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[Reportagem] Beyond Creation + Gorod + Entheos + Brought By Pain (15.11.2018 – Porto)

Pedro Felix

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Beyond Creation (Foto: Pedro Félix)

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Beyond Creation + Gorod + Entheos + Brought By Pain
15.11.2018 – Hard Club, Porto

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Numa noite de quinta-feira, ali pela baixa do Porto, a técnica saiu à rua. Temperatura amena para o mês de Novembro, céu limpo e pouco movimento na cidade convidavam ao passeio até ao Hard Club. Foi lá que um considerável grupo de pessoas se encontrou.

Numa prestação bem-disposta, os canadianos Brought By Pain – ainda a promover o EP “Crafted By Society”, de 2016, que sucedeu ao álbum de estreia “The Dreamer’s Will” -apresentaram um death metal técnico muito sólido que definia o ponto de partida do padrão crescente de qualidade da noite.

Enquanto os Brought By Pain se mantinham de forma bem definida dentro do estilo que tocavam, os Entheos, que se lhes seguiram, estavam constantemente a saltar fora da caixa. Com um estilo irreverente, muito patente na prestação enérgica e explosiva da vocalista Chaney Crabb, estes norte-americanos tanto nos presenteavam riffs poderosos de um death metal simples e directo como floreavam a música com demonstrações de apurada técnica. Pelo meio, contribuições do foro electrónico e distorções de voz completavam um conjunto de temas, quase todos extraídos do mais recente álbum “Dark Future”, que tinham tanto de tradicional como de inesperado.

Regressando ao nosso lado do Atlântico, a técnica manteve-se presente e em alta com a chegada das sonoridades poderosas dos Gorod. Com uma carreira que já deixou a década uns anos para trás, estes franceses que, contrariamente aos Etheos, já tinham passado pelo nosso país, regressavam trazendo na bagagem o novíssimo álbum “Æthra”. Apesar do estilo actual da banda estar algo distante das raízes do seu começo, os Gorod não se inibiram de saltar entre os trabalhos do passado e do presente e oferecer a todos quantos se haviam deslocado ao Hard Club uma saudável dose de técnica nuns temas e pura força de death metal clássico noutros.

Para terminar a noite e completar o círculo, regressamos a Montreal, cidade natal da banda de abertura e da de fecho, com os incontestados mestres do death metal técnico Beyond Creation. Em promoção ao novíssimo trabalho “Algorythm”, a banda tomou essa directriz de forma literal e tocaram o álbum de ponta a ponta. A qualidade do som que se sentia em todos os cantos da sala do Hard Club – fosse junto ao palco, nas laterais ou encostado à parede do fundo – era de elevada qualidade e dava poder e definição em excelente equilíbrio para se poder apreciar a genialidade do som desta banda. No final não faltou o grande clássico “Earthborn Evolution”, em que o baixo teve a oportunidade de explodir com todo o seu fulgor. Após o fecho do set, a banda regressou para se despedir do público do Porto com “Fundamental Process”.

Ainda a noite era uma criança quando a técnica saiu do Hard Club com a sensação de missão cumprida, principalmente depois de ter sido tão bem tratada por quatro bandas de excelência que, tirando a que o fora, poderiam ser cabeças-de-cartaz em qualquer concerto do género.

Texto e fotos: Pedro Félix

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Sabaton History Channel: segundo episódio dedicado a “Blood of Bannockburn”

Diogo Ferreira

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No segundo episódio do Sabaton History Channel, Indy Neidell e Joakim Brodén trazem o tema “Blood of Bannockburn”, do álbum “The Last Stand” (2016), que versa sobre a batalha com o mesmo nome que ocorreu durante a Primeira Guerra da Independência da Escócia (1296-1328). Robert the Bruce é uma das principais figuras deste momento histórico ao ter-se oposto aos invasores ingleses liderados por Eduardo I.

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Phil Demmel (ex-Machine Head): «Detestei o último disco.»

