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[Reportagem] Stone Sour (11.07.2018 – Lisboa)

Diogo Ferreira

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Foto: Joana Marçal Carriço

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Stone Sour
11.08.2018 – Coliseu dos Recreios, Lisboa

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(Texto: Henrique Duarte)

Os rockers norte-americanos Stone sour, encabeçados pelo carismático Corey Taylor, retornaram finalmente a terras lusas, presenteando o público do Coliseu de Lisboa com uma salutar actuação destinada a apresentar o mais recente trabalho “Hydrograd”, bem como homenagear os fãs nacionais dedicando-lhes um concerto com algumas surpresas.

Subiram ao palco à hora prevista, com pontualidade; o que não estaria previsto era existir ainda muita gente na fila para entrar. Apesar disso, foi com a plateia já muito bem preenchida que os primeiros acordes ecoaram nas paredes da mítica sala lisboeta. Os anos de ausência deixam muitas saudades e uma ansiedade incontrolável que se manifestava com assobios e gritos ainda antes de os membros da banda surgirem em palco e que se tornaram estrondosos quando o quinteto eclode em palco, abrindo com o mais recente trabalho através de “Whiplash Pants”.

Com um grande espectáculo visual montado, era, ainda assim, Corey Taylor quem mais brilhava – preciso e comunicativo, puxando por um público, quando este ainda estava morno, que logo lhe haveria de retribuir com uma entrega memorável. Ao segundo tema, “Absolute Zero”, já a plateia se lançava em saltos e Corey andava de ‘arma na mão’ a disparar confettis.

Aproveitando a deixa da grande ovação que receberam, num longo discurso que antecedeu “Knievel Has Landed”, agradeceram ao público nacional e entre elogios prometeram um espectáculo especial. A partir desse momento, com uma entrega ainda mais exacerbada, as hostes que se reuniam à frente galvanizaram a banda para uma actuação memorável, proporcionando momentos de comunhão e emotividade como se todos ali fossem membros da mesma tribo. A emotividade na voz do vocalista encontrava reflexo na plateia, que se juntavam audíveis em uníssono em “Say You’ll Haunt Me” e que o voltariam a fazer, com tanto ou mais intensidade, em “Bother” e “Through Glass”. Com Corey a aparecer a solo com a guitarra em “Bother”, já depois de o conjunto ter agitado a multidão com a malha “30/30-150” e com uma curta versão de “Nutshell” (cover de Alice In Chain), acontece aquele que foi para muitos o tema pelo qual conheceram o projecto norte-americano. Instintivamente acompanhado por um coro deslumbrante que surgia de qualquer canto do Coliseu, serpenteando pelas anciãs paredes e carregando o ar com uma aura especial, os aplausos dirigidos à banda no final do tema poderiam ser dirigidos a si mesmo. Era visível a satisfação da banda com a recepção que estavam a ter e dos fãs com o que vinha do palco num tema que aclamava mais uma vez Corey como um dos melhores vocalistas da cena.

Josh Rand, Christian Martucci e Johny Chow, irrepreensíveis, lançam-se às cordas, Roy Mayorga dispara na bateria e o peso de “Cold Reader” e “Get Inside” lança todos aos saltos, ameaçando abalar a estrutura do edifício. Com especial foco em “Hydrograd”, mas percorrendo toda a discografia, os temas foram desfilando sem que se vivessem momentos de menor intensidade. A peculiar “Rose Red Violent Blue (This Song Is Dumb & So Am I)” provocou um bailarico e a ”Song #3” trouxe ao palco Griffin Taylor, o filho de 15 anos do vocalista, que sob o olhar babado do pai interpreta o tema com qualidade, mostrando-se surpreendentemente à-vontade em palco – e quando as duas gerações de vozes se unem, um fotograma daquele momento enraíza-se na memória colectiva daquela sala.

Motivados pela oportunidade de no dia anterior terem assistido ao concerto dos seus heróis Kiss em solo nacional, dedicaram aos fãs o tema “Love Gun” da referida banda, numa cover com direito a personificação de Paul Stanley pela parte de Corey, o que provocou algumas gargalhadas na plateia.

Após uma curta pausa retornaram para o encore, em que os gritos pelos Stone Sour não se findaram, terminando as cerca de 1h40m de actuação com as malhas “RU486” e “Fabuless”, bem como com tubes men e pirotecnia em mais uma demonstração que o lado cénico não foi deixado de parte.

