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[Reportagem] Porto Deathfest IV (30.09.2018 + 04.10.2018 – Porto)

Diogo Ferreira

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Fleshcrawl (Foto: Pedro Félix da Costa)

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Dia I – 30 de Setembro
Beyond Carnage + Neocaeser + Burial Invocation + Fleshcrawl

Na passagem de Setembro para Outubro, a Invicta recebeu a quarta edição do Porto Death Fest. Dividido de forma invulgar entre uma tarde de domingo e a noite da quinta-feira, o festival, por esse mesmo motivo, mostrou duas facetas do death metal que, apesar de diferentes, se complementaram.

No mais internacional dos dias, a matiné do dia 30 de Setembro abriu com os lusos Beyond Carnage, que trouxeram ao norte o seu death metal envolto em escuridão. Com uma qualidade de som acima da média do que seria de esperar para o exíguo espaço do Metalpoint, a banda apresentou o seu EP de estreia “Profane Sounds Of The Flesh” e, perante uma sala que ia recebendo público lentamente, demonstrou que, independentemente do número de pessoas presentes, a sua prestação era sempre de entrega total. Apesar de ser uma banda recente, mostraram experiência de palco e deram o mote para uma grande noite de celebração do death metal.

Também em apresentação do seu trabalho de estreia vieram, da Holanda, os Neocaesar. Com um set inteiramente composto com os nove temas do álbum, excluindo o instrumental “Sigillorum Satanas”, que foram tocados por ordem quase idêntica à que nele constam, os Neocaesar mostraram em palco uma intensidade em energia idêntica à que os Beyond Carnage tinham mostrado em negritude. A forma como tomaram de assalto o palco apanhou de surpresa até mesmo aqueles que já os conheciam bem, sendo, para muitos, a melhor prestação da noite. Curiosamente, a banda é composta por ex-membros de Sinister, mas vários deles não se cruzaram quando engrossavam as suas fileiras. Este passado comum trouxe ao de cima toda a experiência destes músicos em palco e foi o rastilho que incendiou o público.

Da terra do quarto crescente chegaram o Burial Invocation. Senhores de um estilo mais obscuro e bastante agarrado às sonoridades clássicas, estes turcos também mostraram que a forma como aliam a técnica ao seu som, criando temas longos, como os quase dez minutos de “Revival” que abriu a actuação, que lhes confere uma posição interessante dentro do estilo. Com um set composto quase integralmente por temas do seu álbum de estreia, “Abiogenesis”, conseguiram cativar a audiência, não sofrendo em nada com a adrenalina que fora injectada nos presentes pela banda anterior.

Um dos factos que marcaram bem o primeiro dia do festival foi a diversidade dos estilos dentro do estilo. Todas as bandas eram diferentes, todas se complementaram e nunca colidiram. Isto deu ao cartaz um equilíbrio em termos de passagem entre bandas que nem sempre é conseguida na organização de eventos como este. Como é óbvio, não foram estranhos a este facto os cabeças-de-cartaz Fleshcrawl. Da noite foi a banda com mais elementos, ficando o pequeno palco do Metalpoint completamente ocupado com a sua presença. No entanto, isso não foi impedimento para estes alemães mostrarem toda a sua classe e fecharem a noite com uma prestação memorável. As guitarras com sonoridade de influência sueca e as melodias dos riffs encheram por completo a sala com uma qualidade sonora impressionante. De notar a forma muito positiva como interagiram com o público, nomeadamente numa constante troca de brindes com cerveja ao som de um ‘sáúde’ de pronúncia alemã.

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Necrot (Foto: Pedro Félix da Costa)

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Dia II – 4 de Outubro
Aischrolatry + Biolence + Grindead + Necrot

A noite de 4 de Novembro apresentava um cartaz que invertia, na totalidade, o do primeiro dia. Onde o outro apresentava apenas uma banda portuguesa a fazer a abertura, este tinha apenas uma banda estrangeira a fazer o encerramento.

A abertura deste segundo dia, que recebeu tanta ou mais gente como no dia anterior, ficando mais uma vez o Metalpoint bastante bem composto, teve uma toada diferente. Com bateria, baixo e voz, os Aischrolatry foram até aos ossos do grind e fizeram a sala estremecer com a overdose de graves da sua avalanche sonora. Apesar de se considerar que esta simplificação de um estilo, já de si simples, possa ter um resultado desinteressante, este duo conseguiu, de forma peremptória, provar o contrário.

A festejar as duas décadas de carreira, os Biolence aproveitaram o festival para alargar esses festejos a uma mão cheia de convidados, nomeadamente ex-membros da banda que subiram ao palco para recordar tempos idos. Uma celebração que percorreu toda a carreira da banda numa total interactividade com o público.

A experiência de uma banda com vinte anos de carreira deu lugar a uma nova com largos anos de experiência nos seus elementos. Em concerto de estreia, os Grindead são um grupo que conta nas suas fileiras com elementos que passaram por instituições como os Genocide ou os Web, e que agora se uniram para regressar aos palcos e nos presentear com um death metal poderoso que nada fica a dever às suas raízes.

O fecho da noite veio pela mão dos norte-americanos Necrot, em estreia absoluta no nosso país. Apresentando um death metal de raízes clássicas, este trio, que trazia na bagagem o álbum de estreia “Blood Offerings”, deu o golpe de misericórdia numa noite que acabava de se tornar memorável. Frente-a-frente com um público incansável e sempre sedento de mais, os Necrot descarregaram toda a sua energia numa total sinergia entre banda e público.

