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[Antevisão] Mosher Fest – Chapter VI: O Bom, o Mau e o Coimbrão

João Correia

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Poucos festivais nacionais têm mais do que uma edição por ano, mas, e porque Coimbra é Coimbra, a cidade irá testemunhar a VI edição do Mosher Fest, a segunda de 2017, no dia 18 de Novembro. Organizado pela marca Mosher, da qual constam brands como Mosher Clothing, Mosher TV ou Mosher Records, o festival suprime a acentuada falta de eventos de heavy metal na zona centro do país desde 2014. O cartaz desta edição não só foge à regra como ainda apresenta algumas das melhores propostas de música rock e metal nacionais.

De Lisboa chegam os Okkultist, jovem banda de death metal acabada de lançar o seu último EP, “Eye of the Beholder”. Praticantes de um som bastante orgânico na linha de Morbid Angel, Deicide, Death e Carcass, entre outros, prometem aquecer as hostes na sua estreia em Coimbra sem grande dificuldade.

 

Seguem-se os Gwydion e o seu folk/viking metal orelhudo e festivo, mas também agressivo nos sítios certos. Depois de uma prestação sem mácula na Moita em Março passado, chega a vez de Coimbra abrir as portas de Valhalla (ou apenas a Porta Férrea, vá) para uma banda que sabe como animar espectadores entre os 9 e os 99 anos. Haja hidromel, vontade de dançar e de invocar o espírito nórdico e estes lisboetas, a comemorar 22 de anos de existência, não desapontarão. Skål!

 

Logo após, vindos da Moita e a comemorar 15 anos de actividade, é a vez dos Switchtense brindarem a cidade dos estudantes com o seu thrash/groove metal afiado e energético. “Flesh and Bones”, o último registo editado em 2016, será certamente um dos pontos focais da actuação dos moitenses, que prometem ajudar a rebentar com a escala de Richter no Massas Club.

 

Também de Lisboa vêm os Analepsy, mais dedicados à sodomia auricular com a sua estirpe de death metal anormalmente violenta e infeciosa. Cimentaram a sua presença no underground em 2017 com “Atrocities from Beyond”, o disco de metal extremo nacional que anda nas bocas do povo um pouco por todo o mundo. Aliam a técnica e a velocidade ao slam death metal, fazendo prever que, juntamente com os Switchtense, serão os senhores dos circle pits, stage diving e slam na velha Aeminium.

 

E os cabeças-de-cartaz são os The Parkinsons. Dividida entre Londres e Coimbra, esta banda composta por integrantes portugueses e britânicos é o expoente máximo de rock “nacional” no espectro internacional, tendo já tocado com John Spencer Blues Explosion, The Fall e The Strokes em recintos de culto como o Reading Festival e o Optimus Alive, bem como na festa de aniversário de Joey Ramone e no Instituto de Artes Contemporâneas de Londres, entre outros. Denominada “a banda mais perigosa ao vivo” pelo jornal inglês The Independent, os The Parkinsons debitam rock visceral, profundo como uma carica e com cara de poucos amigos, ou seja, são a banda perfeita para marcar a diferença num festival de metal. A julgar pelas suas lendárias proezas ao vivo, prometem incendiar o Massas Club, mesmo que fora do seu habitat natural. Rara oportunidade para os ver ao vivo. Tenham medo. Tenham muito medo.

 

Até 12 de Novembro, o valor do bilhete individual está fixado nos 14€ (online AQUI), acrescendo mais 1€ à porta. Porque o espaço não é alugado, acresce o consumo mínimo de 3€ por pessoa. Levem Doc Martens, caneleiras e capacete. Quem vos avisa…

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Out Of Sight Fest 2018: Fitacola

Joel Costa

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É já amanhã que arranca o Out Of Sight Fest! A Ultraje teve uma breve conversa com os Fitacola antes de partirem para Faro.

Quais são as vossas expectativas para o Out Of Sight e o que poderá o público esperar do vosso concerto?

É sempre um prazer para nós poder participar em novos festivais. Esperamos um dia cheio de boa música e um público cheio de energia. O nosso concerto vai ter um reportório que passa pelos pontos altos dos 15 anos da banda e, claro, uma ou duas músicas do novo álbum.

Qual é a banda do cartaz que mais têm curiosidade em ver ao vivo e porquê?

Os To All My friends. É uma banda da qual já acompanhamos o trabalho desde o início e temos curiosidade em ver como resulta ao vivo.

Como avaliam o estado actual da cena punk rock em Portugal?

