Quem é King Dude? – Ultraje – Metal & Rock Online
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Quem é King Dude?

Chama-se Thomas Jefferson Cowgill mas toda a gente o trata por TJ, e como tantos outros artistas iniciou-se no underground, no de Seattle (EUA), com projectos como Book Of Black Earth – que já misturava black metal e hardcore antes de ser trend – e ORVKKL. Começou a dar nas vistas como King Dude por volta de 2011, especialmente com a sing-along “Lucifer’s The Light Of The World”, naquilo que aparentava ser um empreendimento neofolk inclinado a conceitos luciferianos, até porque é assim que TJ se considera, como contou à Ultraje em 2015 aquando do lançamento de “Songs of Flesh & Blood – In The Key of Light”: «Acredito no conceito de Lúcifer como algo que todos podemos alcançar através da procura do conhecimento e da iluminação.»

Dado a conhecer-se ao mundo em 2011 com “Love”, King Dude já tinha lançado “Tonight’s Special Death” em 2010, mas foi com o enorme “Burning Daylight” (2012) que, de folkers a metalheads, o norte-americano entrou definitivamente nos ouvidos dos melómanos com temas como “Vision In Black” e “Jesus In The Courtyard”. Em Novembro de 2013 faria a sua primeira aparição em Portugal, com banda, no Porto, seguindo-se uma presença solo em 2015 também na Cidade Invicta e novamente com banda em Leiria (2016) e Beja (2017).

O que na viragem da primeira década do Séc. XXI aparentava ser algo simplista, acústico e fortemente inspirado em Johnny Cash, foi-se transformando ao longo de cada lançamento: “Fear” (2014) apresentou a guitarra eléctrica, “Songs of Flesh & Blood – In The Key of Light” (2015) deu espaço ao piano e “Sex” (2016) garantiu as influências do músico com abordagens ao punk. Mas o foco central nunca foi alterado: Lúcifer e amores perdidos sempre fizeram parte do campo de manobra lírica de King Dude. «Adoro escrever canções sobre amor perdido, é um assunto clássico para uma música», contou à Ultraje em 2015. Quanto à evolução musical, todos sabemos que esta indústria é uma selva e que é imperativo nunca se ficar quieto, portanto é óbvio que King Dude vá executando experiências sempre dentro daquilo que lhe dá gozo, como disse à Ultraje em 2016 aquando do lançamento de “Sex”: «Não quero olhar para o álbum daqui a 20 anos e dizer ‘isto é tão 2016’. (…) Quero que a música seja intemporal. Quero que tenha legado.»

Agora, em 2018, King Dude está de volta a território nacional para três concertos a solo que acontecerão no Porto (01/06), Lisboa (02/06) e Leiria (03/06). E o mote está lançado pelo próprio TJ: «Tenho de dizer que sempre que vamos a Portugal temos grandes momentos. Adoro.»

 

 

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