Podemos lamentar não ter existido espaço na setlist para alguns temas, como “Hesitate”, mas é inegável que esta foi uma grande passagem por Portugal de um grupo com uma base sólida de fãs que anseiam anos por os verem em palco. Esperemos que o próximo retorno aconteça mais brevemente.

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Fotografia: Joana Marçal Carriço
Agradecimentos: SFTD, Sons em Trânsito

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[Reportagem] Sick Of It All + Good Riddance + Blowfuse (21.04.2019, Lisboa)

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Sick Ot It All (Foto: Solange Bonifácio)

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Sick Of It All + Good Riddance + Blowfuse
21.04.2019 – Lisboa

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O nome Sick Of It All destaca-se por si mesmo, sendo uma das maiores referências no hardcore de Nova Iorque. A banda formada, em 1986, pelos irmãos Lou e Pete Koller, Rich Cipriano e Armand Majidi ajudou a consolidar este estilo musical e a comunidade existente até aos dias de hoje. Deste modo, esperava-se mais uma noite lendária no RCA Club, em Lisboa – uma sala completamente esgotada.

Os Blowfuse são actualmente uma das bandas de punk-rock/hardcore espanholas mais conhecidas e activas e os escolhidos a abrirem as hostilidades desta noite de concertos. Com recentes passagens por Portugal, a banda tentou cativar um público – ainda um pouco tímido – com a sua atitude energética.

Mal os Good Riddance subiram ao palco, o público perdeu rapidamente a inibição e começou de imediato o circle pit. A banda mostrou-se bastante contente devido ao facto de finalmente voltarem a tocar em Portugal após tantos anos de ausência. São muito conhecidos por temas líricos que vão desde análises de críticas à sociedade americana a lutas pessoais, tendo sempre como base um punk-rock rápido e melodias cativantes. Nada disso faltou no concerto que deram, tocando uma setlist bastante diversificada. O baixista Chuck Platt, sempre com discursos divertidos, chegou inclusive a pedir para vestir uma t-shirt com o símbolo anarquista de um dos fãs com a promessa de a devolver no final do concerto. Houve ainda oportunidade para se cantar os parabéns ao baterista Sean Sellers.

Os Sick Of It All estão na sua terceira década de carreira entre tours e gravações, tendo lançado até à data mais de duas mãos cheias de discos sólidos mais outros tantos EPs, isto com quase nenhuma mudança na sua formação. Com o lançamento de “Scratch the Surface”, em 1994, levaram o hardcore nova-iorquino até ao resto do mundo e, desde então, raramente pararam para respirar. A banda é das poucas lendas dentro do hardcore ainda no activo com formação inicial e de modo consistente. Entre sing-alongs, stage divings e um wall of death, os Sick Of It All tocaram com uma frescura tremenda, evocando tempos antigos, e consolidando novamente o facto de serem umas verdadeiras lendas vivas, reverenciadas por diversos motivos. Mais do que isso, são um exemplo de ideais e raízes, das quais futuras gerações podem ter como base e referência. BLOOD, SWEAT AND NO TEARS – o hardcore mantém-se bem vivo.

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Texto e fotos: Solange Bonifácio

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Possessed: terceiro episódio de “The Creation of Death Metal”

Diogo Ferreira

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O novo álbum dos padrinhos do death metal Possessed intitula-se “Revelations Of Oblivion” e será lançado a 10 de Maio pela Nuclear Blast. Os singles “No More Room in Hell” e “Shadowcult” já estão em rotação.

A banda liderada por Jeff Becerra passará por Portugal para duas datas:

Entretanto, já podes ver o terceiro episódio de “The Creation of Death Metal” em que a banda fala sobre as diferenças regionais da sonoridade death metal nos EUA.

 

 

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Sabaton History Channel, ep. 11: sabotagem da bomba atómica nazi

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Pär Sundström e Indy Neidell escolhem falar do tema “Saboteurs”, do álbum “Coat Of Arms” (2010), que versa sobre as operações de sabotagem que preveniram a Alemanha nazi de chegar primeiro à concepção da bomba atómica.

Um dos produtos especiais para a criação da arma de destruição massiva é água pesada e a Noruega ocupada pelos nazis continha em si uma fábrica que produzia tal ingrediente. Os Aliados, desesperados por atrasarem o progresso do inimigo, decidiram sabotar o processo. Dessa decisão saiu o plano para uma operação arriscada conduzida por britânicos e noruegueses.

Mais episódios AQUI.

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