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[Reportagem] XXI SWR Barroselas Metal Fest: Comunhão Solene (dia 2)

João Correia

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rsz_08nifelheimNifelheim (Foto: Pedro Félix)

Ao segundo dia, a 21ª edição do SWR Barroselas Metal Fest mantinha-se incólume graças às actuações de bandas como Mortuary Drape, Teethgrinder, Master’s Hammer, Exhorder, Obliteration, Mortiis, Axia e Pestifer. O primeiro dia, mais dedicado ao death/grind, acabou por revelar menos público do que no ano passado, mas, ainda assim, todas as actuações, incluindo as de bandas mais pequenas, contaram com os respectivos recintos cheios ou acima de bem compostos.

O segundo dia começou com os Amputate, que aqueceram bem as hostes com o seu death/gore metal para a actuação dos Carnal Decay, um grupo suíço que ainda anda na estrada a promover “You Owe You Pay”, de 2017. Estranhámos uma concentração tão grande de gente no palco 3. Nas palavras de Pedro Félix da Costa, colaborador da Ultraje que já frequenta o Barroselas desde a sua 3.ª edição, “foi a maior enchente que já vi no palco SWR Arena”. Praticam brutal/slam death metal e deram um concerto exemplar para os padrões do SWR: pesado, profissional e violento. O público esforçou-se para agradecer com a confusão habitual nas primeiras filas. Às 18.30, no palco 2, os Necrobode apresentaram o seu black metal pestilento na ronda de promoção de “Metal Negro da Morte”, demo-tape de Janeiro de 2018. Trouxeram-nos à memória tempos dourados, tempos de Beherit e Goat Vulva, ainda que menos podres que esses (quem tiver assistido ao concerto é capaz de questionar “como assim, menos podres?!”, mas acho que a banda irá entender o que queremos dizer). Acabaram por proporcionar um concerto totalmente em sintonia com o SWR: irrepreensível e desinteressado em modas, o que explica o porquê de o black metal português estar cada vez mais na linha da frente.

rsz_02necrobodeNecrobode (Foto: Pedro Félix)

Foram os grindsters madrilenos Looking For An Answer que abriram as hostilidades no palco principal. Relativamente desconhecidos em Portugal, são uma das bandas grind mais acídicas e celebradas da Europa. Já fizeram parte da família Relapse Records  e estão hoje no selo Willowtip ao lado de nomes como Nausea, Impaled, Extreme Noise Terror e Phobia. Tudo isto para dizer que os irmãos Veiga não dormem em serviço e que, se determinada banda toca no palco principal, então é porque está no sítio certo. Na estrada a promoverem o fabuloso “Dios Carne”, de 2017, os espanhóis mostraram com quantos paus se desfaz uma canoa, com uma secção rítmica alarmante e com alguns solos atipicamente técnicos numa banda de grind/crust. O povo em frente ao palco estava visivelmente ocupado na azáfama do costume: slam, slam, slam. Concerto impecável. Depois, os brasileiros Flageladör tomaram as rédeas no palco 2 com o seu thrash/speed metal dos anos 80 à la Living Death e Agent Steel, mas mais sujos e agressivos. Focaram a sua actuação principalmente em “Assalto da Motosserra” e a meio do concerto já o público bradava alto e bom som “Flageladör! Flageladör! Flageladör!”. Honra rara para uma banda underground estrangeira, mas o público do SWR é mesmo assim quando percebe que está a assistir a um concerto de grande qualidade. De qualquer maneira, temos conhecimento de que havia mesmo muita gente à espera desse concerto.

rsz_04flageladorFlageladör (Foto: Pedro Félix)

Em simultâneo nos palcos Warriors Abyss e SWR Arena tocaram os suecos Interment e a nova sensação nacional do blackened death metal Gaerea, respectivamente. Os Interment destilaram um death metal potente e bastante intenso, com uma qualidade sonora particularmente boa, mas os crípticos Gaerea vieram, viram e venceram. A Ultraje falou com eles recentemente e deixaram-nos com boas expectativas para o seu álbum de estreia e para concertos ao vivo. O prometido é devido e a rendição ao vivo de “Unsettling Whispers” adivinha um álbum fora de série que será devidamente coberto pela Ultraje a seu tempo. Tiveram alguns problemas com som, mas ligeiros o suficiente para não perturbarem a sua actuação. A eles seguiram-se os Process of Guilt no palco 2. Portadores de uma moléstia industrial, doom e sludge, nunca desapontam ao vivo, tanto pela rodagem que têm obtido lá fora como pela intensidade dos seus temas. Se tudo isto não bastasse, a voz cavernosa de Hugo Santos em temas como “Feral Ground” ou “Black Earth” dissipariam qualquer dúvida sobre a qualidade destes eborenses. Não só não nos cansamos de os ver (no ano transacto, foram 3 vezes) como sabemos que irão longe.

