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[Concertos] Ratos de Porão @ Cine-Teatro Corroios (24/06/16)

Rui Vieira

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NOTA: O concerto dos Ratos de Porão no Cine-Teatro de Corroios ocorreu após a data de fecho de edição do número de Julho da Ultraje. Uma vez que a próxima edição periódica só sai em Outubro, a Ultraje decidiu publicar um resumo da reportagem final no website. O texto aqui presente encontra-se incompleto, apresentando frases soltas retiradas dos parágrafos originais. A reportagem completa poderá ser lida em Outubro, na revista.

Ratos de Porão @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Ratos de Porão @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Os brasileiros Ratos de Porão estavam de volta ao nosso país e, desta vez, com três datas “justas”: sul, centro e norte. No Algarve, actuaram no bar Bafo de Baco (Loulé), e no dia seguinte em Corroios, concerto sobre o qual incide esta review. Seguidamente, rumaram a norte para “apadrinharem” o 1.º Hardmetalfest Open Air – Summer Edition, em Mangualde, evento organizado pelo incansável José Rocha. Lá, como nos outros locais a sul, fez-se história.

Os vilafranquenses Konad abriram a “pista de dança” com um set focado no último álbum, “Irae Dei”. A ira dos Konad é visível na sua entrega já que a banda toca sempre como se fosse o seu último concerto. [MAIS NA EDIÇÃO DE OUTUBRO DA ULTRAJE]

Konad @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Konad @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Os “outsiders” desta noite eram os Quinteto Explosivo. A banda liderada por Ivo Conceição pôs o pessoal bem disposto, o que também é importante. Convidadas a subir ao palco para berrar forte foram Carolina Torres (Curto Circuito/SIC Radical) e Mafalda “Muffy” Hortas, dos Karbonsoul. À vez, acompanharam os Quinteto em músicas/versões de Kalashnikov e… Comme Restus! O público foi ao êxtase, claro. [MAIS NA EDIÇÃO DE OUTUBRO DA ULTRAJE]

Quinteto Explosivo @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Quinteto Explosivo @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Quinteto Explosivo @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Quinteto Explosivo @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Basta de galhofa e regabofe, os Besta chegaram. Se querem barulho, é com estes moços. Num clash entre Napalm Death e Converge, foram arrasadores do princípio ao fim, com raras paragens para respirar na irrespirável atmosfera de Corroios. [MAIS NA EDIÇÃO DE OUTUBRO DA ULTRAJE]

Besta @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Besta @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Depois do inferno sónico da Besta, era muito complicado para os Simbiose recuperarem os corpos (e ouvidos) arrasados na actuação anterior. Com o vocalista Johnnie, sempre a incentivar o público, a icónica banda do crust nacional – que faz 25 anos este ano -, focou-se no último álbum “Trapped”, com algumas das músicas a não funcionarem assim tão bem ao vivo. [MAIS NA EDIÇÃO DE OUTUBRO DA ULTRAJE]

Simbiose @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Simbiose @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Este triunvirato de concertos dos Ratos de Porão por terras lusas, tinha como objectivo assinalar os 25 anos desse marco intitulado “Anarkophobia”, o álbum mais metálico dos brasileiros.

A actuação dividiu-se em duas partes: Na primeira, foram destilados os 10 temas de “Anarkophobia”, tocados no limite da perfeição por Jão, Boka e Juninho, devidamente entremeados pelo ácido discurso de João Gordo, sempre crítico do estado das coisas no seu Brasil. “Contando os Mortos”, “Ascenção e Queda”, “Sofrer”, e a sempre incrível cover de “Commando”, dos Ramones, fizeram as delícias dos cerca de 500 presentes.

A segunda parte desta inesquecível noite percorreu a restante discografia para trás. “Morrer”, “Máquina de Guerra”, “Herança”, “Crucificados Pelo Sistema”, “Aids, Pop, Repressão”, “Crise Geral” ou “Beber Até Morrer”, satisfez todos os presentes, totalmente encharcados em suor, cerveja e muita, muita felicidade. [MAIS NA EDIÇÃO DE OUTUBRO DA ULTRAJE]

Ratos de Porão @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

Ratos de Porão @ Cine-Teatro Corroios [24.JUN.2016]

GALERIA DE FOTOS

Fotografia: Paulo Maninha

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Gojira disponibilizam concerto no Pol’And’Rock Festival

Diogo Ferreira

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Captado a 2 de Agosto de 2018 no Pol’And’Rock Festival (Polónia), este concerto chega agora às massas através do seu carregamento no canal oficial de YouTube dos Gojira. Ao longo de cerca de 77 minutos, desfilam temas como “Stranded”, “Flying Whales”, “The Cell”, “Silvera”, “L’Enfant Sauvage” ou “The Shooting Star”.

