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Ross the Boss “By Blood Sworn” [Nota: 8/10]

Pedro Felix

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ro_bbs_c_600x600Editora: AFM Records
Data de lançamento: 20 Abril 2018
Género: heavy metal

O curriculum de Ross The Boss é daqueles que ocupam várias páginas da história da música, nomeadamente o metal e o punk, sendo este o estilo por onde começou. Para quem se move nos círculos metálicos basta referir o nome Manowar para se compreender a força das raízes deste guitarrista. Co-fundador dessa emblemática banda, Ross, desde esses tempos, já passou por vários outros projectos musicais, mas, para a presente situação, o que está na mesa é a sua carreira a solo. “By Blood Sworn” é o seu terceiro lançamento, sendo que oito anos o separam do anterior. Para quem nunca ouviu é preciso afirmar, logo de início, que se estão à espera do power dos Manowar, desenganem-se; Ross segue o seu caminho e enterra com firmeza a bandeira do heavy metal no seu território musical.

O álbum inclui dez temas, sendo que a edição em digipak traz três extra, incluindo uma versão de “Hail And Kill” dos Manowar. Sobre estes três temas não nos podemos pronunciar, visto não constarem do alinhamento do promo recebido. Dos restantes dez, sim, podemos opinar, e, se forem exemplo para os temas extra, então velará bem a pena a versão em digipak.

O heavy de Ross é puro, com alguma influência americana e bastante rock à mistura. A aproximação é clássica, embora seja incorrecto afirmar ser “revivalista” ou “old-school”, mas sim clássica em conceito e moderna em execução. Outra coisa de que não se pode acusar este trabalho é de ser repetitivo. A diversidade musical entre os temas é grande, sem, no entanto, comprometer a integridade do grupo, sem cair numa manta de retalhos, sem perder o foco, conseguindo manter fresco o som de início a fim. Por falar em fim, o álbum encerra com “Fistful Of Hate”, um heavy poderoso recheado de melodia que fecha com chave de ouro o que fora iniciado de forma quase épica pelo tema-título. Pelo meio temos a melancolia de “Among The Bones”, o magistral solo de “This Is Vengeance” e “Faith Of The Fallen”, a balada que não podia faltar. O problema de “By Blood Sword” é que se começamos a nomear faixas acabamos por correr todas, já que é impossível considerar que alguma se destaca de outra ao ponto de a ofuscar.

Última referência para a soberba voz de Marc Lopez, capaz de uma amplitude invejável entre o agressivo, o melódico e o agudo. É a cereja no topo do bolo.

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Rebel Wizard “Voluptuous Worship of Rapture and Response”

Diogo Ferreira

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Editora: Prosthetic Records
Data de lançamento: 17 Agosto 2018
Género: heavy/black metal

O projecto australiano Rebel Wizard pertence àqueles casos de nicho e de segredo mas está na altura de puxar Bob Nekrasov da toca, ainda que o projecto não esteja esquecido nos meandros do underground – afinal de contas, Rebel Wizard está na Prosthetic Records, casa de bandas como Exmortus, Hour Of Penance, Skeletonwitch ou Venom Prison.

O que se passa de tão interessante nesta banda, e em especial neste “Voluptuous Worship of Rapture and Response”, é a mistura que o artista faz entre black metal e heavy metal tradicional. Curioso é também o detalhe que Nekrasov deseja dar aos seus temas, com foco directamente apontado ao comprimento dos títulos: “The prophecy came and it was soaked with the common fools forboding”, “The poor and ridiculous alchemy of Christ and Lucifer and us all” e “Mother Nature, oh my sweet mistress, showed me the other worlds and it was just fallacy” são os melhores exemplos.

Mas como o que importa realmente é a música, em Rebel Wizard tanto podemos sentir o poder melódico e épico de um lead virtuoso heavy metal sacado lá dos anos 1980 – o que geralmente acontece no início dos temas – como podemos ser invocados a participar em rituais misticamente obscuros através de paredes de som cruas e agressivas que nos remetem a sonoridades black metal típicas de países como Austrália e Nova Zelândia, falando portanto de uma crueza sónica bastante pestilenta e gritante.