rsz_05gaereaGaerea (Foto: Pedro Félix)

Uma das principais atracções da XXI jornada do SWR foram os Nifelheim, que entraram em palco às 22:10 para debulhar mais black metal com a atitude “fuck you!” do thrash. Foram considerados amiúde a melhor banda dos três dias, mas o que esperar destes suecos que não a perfeição com temas como “Storm Of The Reaper”, “Sodomizer”, “Bestial Avenger” ou “Satanic Sacrifice”? À frente do palco voaram corpos e notou-se a agitação constante dos fãs mais hardcore. Qualidade de som cristalina e o renovado jogo de luzes do palco principal a beneficiar uma prestação pouco abaixo de perfeita. Logo após, os checos Malignant Tumour entraram no palco 2 para, na minha opinião pessoal, darem o melhor concerto do 2º dia. Em poucas palavras, os quatro cowboys das pradarias de Ostrava rebentaram com o recinto completamente lotado. A meio da actuação, o baixista Robert Šimek puxou uma fã do público para cima do palco, entregou-lhe o seu baixo e pôs-se de lado de braços cruzados a vê-la tocar. Momentos de ouro que elevam uma prestação de “boa” a “excelente”. Terminaram com “Earthshaker” e foram talvez a banda mais falada no dia seguinte devido à sua actuação.

rsz_09malignant_tumourMalignant Tumour (Foto: Pedro Félix)

A violência voltou ao recinto principal quando os relógios marcavam 23:55. Os cabeças-de-cartaz Suffocation dispensam apresentações onde quer que seja graças ao estatuto lendário que detêm. Com Ricky Myers a substituir (muito bem) Frank Mullen na voz, depressa arrancaram para uma estrada repleta de clássicos como “Effigy Of The Forgotten”, “Pierced From Within”, “Entrails Of You” ou “Return To The Abyss”. Em pouco mais de uma hora demonstraram que não é preciso saber apenas tocar (e quem prestou atenção ao trabalho de Charlie Errigo e restante banda sabe que os Suffocation SABEM TOCAR), mas também ter o público na mão a todo o instante. Prova superada. SUFFOOO!!! E depois do massacre auricular dos norte-americanos, começou a ouvir-se uma espécie de oração em brasileiro no palco 2, algo nos moldes de “na hora da foda da nossa morte; na foda da hora da nossa foda da nossa morte; em nome de Satã!”. Não era bem, bem uma oração, mas sim uma “Prece”, intro de “Hóstia”, o novo registo dos Filii Nigrantium Infernalium. Ao som de “A Forca de Deus” e ao fim de 20 anos este que vos escreve já andava no meio do slam com um sorriso de orelha a orelha, e esta foi a melhor forma que encontrei para descrever quão bom foi o concerto de Belathauzer & Cia.. “Estais gostando? Apreciais o som?” – perguntou Belathauzer. Estávamos e apreciávamos. “Cadela Cristã” e o clássico “Abadia do Fogo Infernal” também marcaram presença num concerto em que vocalista e baixista benzeram o público com sábias palavras de louvor e devoção. Imperdíveis.

rsz_10suffocationSuffocation (Pedro Félix)

Com a cerimónia quase a chegar ao fim, ainda houve tempo para ver os belgas Evil Invaders a agraciarem os presentes com um speed metal moderno e cativante, tendo dado um concerto forte e com bastante adesão do público. Uma vez mais, o jogo de luzes agora instalado no palco principal realça as actuações e permite uma melhor visualização e relevo do que acontece em cima do palco. Para encerrar o ritual, o pagan black metal dos galegos Lóstregos e o black/thrash/doom metal dos espanhóis Totengott dobraram os sinos no palco SWR Arena, tendo a igreja encerrado as portas por volta das 4:15. Em suma, o segundo dia do SWR Barroselas Metalfest conseguiu reunir, uma vez mais, diferentes faunas do mesmo género em harmonia para desfrutarem daquilo que realmente importa – boa música, amizades, muitos copos e promessas para o último dia do certame, que iniciaria poucas horas depois. Quando a fé dos crentes assenta no metal mais extremo e underground, seja ele black, death, thrash, speed, doom, sludge, crust ou grindcore, a catedral de Barroselas é o porto seguro perfeito para abrigar tantas almas perdidas. Milagre da fé.

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Texto: João Correia
Fotos: Pedro Félix

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[Reportagem] Haggard + Sound Storm + Eternal Silence: na caverna dos bardos (31.10.2018 – Graz, Áustria)

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Haggard (Foto: Ágata Serralva)

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Haggard + Sound Storm + Eternal Silence
31.10.2018 – DomImBerg, Graz (Áustria)

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Subimos pelo interior da montanha em busca dos bardos. Literalmente.