“Magma”, de 2016, é o álbum mais recente dos franceses e fora lançado pela Roadrunner Records.

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Dead (1969-1991): a morte faz 50 anos

Diogo Ferreira

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Consideramos com facilidade que o berço do black metal é a Noruega com todas as suas importantes bandas: Mayhem, Burzum, Immortal, Darkthrone, Satyricon, Gorgoroth… Mas há uma realidade da qual nos esquecemos ingenuamente: 1) Quorthon e os seus Bathory eram suecos, reinando na cena extrema nórdica anos antes das bandas atrás mencionadas; 2) Dead, que foi vocalista dos Mayhem entre 1988 e 1991 e que se tornara no mais infame frontman da época, era sueco. Posto isto, as bases do black metal têm, e muito, sangue sueco… E de sangue percebia Dead.

Per Yngve Ohlin, mais conhecido por Dead, nasce a 16 de Janeiro de 1969 em Estocolmo, Suécia. Faria hoje 50 anos.

Depois de uma infância conturbada, especialmente por causa de problemas de saúde e alegado bullying, Per, tantas vezes chamado de Pelle, iniciaria a sua vida artística ainda na adolescência ao ajudar a fundar os Scapegoat e depois os Morbid em 1987, banda em que grava as três primeiras demos já como Dead, alcunha que escolhe para relembrar a sua experiência de quase-morte. No ano seguinte ingressava nos noruegueses Mayhem depois de ter entrado em contacto com o baixista Necrobutcher. Na encomenda que enviou para a Noruega, relata-se que constava uma cassete, uma carta com as suas ideias e um animal morto.

Por obra do destino, Dead chega aos Mayhem logo após “Deathcrush” (1987) e bem antes de “De Mysteriis Dom Sathanas” (1994), mas isso não lhe retira importância na banda numa altura em que o primeiro disco, o tal de 1994, já andava a ser composto. A voz e performance de Dead eterniza-se no icónico “Live in Leipzig” de 1993, álbum ao vivo lançado após a sua morte em 1991.

A 8 de Abril de 1991, Dead suicida-se. Corta os pulsos e a garganta e dá um tiro na cabeça. Deprimido por natureza, Dead possuía ainda um sentido de humor nato ao deixar a nota “desculpem o sangue”, bem como outros pensamentos e a letra de “Life Eternal” que seria incluída em “De Mysteriis Dom Sathanas”. Euronymous (1968-1993), ao encontrar o corpo do amigo e colega, decide então fotografá-lo, dando origem à capa de “The Dawn of the Black Hearts – Live in Sarpsborg, Norway 28/2, 1990”. Esta mórbida decisão levara o baixista Necrobutcher a abandonar os Mayhem e a não participar na formação histórica de “De Mysteriis Dom Sathanas”, retornando  ao grupo só depois deste lançamento. A voz ficava ao cargo do húngaro Attila Csihar.

Quase 30 anos depois de acontecimentos como o suicídio de Dead, o homicídio de Euronymous, a prisão de Varg Vikernes e as igrejas incendiadas, o livro “Lords Of Chaos”, de Michael Moynihan (Blood Axis), lançado em 1998, é a base para o filme com o mesmo título realizado por Jonas Åkerlund (primeiro baterista de Bathory), película em que se contam episódios importantes daqueles poucos, mas intensos, anos vividos no seio do black metal norueguês. Apresentado no Sundance Film Festival em 2018, o filme deverá chegar a mais público durante este ano de 2019.

 

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[Exclusivo] Mastodon: “Sempre que voamos para o outro lado do Atlântico, Portugal tem de estar na lista”, diz Troy Sanders

Diogo Ferreira

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Será a 17 de Fevereiro que os Mastodon passam por Portugal para um concerto em Lisboa e, em conversa com a Ultraje, o baixista/vocalista Troy Sanders só tem coisas boas a dizer sobre o nosso país: «Portugal é um país muito belo e os fãs são dos mais fiéis que temos.» Todavia, a grande revelação do excerto que aqui partilhamos viria a seguir: «Deixa-me pôr isto de forma mais clara – demos a indicação específica ao nosso agente para não confirmar a digressão enquanto Portugal não estivesse confirmado. Sempre que voamos para o outro lado do Atlântico, Portugal tem de estar na lista. Ficámos bastante aliviados quando o nosso agente nos deu a confirmação do concerto em Lisboa, pois esta parte da digressão só aconteceu porque respeitaram a nossa exigência de tocarmos em Portugal, baseámos a digressão em redor de tocarmos aí. Estamos bastante ansiosos por chegar a Lisboa, pois não só o país é muito bonito, como as pessoas são fantásticas.»

Ao lado dos Mastodon actuarão os Kvelertak e os Mutoid Man. Os bilhetes podem ser adquiridos AQUI.

 

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