Que é bom não há dúvida, restando apenas a questão: e se isto fosse captado e produzido de forma mais profissional e polida? Se ouvires este disco poderás fazer a mesma pergunta e talvez não saibas a resposta, porque se a ala heavy metal é capaz de pedir uma captação mais diamantina, as excursões ao black metal estão bem pensadas por mais que se ouça muito ruído estridente. Todavia não será esta dicotomia que nos vai travar de ouvir Rebel Wizard.

Nota Final

 

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Massive Wagons “Full Nelson”

Diogo Ferreira

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Editora: Earache Records
Data de lançamento: 10 Agosto 2018
Género: rock

O Verão de 2018 tardou mas chegou e para tal nada melhor do que rodar um bom disco de rock n’ roll. Como o Verão não há-de ir já embora, acreditamos que ainda vamos ter muitas ocasiões para ouvir este regresso dos Massive Wagons que, ao longo de 12 faixas directas, nos proporcionam um bom momento musical repleto de malhas rock n’ roll que se inspiram no passado mas que se projectam no presente devido a uma muito boa produção. Todos os membros desta banda inglesa sabem onde se posicionar e todos têm o seu spotlight, mas na verdade esta é uma banda de colectivismo e não individualismo, sendo que tudo funciona muito bem quando unidos faixa após faixa. No entanto, o destaque vai indubitavelmente para Baz Mills que se apresenta um vocalista rock dos quatro costados com um sentido de catchiness incrível que resulta em refrãos orelhudos – mas lá está, sem os companheiros seria impossível chegar-se a secções musicais tão boas, caindo nós na mesma observação anterior de que os Massive Wagons funcionam realmente bem em conjunto. Particularmente, e mesmo com muito humor à mistura, a banda não esquece a crítica à vida digital que levamos em “China Plates”, arranja espaço para uma power-ballad em “Northern Boy” e recorda Rick Parfitt (Status Quo) numa nova versão de “Black to the Stack”. Indicado para fãs de Audrey Horne.

Nota Final

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Reviews avulso: Moenen of Xezbeth | Zero Down

Diogo Ferreira

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Moenen of Xezbeth “Ancient Spells of Darkness…” [Nota: 6/10]
Editora: Nuclear War Now! Productions
Data de lançamento: 01 Agosto 2018
Género: black/doom metal

Devotados ao black metal em mid-pace, este projecto belga tem uma orientação crua que arranca de nós sentimentos cavernosos e obscuros muito à custa da sua sonoridade dungeon, provando que é uma produção rude que faz sentido nesta abordagem musical. Há ainda uma inclinação ao doom que se enquadra no tal andamento a meio-passo. Todavia, e por mais honesto que possa ser, as parecenças entre faixas representam o toque do alarme no que ao enfado diz respeito, já que as malhas de guitarra, a voz e a bateria não saem de uma zona de conforto originada no início do disco. Ainda assim, vale a pena mencionar os teclados que oferecem atmosfera e a tal condução a soundscapes oriundas de caves húmidas.

 

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Zero Down “Larger Than Death” [Nota: 6/10]
Editora: Minotauro Records
Data de lançamento: 10 Agosto 2018
Género: heavy metal

Heavy metal old-school naquela vertente NWOBHM é o que podemos esperar desta banda sediada em Seattle (EUA). Malhas corridas, twin-guitars, baixo grosso, algumas vozes high-pitched e até cowbell – está tudo neste “Larger Than Death”, mas falta algo… E deparamo-nos com o problema quando percebermos que os Zero Down não querem passar do revivalismo doutros tempos. Contra isso nada, mas a indústria musical, os fãs e os críticos dão ar de si se quiserem que o tradicional seja respeitado, ainda que com o arrojo de se estar no Séc. XXI e tentar um ou outro toque mais moderno. Esta nova proposta tem o seu vigor próprio, mas falta-lhe um kick épico e realmente cativante que não se destaca alargadamente. Bem tocado, mas pouco memorável.

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