#ChooseUltraje

Concertos

[Reportagem] Vagos Metal Fest 2017: Alfa e Omega de uma ‘holy heavy metal mass’ (Dia 2)

Diogo Ferreira

Publicado há

-

DSC_0068(Primordial)

O segundo dia da segunda edição do Vagos Metal Fest (VMF) tem um início agridoce: é que os Implore são uma das maiores promessas do death metal e tocaram às 16h para algumas centenas (que, ainda assim, foram aumentando) e debaixo de um Sol ardente. Senhores de um death/grind old-school com pitadas de sludge e modernidade, a banda – que é a grande aposta da Century Media Records – lá conseguiu sacar uns circle pits enquanto eram cuspidos temas atrás de temas.

DSC_0698(Implore)

Depois, o hardcore chegou à Quinta do Ega com os Brutality Will Prevail. Com os galeses é meter o pé no acelerador, activar o botão do groove e saltar o mais energeticamente possível. Ainda que o hardcore seja o género musical estranho ao VMF, o público deixou-se levar pela intensidade da banda. No final, o vocalista Louis Gauthier ainda teve tempo para uma sessão de crowdsurfing perante uma audiência rendida à sua actuação.

DSC_0774(Brutality Will Prevail)

A única proposta nacional do dia foi garantida com os Hills Have Eyes que dentro do metalcore são quem mais cartas tem dado. Entre riffs tensos e berros potentes, os temas acabam por encontrar uma faceta muito mais melódica e popalhuda com os refrães amigáveis. Como era de esperar, entrega por parte da banda não faltou e o público respondeu animadamente.

A vinda dos Metal Church era bastante aguardada – Portugal é país de thrash metal, e Mike Howe é sinónimo de clássico do género. Os norte-americanos abriram com a intemporal “Fake Healer” para, durante quase uma hora, debitarem clássico após clássico do melhor que o thrash metal já nos ofereceu. Em palco, Howe e os restantes Metal Church foram incansáveis, o que lhes valeu a primeira vaga a sério de crowdsurfing do dia realizada maioritariamente pelo público mais jovem. Em termos de som, pouco poderia ter melhorado, tal foi a qualidade a que se assistiu. Por fim, foi o reviver de uma época que passou, mas que marcou, e saímos do concerto com um sorriso de satisfação.

DSC_0793(Metal Church)

Da República da Irlanda desceram os Primordial com a atitude de sempre: rebeldia, respeito, altivez e liderança. E a liderança é, afinal de contas, a maior arma de Alan Nemtheanga que, não parando quieto, incita tudo e todos com a sua postura de guerra e constante erguer de braços. Temas como “No Grave Deep Enough”, “Coffin Ships”, “Gods To The Goddless” ou “Empire Falls” fizeram parte de um enorme espectáculo que, infelizmente, foi contrariado por problemas ocasionais de som ao nível do microfone. A actuação foi irrepreensível, e se calhar até demais para um festival com um público tão vasto – é que uma boa parte dos presentes esqueceu-se ou não sabia que em “Rome Burns” é obrigatório cantar “sing to the slaves that Rome burns”.

DSC_0141(Primordial)

Os Korpiklaani devolveram a vontade de folia aos presentes com o seu folk metal regado a vodka, agressividade e muita diversão. Jonne Järvelä e restantes membros não fizeram a coisa por menos e causaram sérios ‘problemas’ aos seguranças que controlavam o fosso com uma vaga de corpos a voar na sua direcção. A banda teve oportunidade de rever um pouco de toda a sua carreira, sempre com energia suficiente para fazer o público cantar, dançar e pular. Na despedida, coros e cânticos ao colectivo finlandês, bastante acarinhado pelo público português e que sentiu que fez mais um bom trabalho.

DSC_0277(Korpiklaani)

Com os Soulfly veio a maior enchente da edição deste ano. Há horas que já se ouvia falar deste concerto em conversas de tarde com uma cerveja na mão, e os brasileiros não deixaram ninguém indiferente. Oferecendo um som altamente agressivo, Max Cavalera, agora com 48 anos, vai fazendo o que pode e mais não lhe compete: actua, puxa, berra – é um dos mais carismáticos de sempre. Por outro lado, Marc Rizzo é que ‘manda’ nos Soulfly com solos a serem executados ininterruptamente e cheios de precisão! Quem estava à espera de passar um concerto inteiro a olhar para Max, veria as suas previsões goradas porque os olhos e atenção teriam obrigatoriamente que se virar também para Rizzo. “Blood Fire War Hate”, “We Sold Our Souls to Metal”, “Seek ‘n’ Strike”, “Rise of the Fallen”, “Refuse/Resist” e “Jumpdafuckup / Eye for an Eye” (que resvalou para a “The Trooper”, dos Iron Maiden) foram algumas das composições apresentadas em Vagos. Em poucas palavras, a paixão entre Soulfly e Portugal é magnânima.