Percorremos um trilho de túneis perfurados durante a Segunda Guerra Mundial, para abrigo da população. Enquanto avançamos lado-a-lado com pequenas galerias de abrigo, a temperatura arrefece ao longo dos 17000 m2, prontos para resguardar 50.000 pessoas de raides aéreos. Só pela envergadura desta obra, já vale o esforço da caminhada íngreme para o DomimBerg, a Catedral na Montanha.

É nesta caverna feita catedral que nos preparamos para assistir aos bardos Haggard e aos seus convidados pontuais desta tertúlia de Outono: os italianos Eternal Silence e Sound Storm.

Eternal Silence (Foto: Ágata Serralva)

Ainda com a caverna mais repleta de sombras que corpos, os Eternal Silence iniciaram às 20h em ponto, com o seu metal gótico/sinfónico cheio de energia e descomplexado.

Com um set curto, pelas vozes de Marika Vanni e Alberto Cassina, saltaram e pediram palmas, debitando uma secção rítmica festiva e arranjos vocais criativos, como é apanágio das bandas italianas deste género.

Temas como “Dreambook”, “Unbreakable Wil”l e “Hell on Earth”, do álbum “Chasing Chimer”, ou “Lucifer´s Lair” e “Fighter”, do álbum “Mastermind Tyranny”, mostraram uma alegria trovadoresca de uma banda que é a primeira a chegar, mas também é a última a ir embora da festa.

Sound Storm (Foto: Ágata Serralva)

Os Sound Storm tocaram de seguida e interpretaram o bardo engatatão, meloso, com algum excesso de teatralidade, que canta as ladainhas comuns do power metal sinfónico.

Com dois vocalistas novos no projecto, demonstraram falta de naturalidade em palco, mas com alguns momentos vocais surpreendentes: se a vocalista feminina Chiara Tricario é inconsistente no seu modo operático, Andrea Racco tem um registo agudo inesperado de grande força. Mas é o gutural death metal de Chiara que nos faz erguer o sobrolho e perceber que devia inverter os papéis com o vocalista masculino.

Assentando o setlist no seu álbum “Vertigo”, de 2016, e introduzindo temas de “Immortalia”, foram uma cópia de Epica sem capacidade de composição – embora a solidez da banda surgisse quando a teclista Elena Crolle tomava conta dos arranjos.

O concerto arrancou para o seu final com “To The Stars”, o single de apresentação dos novos membros, e desfilou com “Torquemada” e “The Portrait” até à chuva de palmas… quando chamaram por Haggard.

Haggard (Foto: Ágata Serralva)

Com o último álbum lançado em 2008, vários membros e formatos de banda passados, a curiosidade sobre Haggard era muita. Apresentaram-se com dez membros em palco, com recurso a violino, viola de arco, violoncelo, órgão e flauta transversal, a par da formação metal habitual.

Conduzidos por Asis Nasseri, maestro metódico e minucioso que abriu o concerto com “Midnight Gathering”, a mini-orquestra tocou contos death metal com registo medieval: “Prophecy Fulfilled”, “Tales of Ithiria” ou “Eppur Si Muove” foram interpretados com entusiasmo, onde a força e o balanço vieram das cordas, e a delicadeza do órgão feito cravo e da voz soberba da soprano Janika Gross, sempre acompanhada de forma cristalina pela flauta transversal. A interpretação da vocalista germânica foi tremenda, repleta de confiança e afinação.

Nasseri foi um comunicador erudito e consciencioso do lugar de Haggard no metal, pautando o concerto de momentos mais intimistas de conversa com o público com outros mais inspirados e proféticos.

Com o tríptico “In a Pale Moon´s Shadow”, “Per Aspera Ad Astra” e “Seven From Afar”, o bardo alemão preparou o encore de “Awaking the Centuries”, despedindo-se, ecoando pelas cavernas a sinfonia do seu metal.

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Texto: Daniel Antero
Fotos: Ágata Serralva

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[Reportagem] Moonspell: depois da tempestade não vem a bonança (27.10.2018 – Figueira da Foz)

João Correia

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Foto: João Correia

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Moonspell
27.10.2018 – CAE, Figueira da Foz

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Cinco bilhetes. Faltaram vender cinco bilhetes para que o CAE da Figueira da Foz tivesse a lotação esgotada neste espectáculo da digressão dos Moonspell. A determinada altura do evento, Fernando Ribeiro chegou mesmo a dizer: «À medida que nos iam informando na Califórnia que cada vez se estavam a vender mais bilhetes para este concerto, ficámos surpreendidos». Ironicamente, poucas semanas após a tempestade Leslie quase ter dizimado a Figueira da Foz, com notícias de gruas dobradas ao meio, árvores adultas arrancadas pelas raízes e milhões de euros em prejuízos, os brandoenses fizeram uma prece pelas 795 almas presentes com a sua interpretação do maior evento cataclísmico alguma vez registado em Portugal – o grande terramoto de Lisboa, tão bem representado em “1755”.

