostos e, certamente, o fest mais diferente que podemos encontrar em Portugal. Para além das bandas, há outros motivos que começam a ser repetidos no Moita Metal Fest e que atraem por isso mesmo, como bom ambiente, localização geográfica (fora de mão, mas espectacular para se passar o fim-de-semana) e um à-vontade que não se costuma ver noutros festivais. Para não variar, a edição de 2019 consegue meter a um canto a do ano anterior, talvez os factores mais importante do festival – as melhorias de cartaz e de condições para festivaleiros a cada ano que passa.

 

Como é habitual, o evento divide-se entre sexta-feira, o dia com menos bandas, e sábado (5 e 6 de Abril). Pode parecer diminuidor, mas é tudo menos quando reparamos no calibre dos grupos que actuam no primeiro dia, que começa com os leirienses Dream Pawn Shop, quinteto de metal alternativo/progressivo que conta com um saxofonista na formação principal. Os leirienses abrem os portões do inferno para os Irae, uma das bandas de black metal nacional que menos apresentações necessitam. Também se prevê que a banda seguinte, os lisboetas Grog, aumentem a taxa de visitas a otorrinos na Margem Sul nas semanas seguintes ao festival, tudo graças ao seu grindcore com golpes de death metal brutal. Ainda de Lisboa chegam os Gwydion e o seu folk metal orelhudo e de alta qualidade, que têm a capacidade de criar uma happy hour dupla: no bar e em palco. O primeiro nome internacional do dia é Enforcer. O quarteto sueco criado por Olof Wikstrand (ex-Tribulation) pratica um heavy/speed metal revivalista e será certamente a melhor banda para anunciar o grande nome da noite, os germânicos Destruction, não fosse o thrash metal o pão e a manteiga do Moita Metal Fest. A dar cartas por todo o mundo há quase 40 anos, influenciaram vários estilos ao longo das décadas. Serão poucas as bandas de black metal que não apontem os primeiros discos como influência; o mesmo se pode dizer de imensas bandas de death metal e thrash metal de vários subgéneros destes dois subgéneros. Com a crise que o metal experimentou no princípio dos 2000, o futuro das bandas thrash metal previa-se negro, mas, com “All Hell Breaks Loose” (2000) e “The Antichrist” (2001), os Destruction deram uma chapada de luva branca ao mundo, tal é a perfeição de qualquer um destes registos. Vamos estar lá à frente a repetir os refrãos de clássicos antigos como “Bestial Invasion”, mas também de clássicos mais recentes como “Nailed To The Cross”. Imperdíveis, como é lógico.

 

Sábado tem o dobro do peso e de bandas, a começar com Moonshade, praticantes de death metal épico e algo atmosférico oriundos do Porto e que ainda se encontram em fase de apresentação de “Sun Dethroned”, álbum de estreia de 2018. Seguem-se-lhes os alentejanos Mindtaker, praticantes de thrash metal da velha-guarda, e os Infraktor, representantes do death/thrash metal mais acutilante do distrito de Aveiro e que também tem em carteira o recente “Exhaust” (2018). O tom e o som começam a mudar de figura com os The Voynich Code, banda nacional que a Ultraje teve a oportunidade de ver a abrir para The Faceless em Madrid, em 2018. Misturam metal moderno com metalcore e são uma das bandas mais refrescantes no nosso panorama, sendo louvados por isso principalmente lá fora e que certamente aumentarão o número de seguidores nacionais depois deste concerto. A seguir, os groove metallers Diabolical Mental State apresentarão “Diabolical World”, álbum de estreia com menos de um mês de vida, dando vez aos punks Artigo 21, a promoverem o novo disco “Ilusão”, também ele com menos de um mês de vida. As coisas começam realmente a aquecer com a subida ao palco dos black/death metallers nortenhos Gaerea, seguramente uma das ofertas mais incisivas do fim-de-semana, seguidos dos mestres do hardcore nacional Simbiose e dos mestres do death metal brutal nacional Holocausto Canibal. Deve ser interessante de ver o espancamento que estas três bandas seguidas causarão ao pobre público. Os cabeças-de-cartaz começam a surgir, primeiro com os suecos Dr. Living Dead!, praticantes de thrash na linha de Suicidal Tendencies e Anthrax. Os lendários No Fun At All vêm a seguir. Praticantes de punk desde 1991, são um dos nomes mais respeitados do circuito mundial quase desde o início e trazem consigo “Grit”, álbum de 2018 que colmata a ausência de novos registos desde 2008, muito devido ao facto do fim da banda e da sua posterior reformação. Por fim, os dois grandes nomes da noite são os britânicos Extreme Noise Terror e os polacos Decapitated.

 

Que dizer dos primeiros se não ‘pais da cena toda mais extrema’? Formados em 1985, já percorreram todo o globo, espalhando o terrorismo sónico que tão bem conhecemos e que tanto nos fode a pinha, segundo após segundo. Do clássico seminal “A Holocaust In Your Head” (1986) ao disco homónimo de 2015, a destruição fica assegurada e confiada aos veteranos de Ipswich. Já os Decapitated são também lendas noutro género, o death metal. Com a eterna aura de Vitek a pairar sobre os ombros da banda, e depois de um cancelamento infeliz no Moita Metal Fest, a rapaziada polaca fará seguramente jus ao legado do death metal ora mais brutal no início, ora mais acessível no presente, sempre com um som potente que não deixará ninguém indiferente. Até porque quem nunca abanou a cabeça ao som de “Winds Of Creation” ou de “Spheres Of Madness” não sabe o que perdeu até agora.

 

Feitas as contas, podemos esperar mais um Moita Metal Fest que não tem medo de apostar na diversidade, sempre com o thrash como pano de fundo e cujo cartaz, ano após ano, melhora em todos os sentidos. Os fan packs, que incluem bilhete ou t-shirt oficial do festival + bilhete estão a desaparecer rapidamente e podem ser reservados aqui. O campismo indoor é gratuito e a um passinho do recinto do festival. Dentro do recinto existem várias opções de alimentação e, nas zonas circundantes, ainda mais ofertas de gastronomia regional. Para quem não tem amigos (pelo menos com carro), a Strike Tours é a opção lógica a sair do Porto e a passar pelas principais cidades do país. Assim, a única desculpa para não ir é não gostar de metal. Vemo-nos lá!

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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