A cena punk rock tem os seus altos e baixos mas nunca morre. Neste momento está a atravessar um bom período com bandas como Viralata, Artigo21, Tara Perdida ou Fonzie a trabalharem em novos álbuns e a mostrarem que o punk rock em Portugal está vivo. Ainda este ano vamos lançar o nosso novo álbum, que baseia-se na aprendizagem e vivências dos 15 anos de banda. A cena está viva e recomenda-se!

Os Fitacola sobem ao palco do Out Of Sight sexta-feira, dia 14 de Setembro.

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Out Of Sight Fest: Em cartaz (Parte 2)

Joel Costa

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Um novo festival nascerá em Faro! Será nos próximos dias 14 e 15 de Setembro que a cidade algarvia recebe o primeiro Out Of Sight Fest, apresentando um cartaz onde são os nomes do punk e do hardcore que saltam à vista mas que oferece também espaço ao death metal e até mesmo ao rock. A Ultraje destaca alguns dos nomes que vão marcar presença nesta primeira edição do festival.

FITACOLA

Os Fitacola cantam em português e têm uma sonoridade que se aproxima de uns Pennywise ou até mesmo de uns The Offspring. Prestes a lançar um novo disco intitulado “Contratempo”, a banda de Coimbra acrescentará no Out Of Sight um novo parágrafo a uma história com 15 anos.

PRIMAL ATTACK

A cena groove/thrash nacional – principalmente a que se vivia para os lados de Lisboa e Setúbal – precisava de encontrar uma banda capaz de reinventar uma receita antiga e algo gasta, e foi precisamente aí que os Primal Attack entraram. Com uma sonoridade que tem como base um thrash moderno, a banda não segue nenhum atalho quando se trata de providenciar peso, complexidade e diversidade. Um dos nomes com mais potencial que temos no nosso Portugal.

GRANKAPO

As bandas que se vão apresentar no palco do Out Of Sight Fest vão ter diante de si um público bem aquecido e sedento por hardcore, pois por essa altura os Grankapo já lá terão passado. Ainda que não tenham grandes novidades no campo discográfico há alguns anos, os lisboetas vão activar o moshpit e fazer com que haja trovoada nessa noite.

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Semana Bizarra Locomotiva: Hip-hop, Jorge Palma e ginásio

Joel Costa

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Numa conversa onde o tema principal foram os discos que fazem parte da vida de Rui Sidónio, a Ultraje quis saber o que o vocalista e letrista dos Bizarra Locomotiva gosta de ouvir em determinadas situações.

Antes e depois de um concerto dos Bizarra Locomotiva: «Antes ou depois de um concerto de Bizarra não sou muito de ouvir coisas pesadas ou mais carregadas. Normalmente a escolha musical nem é minha. Nós vamos na carrinha e o nosso motorista é quase sempre o Alpha [máquinas], então ouvimos coisas mais alternativas, como hip-hop. [risos] Ouvimos muito hip-hop quando vamos para os concertos de Bizarra, ou então uma coisa mais alternativa. Temos que ter plena noção de que o som que fazemos cansa. É uma coisa que tens que reconhecer quando chegas ao fim de um dia. É intenso, faz sentido mas é algo que também cansa um bocado. Não cansa ouvir mas depois de um concerto eu procuro outra paz para depois extravasar tudo o que tenho a extravasar em cima do palco.»

A dada altura o músico menciona Jorge Palma. A Ultraje pediu para que Rui Sidónio tecesse um pequeno comentário: «No Jorge Palma atraiu-me a palavra. Não sei se conheces o disco “Só”, mas é um disco com ele ao piano, com versões de temas que já tinha. Fez em 2016 vinte e cinco anos e eu fui ver um dos concertos comemorativos, no CCB. É um escritor de letras maravilhoso; quem me dera escrever como ele.»

No ginásio: «No ginásio recorro a duas bandas, que são os Iron Maiden e os Suicidal Tendencies. Nunca falham para treinar! Eu ouço tanta coisa… Mas naqueles dias em que mais nada funciona diria que seria um álbum dos Iron Maiden ou dos Suicidal Tendencies, que é algo que me faz treinar. Músicas como “You Can’t Bring Me Down” e aquelas palavras de ordem que o Mike [Muir, vocalista] tem, são mais ou menos inspiradoras para quem está ali a lutar contra o ferro e muitas vezes contra a falta de vontade.»

Visita a loja online da Rastilho para conheceres as últimas novidades discográficas dos Bizarra Locomotiva, entre elas o mais recente longa-duração “Mortuário” e a re-edição do “Álbum Negro”.

 

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