[Antevisão] Mosher Fest – Chapter VI: O Bom, o Mau e o Coimbrão | Ultraje – Metal & Rock Online
Features

[Antevisão] Mosher Fest – Chapter VI: O Bom, o Mau e o Coimbrão

21740378_1946683305571409_4797332036845883651_n

Poucos festivais nacionais têm mais do que uma edição por ano, mas, e porque Coimbra é Coimbra, a cidade irá testemunhar a VI edição do Mosher Fest, a segunda de 2017, no dia 18 de Novembro. Organizado pela marca Mosher, da qual constam brands como Mosher Clothing, Mosher TV ou Mosher Records, o festival suprime a acentuada falta de eventos de heavy metal na zona centro do país desde 2014. O cartaz desta edição não só foge à regra como ainda apresenta algumas das melhores propostas de música rock e metal nacionais.

De Lisboa chegam os Okkultist, jovem banda de death metal acabada de lançar o seu último EP, “Eye of the Beholder”. Praticantes de um som bastante orgânico na linha de Morbid Angel, Deicide, Death e Carcass, entre outros, prometem aquecer as hostes na sua estreia em Coimbra sem grande dificuldade.

 

Seguem-se os Gwydion e o seu folk/viking metal orelhudo e festivo, mas também agressivo nos sítios certos. Depois de uma prestação sem mácula na Moita em Março passado, chega a vez de Coimbra abrir as portas de Valhalla (ou apenas a Porta Férrea, vá) para uma banda que sabe como animar espectadores entre os 9 e os 99 anos. Haja hidromel, vontade de dançar e de invocar o espírito nórdico e estes lisboetas, a comemorar 22 de anos de existência, não desapontarão. Skål!

 

Logo após, vindos da Moita e a comemorar 15 anos de actividade, é a vez dos Switchtense brindarem a cidade dos estudantes com o seu thrash/groove metal afiado e energético. “Flesh and Bones”, o último registo editado em 2016, será certamente um dos pontos focais da actuação dos moitenses, que prometem ajudar a rebentar com a escala de Richter no Massas Club.

 

Também de Lisboa vêm os Analepsy, mais dedicados à sodomia auricular com a sua estirpe de death metal anormalmente violenta e infeciosa. Cimentaram a sua presença no underground em 2017 com “Atrocities from Beyond”, o disco de metal extremo nacional que anda nas bocas do povo um pouco por todo o mundo. Aliam a técnica e a velocidade ao slam death metal, fazendo prever que, juntamente com os Switchtense, serão os senhores dos circle pits, stage diving e slam na velha Aeminium.

 

E os cabeças-de-cartaz são os The Parkinsons. Dividida entre Londres e Coimbra, esta banda composta por integrantes portugueses e britânicos é o expoente máximo de rock “nacional” no espectro internacional, tendo já tocado com John Spencer Blues Explosion, The Fall e The Strokes em recintos de culto como o Reading Festival e o Optimus Alive, bem como na festa de aniversário de Joey Ramone e no Instituto de Artes Contemporâneas de Londres, entre outros. Denominada “a banda mais perigosa ao vivo” pelo jornal inglês The Independent, os The Parkinsons debitam rock visceral, profundo como uma carica e com cara de poucos amigos, ou seja, são a banda perfeita para marcar a diferença num festival de metal. A julgar pelas suas lendárias proezas ao vivo, prometem incendiar o Massas Club, mesmo que fora do seu habitat natural. Rara oportunidade para os ver ao vivo. Tenham medo. Tenham muito medo.

 

Até 12 de Novembro, o valor do bilhete individual está fixado nos 14€ (online AQUI), acrescendo mais 1€ à porta. Porque o espaço não é alugado, acresce o consumo mínimo de 3€ por pessoa. Levem Doc Martens, caneleiras e capacete. Quem vos avisa…

Topo