Reviews avulso: Ritualization | IC Rex | Bestial Raids | Ultraje – Metal & Rock Online
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Reviews avulso: Ritualization | IC Rex | Bestial Raids

ritualization_coverRitualization “Sacraments To The Sons Of The Abyss” [Nota: 7.5/10]
Editora: Iron Bonehead Productions
Data de lançamento: 03 Fevereiro 2017
Género: death metal

Death com grind, algo na veia de Vomitory com Terrorizer, 44 minutos de violência gratuita. Ouve-se bem os primeiros temas, depois começa a cansar? Não. Os 10 temas de “Sacraments…” são pura demolição do início ao fim, as músicas consomem-se como se um bem enrolado bob se tratasse e no fim ficamos com um sorriso de orelha a orelha. Se olharmos para a capa do disco, verificamos que há um imaginário da banda-alternativa-mas-que-se-tornou-lendária de Jesse Pintado, os Terrorizer. Há mesmo forte influência naquelas arrancadas para notas altas e cortantes sempre a rasgar. Mais… Se este álbum tivesse a voz de Oscar Garcia, talvez fosse clássico imediato! Estou certo que se o godfather of grind estivesse vivo e fizesse este álbum, todos lhe prestariam vassalagem e o colocariam nos píncaros, mais que “Darker Days Ahead”, de certeza. Neste caso, é só mais um álbum de death/grind. Mas bom.

 

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ICREX_TULENJUMALAT_FRONTCOVERIC Rex “Tulen Jumalat” [Nota: 7/10]
Editora: Saturnal Records
Data de lançamento: 03 Fevereiro 2017
Género: black metal

Ainda recentemente ouvi uma proposta um pouco parecida com estes IC Rex – os Quintessenz. Paira por aqui uma poeira semi-progressiva (talvez o som das guitarras?), num black com a voz em delay constante. Há uma certa tentativa de soar épico mas não consegue concretizar. Os teclados dão esse toque que se quer imponente mas, respeitando a qualidade que já existe nesta saturada gama de fabrico, IC Rex é apenas mais um projecto entre tantos outros, a lembrar, por exemplo, Corpus Christii e a voz de NH. “Prometheus”, com a entrada em cena de uma voz feminina e rematando com um solo pontiagudo, dá alguma cor a este registo de 48 minutos que, no global, sofre por ser um pouco monocórdico, tornando a referida faixa (sexta) o momento mais bem conseguido de “Tulen Jumalat” ou, traduzindo para inglês, “Gods Of Fire”.

 

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bestial_raids_-_master_satans_witchery_coverBestial Raids “Master Satan’s Witchery” [Nota: 2/10]
Editora: Nuclear War Now! Records
Data de lançamento: 01 Fevereiro 2017
Género: death/black metal

Confesso que ouvir este “álbum” para lhe fazer uma review foi atroz. Andei a engonhar dias a fio, mas lá teve que ser. Os compromissos são para se cumprir. Eu sei que a arte pode ter muitas interpretações e como diz o velho ditado: “Quem feio ama, bonito lhe parece”. Ok, tudo bem. A sabedoria popular é, normalmente, simples e suprema, mas no caso deste terceiro trabalho longa-penosa-duração dos polacos Bestial Raids, nem bonito, nem amor, nem feio sequer, nada. Bola! Lamento informar, mas estes 33 minutos, traduzidos em sete faixas, foram das coisas mais angustiantes que ouvi enquanto colaborador da Ultraje. Aliás, é talvez a pior coisa que ouvi na vida. Nada pessoal, simplesmente isto é algo que não devia sair cá para fora, devia ser proibido, ponto. Black metal incolor e inodoro, batida sempre igual e pergunto-me: Será que há alguém que goste disto para além da própria banda (ou alguns elementos da própria banda)? Até eu fazia isto em meia-hora de ensaios. Conselho à banda: mantenham-se como ouvintes.

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