DSC_0310(Soulfly)

Em conluio com o Diabo e o Vaticano ao mesmo tempo, os Powerwolf (que foram constantemente agraciados por uivos por parte do público) vieram, viram e venceram. Os Soulfly podem ter obtido o maior número de adeptos, mas os Powerwolf tiveram do seu lado a ‘claque’ mais fervorosa que soube, sempre!, cantar os refrães de temas como “Blessed & Possessed”, “Army of the Night”, “Armata Strigoi”, “Coleus Sanctus”, “Sacred & Wild”, “Sanctified with Dynamite” ou “We Drink Your Blood”. Para além de ter sido a banda com a maior recepção, foi também a que mais energia apresentou (mesmo até mais do que Arch Enemy no dia anterior): Attila canta e encanta, Schlegel tanto está nos teclados (eram dois, um de cada lado) como na frente a puxar pelo público, Charles Greywolf e Matthew Greywolf empunham a guitarra de um lado para o outro, e van Helden (que, perdoem-nos, mais parece um padeiro com aquele lenço horrível na cabeça) dá, em fundo, a batuta e compasso. Grandiosa prestação!

DSC_0460(Powerwolf)

Com hora prevista para começar às 2:20, os Batushka, conhecidos padres ortodoxos da Polónia, só subiriam ao palco às 3 da madrugada. Ainda que a expectativa fosse enorme, as horas e o cansaço começavam a apertar ao ponto de tirar a paciência a uma ala do público que se exprimiu com alguns assobios e os típicos “’tá a andar!” ou “isso ‘tá bom, pá!”. “Litourgiya” é o missal escrito em 2015 e que ainda anda a ser pregado por toda a Europa. Com pompa e circunstância (não faltando os adereços do culto), coro e banda transformaram a Quinta do Ega numa igreja de Leste exibindo eficazmente todas as oito litanias da sua liturgia. O baptismo chegou a todas e todos numa celebração singular que Portugal quererá que se repita.

DSC_0585(Batushka)

-/-

Texto: Diogo Ferreira e João Correia
Fotos: João Correia

Concertos

[Festivais] Under The Doom V: A antevisão

Joel Costa

Publicado há

-

upload

O Under The Doom está a exactamente uma semana de ter início, com o RCA Club (Lisboa) a abrir as portas no dia 30 de Novembro para acolher nomes como Earth Electric, Mourning Sun, Painted Black e When Nothing Remains.

Os Painted Black têm em “Raging Light” – editado em Outubro passado – o seu mais recente trabalho, que vê a banda lisboeta com raízes na Covilhã a apresentarem uma sonoridade rejuvenescida, fugindo um pouco do doom que os caracterizou na altura da estreia, em 2010, com “Cold Comfort”, e explorando pastagens mais post. A estrearem-se este ano com “Vol.1: Solar”, que mereceu uma edição através da prestigiada Season Of Mist, estão os Earth Electric de Rune Eriksen (conhecido como Blasphemer durante a sua incursão nos noruegueses Mayhem) e Carmen Simões, dos agora extintos Ava Inferi. Bem conhecidos do público português e não só, esta dupla regressa com um projecto hard rock que se funde com um lado mais doom e progressivo, sem esquecer a vertente ritualista que sempre os acompanhou em projectos anteriores. Do lado internacional do cartaz para este dia, encontram-se os chilenos Mourning Sun que apresentarão o seu novo EP “Latitud:56’S” e os suecos When Nothing Remains, que têm em “In Memoriam”, de 2016, o seu mais recente e terceiro longa-duração.

O que esperar dos outros dias? A resposta é fácil: muito doom e gothic metal! Se bem que se estivermos a falar de Lacuna Coil – cabeças-de-cartaz para o dia 1 de Dezembro – haverá certamente quem diga que o que se pode esperar seja uma espécie de pop metal. Passando à frente, a banda de Cristina Scabbia traz “Delirium” aos palcos nacionais, um álbum que dividiu opiniões mas cuja actuação trará certamente alguns dos temas que marcaram o novo século, com álbuns como “Unleashed Memories” ou até mesmo “Comalies” a figurarem entre os melhores do género. E o que dizer de Liv Kristine? Com um percurso sólido tanto a solo como na sua passagem por bandas como Theatre of Tragedy ou Leaves’ Eyes, a cantora norueguesa peca apenas por não ter novidades discográficas desde “Vervain”, editado há três anos. “Vervain” oferece uma compilação bem variada de temas inéditos e que reúne as melhores qualidades que a artista foi capaz de desenvolver desde que se aventurou na sua carreira a solo, em 1997. Como seria de esperar de alguém que sabe o que está a fazer dentro da cena gótica, contem com uma actuação negra, bela e acima de tudo coerente.

