Sacred Steel “Heavy Metal Sacrifice” [Nota: 8/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Sacred Steel “Heavy Metal Sacrifice” [Nota: 8/10]

595946Editora: Cruz del Sur
Data de lançamento: 14 Outubro 2016
Género: heavy metal

Os Sacred Steel estão de volta com mais uma masterpiece de heavy metal épico à sua maneira, sem compromisso e em que se pode confiar mesmo antes de carregar no play. O músculo alemão regressa com mais 11 hinos para as batalhas dos próximos tempos, confrontos que se avizinham duros. Por alguns considerados os Manowar europeus – mas sem os pseudo-machismos e la la la’s melosos –, estes mestres do aço germânico, oriundos de Ludwigsburg, são daqueles casos em que está tudo à vista, sem subterfúgios. Aqui é steel para trás e para a frente e não há muito de diferente a nível de conceito lírico e até da filosofia da própria banda. Instrumentalmente, o quinteto também se rege por estruturas muito parecidas de música para música, mas ainda assim, sempre impregnadas de dinâmica e determinação. O trocadilho da primeira faixa, “(Intro) Glory Ride”, mostra a tal conotação com os Manowar e, das duas uma: ou é brincadeira ou devoção. “The Sign Of The Skull” também remete para os coros clássicos da banda de Joey DeMaio. Sacred Steel roça um certo tipo de metal com orientações semi-progressivas, indo um pouco mais além do mero heavy épico/clássico – apesar dessa ser a sua trademark –, e chama nomes à baila como Sanctuary ou Nevermore. E porquê? Porque a voz de Gerrit Mutz, transpira Warrel Dane forte e feio.

Ao longo destes 47 minutos que compõem “Heavy Metal Sacrifice”, a imagem do gigante norte-americano, com os seus longos cabelos loiros, chapéu à cowboy e brinco no nariz, é recorrente. Vá lá que o vocalista alemão não tem (ou não usa) os falsetes de Dane, porque então seria complicado distinguir. Não sendo tão técnicos como os autores de “Refuge Denied” ou “Dead Heart In A Dead World”, este disco será, com toda a certeza, do agrado dos fãs das referidas bandas seminais norte-americanas. “Heavy Metal Sacrifice” é mais uma batalha – a nona – vencida e sem grandes baixas por parte do contingente Sacred Steel, que volta com as armaduras praticamente intactas. Como tal, sacrifiquem-se uns borregos e celebre-se com vinho e señoritas. Já agora, o que é aquilo, de seu nome “Iron Donkey”, que fecha o álbum? Ah… já sei, são os Sacred Steel em modo ‘seca adegas’ pós-festa.

8/10
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