Aos instantes iniciais de “Em Nome do Medo”, a banda recebeu uma enorme ovação dos sentados e levantados. “Sou sangue de teu sangue, sou luz que se expande”, gritou Ribeiro, vestido de homem da lanterna do Barroco, e que foi replicado em uníssono num auditório rendido às evidências em poucos instantes. “1755” logra ser o trabalho mais ambicioso, complexo e arrojado de toda a carreira dos Moonspell, bem como um dos mais bem cotados pela imprensa especializada um pouco por todo o mundo. Os segredos para isso são simples: apoiaram-se no drama natural e real mais profundo do nosso país, apostaram em elementos sinfónicos que visaram mimetizar o caos, medo, desespero e mortandade que as populações de Lisboa sofreram com um evento que demorou na sua totalidade menos de uma hora e, novidade das novidades, compuseram um disco integralmente em língua portuguesa. Este último pormenor faz toda a diferença junto do público e fãs, que não só entendem perfeitamente as letras, como as repetem com muito mais facilidade – assim foi com o tema seguinte, “1755”, com o seu “Não, não deixarás pedra sobre pedra” e com o que veio a seguir, “In Tremor Dei”, em que os fãs ecoaram “Lisboa em chamas, caída”. Por esta altura, poucas eram as pessoas sentadas e ainda menos eram as desinteressadas.

De seguida, os Moonspell passaram da catástrofe divina actual para as avenidas do passado com um set que incluiu as obrigatórias “Opium” e “Awake”. Feito isto, entrelaçaram “Ruínas” e “Evento”, ambas de “1755”, com os clássicos “Vampiria” e “Herr Spiegelman”, dando término à primeira parte da actuação com uma versão de “Lanterna dos Afogados”, também esta presente no último longa-duração. Durante todo o evento foi notória a aposta em mais truques de luzes como lasers verdes emanados das mãos de Fernando Ribeiro ou uma cruz que emitiu lasers vermelhos e que o mesmo empunhou, aliando à faceta sonora efeitos visuais cujas metáforas ficam abertas à interpretação. Finda a primeira parte, a sensação geral foi a de que o tempo passou a voar, prova nítida de que um concerto bem-conseguido não é apenas uma demonstração musical, mas, principalmente, um acto de entretenimento, que convenceu desde as crianças mais tenras coladas ao palco, aos idosos que, movidos pela curiosidade e pela parca oferta de cultura nesta cidade balnear, compareceram e abanaram o capacete, ainda que (presumivelmente) alheios à banda.

Para o final, “Todos Os Santos” (em que, uma vez mais, a repetição da frase chave “Faz dia em Portugal” abalou a estrutura arquitectónica do CAE), a imprescindível “Alma Mater”, cujo refrão em português também foi repetido amiúde e, em jeito de despedida, mas também do chamado dos lobos, “Fullmoon Madness”, na qual o macho alfa uivou aos betas e aos ómegas, reunindo a cada vez maior alcateia e firmando a supremacia da espécie na sua zona de origem. A cada concerto, do Japão ao México, cada vez menos falta cumprir-se Portugal. Para não variar, a matilha fez questão de dar autógrafos, conviver com fãs e tirar fotos com quem assim quisesse, passando quase tanto tempo dedicada a esta actividade como o fez a tocar – é uma coisa muito metaleira, uma coisa muito nossa. A jogar em casa, os Moonspell vão somando pontos e conquistando igualmente gerações mais recentes e da velha-guarda, tudo fruto da seriedade com que encaram o seu trabalho, de um talento inquestionável e de um esforço e de uma crença inauditos na nossa praça. Entre mortos e feridos, os Moonspell saem sempre incólumes. Dizer o contrário seria uma “infâmia, infâmia”.

Texto e fotos: João Correia

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Warrel Dane (1961-2017): mini-documentário de “Shadow Work”

Diogo Ferreira

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A 13 de Dezembro de 2017 a comunidade metal era tomada de assalto pela notícia que dava conta da morte de Warrel Dane, voz inconfundível de bandas como Sanctuary e Nevermore.

Dane encontrava-se em São Paulo (Brasil) a gravar o seu novo álbum a solo quando o coração falhou. Todavia, muito já estava feito para se parar e, após revisão de todo o material disponível, as pessoas envolvidas decidiram levar em frente o lançamento deste “Shadow Work”. Será lançado a 26 de Outubro pela Century Media Records.

A poucos dias dessa edição, a Century Media Records reúne as imagens captadas durante as sessões de “Shadow Work” para revelar um mini-documentário que inclui as últimas aparições de Warrel Dane.

 

 

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