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[Reportagem] Okkvlt Session – Louise Lemón + Sinistro + Dool + Amenra + Godflesh (29.09.2018 – Madrid)

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Foto: Solange Bonifácio

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Okkvlt Session – Louise Lemón + Sinistro + Dool + Amenra + Godflesh
29.09.2018 – Sala Mon Live, Madrid (Espanha)

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Por volta das 15:30 já se viam pessoas a tomar posse da rua na qual se encontra a Sala Mon Live, em Madrid, onde iria decorrer a primeira sessão do Okkvlt Session.

Louise Lemón e a sua banda subiram ao palco às 17:00. É de reforçar que a artista anda a gerar alguma curiosidade emergente um pouco por toda a Europa e, embora fosse definitivamente o acto musical mais fora do contexto da noite, esteve à altura, apresentando o seu death-gospel tão característico.

Às 18:15, os Sinistro subiram a palco. A vocalista Patrícia Andrade, como é costume da sua identidade, expressa-se de uma forma teatral e magnificamente assombrosa. Toda a componente instrumental e crescente da banda flui direccionado ao mesmo, criando assim uma espécie de ambiente cinematográfico com momentos atmosféricos.
Do último álbum “Sangue Cassia” pouco tocaram, mas em contrapartida proporcionaram uma excelente viagem através do EP “Cidade” e do álbum “Semente”, disco que os consolidou. O público espanhol rendeu-se à performance da banda lusitana.

Já durante o soundcheck notaram-se problemas técnicos com os holandeses Dool, levando a que a vocalista/guitarrista saísse de palco já em concerto e início da segunda música. Após regresso, embora mantendo alguns problemas técnicos, a banda fez os possíveis para agarrar o público e terminar a sua performance.

Antes dos belgas Amenra, a sala já se encontrava lotada à espera que o ritual em massa começasse. Quem já teve a oportunidade de assistir a um concerto de Amenra, conhece certamente o poder absoluto que exercem ao vivo, contribuindo assim para um concerto de intensidade extrema – no Okkvlt Session não houve excepção à regra.
Por volta das 21:05, ouviam-se soar os primeiros ecos instrumentais, enquanto Colin Van Eeckhout se desviava ao redor do palco, mantendo-se maioritariamente de costas para a multidão, berrando até estourar os pulmões e a garganta, envolvido numa engrenagem musical com direcção ao abismo. As projecções sónicas e restante ambiente de intensidade arrastada, embora progressiva – que fazem parte da identidade da banda -, ajudaram a criar e a segurar a atenção do público, enquanto se revisitaram temas como “Terziele”, “Am Kreuz” e “Diaken”.
Toda a magnitude, crueza e intensidade emocional que se presenciou ao vivo relembra o que esta banda consegue trazer para o palco e afirma a sua capacidade peculiar de tornar esta experiência em algo único que, mais uma vez, não desilude.

Há alguns anos que os Godflesh não visitavam Portugal, o que contribuiu como mais uma excelente desculpa para se ir ao Okkvult Session.
Para quem os presenciou, pela primeira vez em concerto, poderá ter sido uma experiência barulhenta, mas quem contou os dias para rever os grandes padrinhos do metal industrial valeu a pena toda a espera.
À medida que o concerto começava e as luzes escureciam – chegando a uma espécie de vermelho sombrio, como uma antevisão obscura do que estaria para acontecer -, o volume musical atingia níveis intensos até a multidão interromper entusiasta quando Justin Broadrick emergia em palco.
Os Godflesh, mais toda a sua graciosidade e sonoridade ensurdecedora, terminaram a noite num assombro de grande contemplação musical.

Embora com problemas técnicos no decorrer do festival e com público bastante barulhento, o Okkvlt Session acabou por ser uma grande noite de concertos, tanto para quem já tinha revisto algumas das bandas como para aqueles que poucas ou nenhumas conheciam, acabando por vivenciar tantas ou novas experiências musicais dentro do mesmo registo de ambiente e energia.

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Texto e foto: Solange Bonifácio

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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