Scuorn “Parthenope” [Nota: 8/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
Reviews

Scuorn “Parthenope” [Nota: 8/10]

rsz_scuorn_-_parthenope_-_album_cover_-_2017_-_dusktoneEditora: Dusktone
Data de lançamento: 25 Fevereiro 2017
Género: black metal sinfónico/folclórico

As notícias e os exclusivos foram pingando na Ultraje até que finalmente pudemos pôr os ouvidos neste enorme empreendimento de título “Parthenope”. Não só o conceito milenar é interessante como também todo o processo: da música ao artwork, tudo foi gerido com pormenor. Dos convidados destacamos Riccardo Studer (Stormlord) que ajudou Giulian nas orquestrações e o artista russo, de nome Alex, que com perícia transformou em imagens o ideal por detrás de cada faixa.

É de black metal épico, sinfónico e folclórico que tratamos quando Scuorn vem à baila e em apoio aos riffs que rasgam e aos berros guerreiros temos uma barragem sonora de orquestrações imponentes – umas vezes apocalípticas, outras vezes exóticas – e diversos instrumentos locais que a tudo dão sentido em termos musicais. “Parthenope” não é aquele álbum de black metal desenfreado, mas é robusto e furioso com um andamento muitas vezes a mid-tempo que martela eficazmente. Todo ele é bélico e há uma enorme tendência à noção de honra, algo que se sente logo com a música e quase nem é necessário recorrer à leitura do que aqui é energicamente contado/cantado. Ainda que a produção seja raras vezes um pouco desequilibrada, as guitarradas pujantes bailam livremente com a orquestra e nota-se um grande trabalho nesse departamento – a verdade é que tal abordagem já é quase banal no metal e nem todas as bandas conseguem demonstrar tamanha gentileza (ainda que raivosa) e técnica em unir dois géneros distintos (metal versus clássico) mas que, sabe-se, andam de mão dada desde sempre.

Com “Parthenope” vamos ao pico de emoções épicas e cinematográficas como, a seguir, somos engolidos pelo inferno do Vesúvio em erupção. Ainda que muita coisa boa já tenha sido feita, os amantes do género que se atravessem com Scuorn não ficarão indiferentes se mergulharem intensamente neste projecto único – e é assim que Scuorn deve ser ouvido, de forma intensa e dedicada.

 

8/10
Topo