Diogo Ferreira

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Foi em Setembro de 2018 que Robb Flynn, dos Machine Head, anunciou que o guitarrista Phil Demmel e o baterista Dave McClain iam abandonar a banda. Ainda assim, os dois músicos despediram-se dos fãs de Machine Head com a digressão norte-americana Freaks & Zeroes.

Meses volvidos, Demmel falou sobre este assunto durante um episódio do podcast Talk Tommey. «Não vou dizer mal desta separação ou do Robb. Acho que ele é um músico fantástico e os tempos que passei em Machine Head foram maravilhosos. Os últimos anos apenas não foram. Já não trabalhávamos como pessoas.»

Depois de afirmar que já não estavam a percorrer o mesmo caminho, Demmel faz a revelação chocante sobre o álbum “Catharsis”: «Detestei o último disco. Há momentos daquilo que compus que gosto. Compus a maior parte da [faixa] “California Bleeding”, mas o Robb escreveu as letras.» «Acho que [Machine Head] tornou-se no projecto a solo do Robb Flynn, e não foi para isso que me alistei», remata.

«Os últimos anos foram apenas para receber salário – e não posso fazer isso», referindo que não aguentava constantes indicações como «não podes fazer isto, não podes fazer aquilo, não fiques aí, não digas isto, não cantes as letras para o público, não apontes».

Em última análise, o guitarrista acha que ambos estavam fartos um do outro – «acho que lhe fiz um favor ao não ter que me despedir», saindo assim pelo próprio pé.

Phil Demmel, que esteve nos Machine Head primeiramente em 2001 e depois no período entre 2003 e 2018, conclui: «Ajudei esta banda desde o ponto mais baixo ao mais alto. Fizemos álbum fantásticos, demos concertos fantásticos. Por isso, estou a tentar reflectir sobre as cenas positivas.»

Actualmente, Demmel está a substituir Gary Holt (Exodus) nos Slayer e ressuscitou o projecto Vio-lence. Por sua vez, o baterista Dave McClain reuniu-se aos Sacred Reich.

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Lançamentos de 08.02.2019 (Downfall of Gaia, Maestus, Windswept, Yerûšelem)

Diogo Ferreira

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Downfall Of Gaia “Ethic of Radical Finitude” (Metal Blade Records)

«“Ethic of Radical Finitude” soa evidentemente a Downfall Of Gaia, mas com uma pequena nova abordagem que se revê na forma ainda mais directa com que a banda expele o seu post black metal dividido em acostagens ao sludge e ao crust. […] O quarteto oferece o álbum mais melódico ate à data, fruto dos constantes leads de guitarra, e também o mais distante das bases do black metal, incorrendo-se assim a segmentos – agressivos ou calmos – mais voltados ao post metal.» (DF)

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Maestus “Deliquesce” (Code666 Records)

«Neste segundo álbum de quatro faixas que perfazem cerca de 50 minutos de duração, o quinteto do Oregon canaliza frustrações, ansiedade e distanciamento com um doom metal lento em passada fúnebre que ganha contornos melancólicos afectos à triste paz do isolamento – a miséria – através de arranjos atmosféricos em fundo. Por seu turno, as secções mais extremas voltam-se para o black metal.» (DF)

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Windswept “The Onlooker” (Season Of Mist)

«Neste empreendimento paralelo, que também é capaz de expelir black metal atmosférico, melódico, algo hipnótico e épico como em Drudkh ou até Precambrian, o trio tende a focar a sua finalidade criativa na arte do improviso e no poder que uma gravação em modo live pode ter, sem omitirmos o pormenor interessante que é passarem pouquíssimo tempo em estúdio.» (DF)

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Yerûšelem “The Sublime” (Debemur Morti Productions)

«“The Sublime” prende-se essencialmente a três pontos: uma atmosfera neogótica e algo urbana, uma batida de fundo com pulso industrial e malhas de guitarras que fazem os mais atentos recordarem-se de black metal.» (DF)

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