No último dia do festival o RCA Club será invadido pelas florestas norueguesas, com os In The Woods… a trazerem a sua viciante atmosfera ao palco da capital. Com uma discografia repleta de pontos altos, “Pure” é a última novidade do quarteto, onde os temas lá presentes assumem uma identidade bem vincada e, como é habitual com os In The Woods…, esquecem as leis do tempo e criam todo um impressionante ambiente, que se vai construindo até dar origem a uma explosão de som. Os Ahab também marcarão presença, com o seu funeral doom metal a servir de marcha fúnebre para assinalar o começo do fim, daquela que será certamente uma excelente edição deste festival.

Pelos palcos do Under The Doom passam ainda nomes como os “nossos” Process Of Guilt – que são a mais recente confirmação para o cartaz de dia 2 de Dezembro -, Novembers Doom, Acherontas, Gold, Green Carnation, Inhuman, The Foreshadowing e Cellar Darling.

Mais informações abaixo:

Dia 30 Novembro – RCA Club / Lisboa
EARTH ELECTRIC – MOURNING SUN – PAINTED BLACK – WHEN NOTHING REMAINS 
Abertura de Portas – 20:30 / Início 21:00
Bilhete: 15€

Dia 01 Dezembro – Lisboa ao Vivo – Lisboa
LACUNA COIL – LIV KRISTINE – GREEN CARNATION – INHUMAN – THE FORESHADOWING – CELLAR DARLING
Abertura de Portas – 18:00 / Início 18:30
Bilhete: 35€ (Pré-venda / 36€ Próprio dia)

Dia 02 Dezembro – RCA Club – Lisboa
IN THE WOODS – AHAB – PROCESS OF GUILT – NOVEMBERS DOOM – ACHERONTAS – GOLD
Abertura de Portas – 18:00 / Início 18:30
Bilhete: 30€ (Pré-venda / 31€ Próprio dia)

Onde comprar bilhetes:
Venda Online (LetsGo.pt): http://bit.ly/2v5ruIl

Venda Online (unkind.pt):
http://www.unkind.pt/catalogo/listaprodutosbanda.php…

Bilhetes físicos e personalizados:

– Glam o Rama Rock Shop – Lisboa
– Loja Carbono – Amadora
– Quiosque ABEP- Lisboa (só bilhetes diários)
– RCA Club- Lisboa (só bilhetes de 3 dias e para dia 2 dez.)
– Fnac Almada – (só bilhetes para dia 1 Dezembro)
– Fnac Colombo – (só bilhetes para dia 1 Dezembro)
– Fnac Vasco da – Gama (só bilhetes para dia 1 Dezembro)
– Loja Piranha – Porto
– Loja Bunker – Porto

Preço dos bilhetes:

(30 nov). = 15€ – (á venda apenas no próprio dia)
(01 dez.) = 35€ – (36€ Próprio dia)
(02 dez.) = 30€ – (31€ Próprio dia)
Golden Tickets / Bilhetes 3 dias – 60€

Links:
https://www.facebook.com/UndertheDoomFestival/

Continuar a ler

Concertos

[Festivais] XXI SWR Barroselas Metalfest: Suffocation e Carpathian Forest entre as primeiras 15 confirmações

Diogo Ferreira

Publicado há

-

A XXI edição do SWR Metalfest Barroselas já se começa a compor com as primeiras 15 bandas que podes conferir no cartaz abaixo, sendo Suffocation e Carpathian Forest os nomes mais sonantes.

O festival realiza-se em Barroselas entre os dias 27 e 29 de Abril de 2018. O X-MAS Pack já pode ser adquirido AQUI. O evento oficial no Facebook já se encontra disponível AQUI.

23517572_1907823572591969_6035615394556862031_n

Continuar a ler

Concertos

[Concertos] Iron Maiden actuam em Lisboa a 13 de Julho de 2018

Diogo Ferreira

Publicado há

-

23517422_10154801187536415_6868458055393088685_n
A digressão mundial “Legacy of The Beast World Tour”, dos Iron Maiden, passa por Lisboa a 13 de Julho de 2018 na Altice Arena. Os bilhetes estarão à venda a partir de 24 de Novembro.

Segundo o post da Prime Artist, esta tour foi inspirada no jogo para telemóvel e no livro de banda-desenhada com o mesmo título e o design do palco para as actuações contará com uma série de “mundos” diferentes, mas interligados, com um alinhamento definido que vai cobrir uma grande selecção de material dos anos 80 e algumas surpresas de álbuns posteriores para adicionar diversidade.

Continuar a ler

Facebook

#UltrajeRadar

Ultraje #17