No final, e em retrospectiva, o Porto Deathfest, apesar de ainda ir na sua quarta edição, demonstrou ter maturidade, principalmente ao apresentar um cartaz bastante diversificado dentro do estilo, onde houve espaço tanto para bandas conceituadas como estreantes, e onde os nomes nacionais complementaram as excelentes presenças vindas de além-fronteiras.

Texto e fotos: Pedro Félix da Costa

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[Exclusivo] Mastodon: “Sempre que voamos para o outro lado do Atlântico, Portugal tem de estar na lista”, diz Troy Sanders

Diogo Ferreira

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Será a 17 de Fevereiro que os Mastodon passam por Portugal para um concerto em Lisboa e, em conversa com a Ultraje, o baixista/vocalista Troy Sanders só tem coisas boas a dizer sobre o nosso país: «Portugal é um país muito belo e os fãs são dos mais fiéis que temos.» Todavia, a grande revelação do excerto que aqui partilhamos viria a seguir: «Deixa-me pôr isto de forma mais clara – demos a indicação específica ao nosso agente para não confirmar a digressão enquanto Portugal não estivesse confirmado. Sempre que voamos para o outro lado do Atlântico, Portugal tem de estar na lista. Ficámos bastante aliviados quando o nosso agente nos deu a confirmação do concerto em Lisboa, pois esta parte da digressão só aconteceu porque respeitaram a nossa exigência de tocarmos em Portugal, baseámos a digressão em redor de tocarmos aí. Estamos bastante ansiosos por chegar a Lisboa, pois não só o país é muito bonito, como as pessoas são fantásticas.»

Ao lado dos Mastodon actuarão os Kvelertak e os Mutoid Man. Os bilhetes podem ser adquiridos AQUI.

 

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Ghost – Capítulo VI: A Visita

Diogo Ferreira

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Foto: Mikael Eriksson

Numa clara alusão à digressão europeia que se avizinha, Sister Imperator está recuperada do seu acidente e recebe a vista de Cardinal Copia que, com Papa Nihil, sai do hospital rumo a um destino desconhecido. Um desses destinos, que Cardinal Copia não tem conhecimento, passará pelo Estádio do Restelo (Lisboa) onde Ghost, Metallica e Bokassa têm encontro marcado com o público português a 1 de Maio.

O álbum mais recente da banda liderada por Tobias Forge intitula-se “Prequelle” e foi lançado em Junho de 2018 pela Spinefarm Records.

 

 

 

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[Antevisão] XXXapada na Tromba 2019: brutalidade exemplar

Diogo Ferreira

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É já nos próximos dias 18 e 19 de Janeiro que decorre, no RCA Club (Lisboa), o XXXapada na Tromba – Freak n’ Grind Fest 2019. Durante estes dois dias, com concertos a começar pelas 17:30 na sexta-feira e 17:00 no sábado, a capital será o ponto de encontro para os fãs de death metal nas suas variadas vertentes e grindcore.

Sexta-feira começa com Moñigo, Rato Raro, Dehydrated e Crepitation. Logo após a hora de jantar, sobem ao palco os Meat Spreader com o seu grindcore bem produzido e com influências punk como se pode ouvir no álbum “A Swarm Of Green Flies Over The Rusty Pot”. De Itália vêm os veteranos Cripple Bastards que se formaram no já longínquo ano de 1988 e estão actualmente ligados à Relapse Records; “La fine cresce da dentro”, de 2018, é o mais recente álbum da banda italiana e para além do grindcore apresenta também influências de thrash metal. Depois do Epicardiectomy, será a vez dos Inhume, banda holandesa que tem em “Moulding the Deformed” o disco mais recente lançado em 2010; o seu brutal death metal / grindcore está a ser comemorado com a compilação “Exhume: 25 Years of Decomposition” (2018). Recentemente regressados às lides, os norte-americanos Brodequin são um dos grupos mais esperados do primeiro dia do XXXapada; com três álbuns na discografia, “Instruments of Torture” (2001) é o grande marco sonoro da banda. Pela madrugada tocarão ainda os seminais portugueses Grog, que decerto promoverão um concerto coeso, e os alemães Satan’s Revenge On Mankind.

No sábado, o XXXapada terá a sua primeira parte composta pelos Annihilation, Undersave, Hymenotomy, UxDxS e Tu Carne. Pelas 21:30, os GUT, fundados em 1991, subirão ao palco do RCA Club com o seu death metal / grindcore obscuro, sujo e mid-tempo que não põe de lado algum experimentalismo e crossover. Após os consagrados nacionais Analepsy, os romanos Devangelic darão uma toada mais blasfema à festa do XXXapada com um brutal death metal compacto; “Phlegethon” data de 2017 e é o álbum mais recente. Nome apelativo é o dos holandeses Prostitute Disfigurement que contam com quase 20 anos de carreira; algures entre o death metal tradicional e o brutal, a banda aponta para novo disco neste ano de 2019. O festival encerrará com o famoso happy/party grindcore dos reconhecidos além-fronteiras Serrabulho e com os sexuais Pornthegore.

Os bilhetes diários estão disponíveis através do endereço xxxapada.fest@gmail.com e têm o custo de 25€ em pré-venda. No dia do evento, o valor será de 30€. Os bilhetes para os dois dias do festival ainda se encontram disponíveis pelo valor de 40€ e podem ser comprados através do e-mail disponibilizado ou na Clockwork Store (Lisboa) e na Bunker Store (Porto). No dia do festival, o valor será de 50€ e limitado ao stock existente.

O evento no Facebook pode ser acedido aqui.

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