Road To Jerusalem “Road To Jerusalem” [Nota: 7.5/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
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Road To Jerusalem “Road To Jerusalem” [Nota: 7.5/10]

rsz_road_to_jerusalem_cover2Editora: ViciSolum Productions
Data de lançamento: 02 Março 2018
Género: hard rock/rock clássico

Cada nova banda, cada novo projecto que se forma com o firme propósito de recuperar o som “clássico” do hard rock fá-lo possivelmente com a melhor das intenções. A malta aqui envolvida (o ex-The Haunted Per Møller Jensen, o ex-Konkhra Michael Skovbakke, Andreas Holma dos Scar Symmetry e o vocalista Josh Tyree) não será excepção e garante à partida qualidade de composição e interpretação. Sim, os Road To Jerusalem são outro desses projectos com a “visão” de recuperar o espírito dos Zeppelin e mais um colectivo com a etiqueta de superbanda. No entanto, este disco de estreia homónimo não é daqueles pretensiosos que se propõe salvar a vaga de rock clássico como os Airbourne, não é espampanante como os Rival Sons ou os Greta Von Fleet e não embarca em primeira classe no comboio da estética retro como os Firebird. Não senhor. os Road To Jerusalem são bem mais discretos e honestos.

“Road To Jerusalem” vagueia entre solos de puro desespero (ouvir os leads de “Poison Ivy”) e o tom vocal circunspecto de Tyree que, imagine-se, chega à soul negra e ao prog-Canterbury via Copenhaga. Tem composição sólida, interpretação confiante e doses certas de progressão e experimentalismo, sobretudo nas estruturas e ritmos. Por outro lado, não esperem encontrar aqui os refrões orelhudos, os gimmicks das bandas feitas para o YouTube e nem uma supereditora que os coloca em todo o lado. E isso pode fazer com que “Road To Jerusalem” se desvaneça lentamente na estrada congestionada do rock retro ao pôr-do-sol ou, por outro lado, pode transformá-lo num tesouro que os caçadores de autenticidade não desperdiçarão. Uma coisa é certa: este projecto não é o amor imediato de quem consome discos sem nunca verdadeiramente se dedicar a eles. Quem, no entanto, quiser investir o seu tempo nele, sairá compensado com um conjunto de temas coesos de hard rock “clássico” robusto e inteligente. Não tremendamente inspirado, mas com a qualidade de quem sabe o que faz e tem alguma coisa para dizer.

7.5/10
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