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Semana Bizarra Locomotiva: Os álbuns que mudaram a vida de Rui Sidónio

Joel Costa

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Os Bizarra Locomotiva não só foram os precursores da música industrial no nosso país, como alcançaram o estatuto de principal referência do género no panorama musical português. Na primeira publicação da Semana Bizarra Locomotiva, o vocalista e letrista Rui Sidónio fala à Ultraje sobre alguns dos álbuns que mudaram a sua vida, apresentados por ordem cronológica. Haverá muito mais para descobrir nos próximos dias!

Iron Maiden
“Live After Death”
[1985, EMI]

«O primeiro disco que julgo que terá mudado mesmo a minha vida foi o “Live After Death”, dos Iron Maiden, que é capaz de ter sido um disco que me fez gostar de música a sério, de procurar música e não ouvir só aquilo que passava na rádio. Depois, há uma influência muito grande do Bruce Dickinson na minha maneira de estar em palco, que não é assim óbvia em termos de sonoridade mas que foi, se calhar, o único vocalista de quem eu realmente fui mesmo fã na idade em que nós podemos ser fãs a sério de alguma coisa.»

Sepultura
“Beneath The Remains”
[1989, Roadrunner]

«Foi a primeira vez que eu tive um contacto a sério com o gutural. Na altura, eu já cantava em algumas bandas com pessoal do meu bairro – e a palavra se calhar era mesmo cantar, eu tentava cantar – e a partir dali passei a berrar tudo o que fazia e a sentir-me muito mais confortável. Devo isso a esse chapadão no focinho que foi o “Beneath The Remains”.»

Nine Inch Nails
“The Downward Spiral”
[1994, Nothing/Interscope]

«Foi um disco que me bateu imenso numa altura em que já fazia música mas que me fez cimentar um bocado esta parte industrial, sem ir pelo mesmo caminho.»

Deftones
“White Pony”
[2000, Maverick]

«Por último, e talvez o menos óbvio, “White Pony” dos Deftones. Não tanto por me influenciar, mas foi um disco que ouvi durante três anos seguidos e que me surpreendeu. Os Deftones seriam uma banda de nu-metal e era um subgénero que me passava completamente ao lado. Este disco apanhou-me numa fase da vida em que me disse imenso.»

Visita a loja online da Rastilho para conheceres as últimas novidades discográficas dos Bizarra Locomotiva, entre elas o mais recente longa-duração “Mortuário” e a re-edição do “Álbum Negro”.

A Ultraje volta com a Semana Bizarra Locomotiva amanhã, dia 4 de Setembro, com um novo artigo.

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Gojira disponibilizam concerto no Pol’And’Rock Festival

Diogo Ferreira

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Captado a 2 de Agosto de 2018 no Pol’And’Rock Festival (Polónia), este concerto chega agora às massas através do seu carregamento no canal oficial de YouTube dos Gojira. Ao longo de cerca de 77 minutos, desfilam temas como “Stranded”, “Flying Whales”, “The Cell”, “Silvera”, “L’Enfant Sauvage” ou “The Shooting Star”.

“Magma”, de 2016, é o álbum mais recente dos franceses e fora lançado pela Roadrunner Records.

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Dead (1969-1991): a morte faz 50 anos

Diogo Ferreira

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Consideramos com facilidade que o berço do black metal é a Noruega com todas as suas importantes bandas: Mayhem, Burzum, Immortal, Darkthrone, Satyricon, Gorgoroth… Mas há uma realidade da qual nos esquecemos ingenuamente: 1) Quorthon e os seus Bathory eram suecos, reinando na cena extrema nórdica anos antes das bandas atrás mencionadas; 2) Dead, que foi vocalista dos Mayhem entre 1988 e 1991 e que se tornara no mais infame frontman da época, era sueco. Posto isto, as bases do black metal têm, e muito, sangue sueco… E de sangue percebia Dead.

Per Yngve Ohlin, mais conhecido por Dead, nasce a 16 de Janeiro de 1969 em Estocolmo, Suécia. Faria hoje 50 anos.

Depois de uma infância conturbada, especialmente por causa de problemas de saúde e alegado bullying, Per, tantas vezes chamado de Pelle, iniciaria a sua vida artística ainda na adolescência ao ajudar a fundar os Scapegoat e depois os Morbid em 1987, banda em que grava as três primeiras demos já como Dead, alcunha que escolhe para relembrar a sua experiência de quase-morte. No ano seguinte ingressava nos noruegueses Mayhem depois de ter entrado em contacto com o baixista Necrobutcher. Na encomenda que enviou para a Noruega, relata-se que constava uma cassete, uma carta com as suas ideias e um animal morto.

Por obra do destino, Dead chega aos Mayhem logo após “Deathcrush” (1987) e bem antes de “De Mysteriis Dom Sathanas” (1994), mas isso não lhe retira importância na banda numa altura em que o primeiro disco, o tal de 1994, já andava a ser composto. A voz e performance de Dead eterniza-se no icónico “Live in Leipzig” de 1993, álbum ao vivo lançado após a sua morte em 1991.

A 8 de Abril de 1991, Dead suicida-se. Corta os pulsos e a garganta e dá um tiro na cabeça. Deprimido por natureza, Dead possuía ainda um sentido de humor nato ao deixar a nota “desculpem o sangue”, bem como outros pensamentos e a letra de “Life Eternal” que seria incluída em “De Mysteriis Dom Sathanas”. Euronymous (1968-1993), ao encontrar o corpo do amigo e colega, decide então fotografá-lo, dando origem à capa de “The Dawn of the Black Hearts – Live in Sarpsborg, Norway 28/2, 1990”. Esta mórbida decisão levara o baixista Necrobutcher a abandonar os Mayhem e a não participar na formação histórica de “De Mysteriis Dom Sathanas”, retornando  ao grupo só depois deste lançamento. A voz ficava ao cargo do húngaro Attila Csihar.

Quase 30 anos depois de acontecimentos como o suicídio de Dead, o homicídio de Euronymous, a prisão de Varg Vikernes e as igrejas incendiadas, o livro “Lords Of Chaos”, de Michael Moynihan (Blood Axis), lançado em 1998, é a base para o filme com o mesmo título realizado por Jonas Åkerlund (primeiro baterista de Bathory), película em que se contam episódios importantes daqueles poucos, mas intensos, anos vividos no seio do black metal norueguês. Apresentado no Sundance Film Festival em 2018, o filme deverá chegar a mais público durante este ano de 2019.

 

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[Exclusivo] Mastodon: “Sempre que voamos para o outro lado do Atlântico, Portugal tem de estar na lista”, diz Troy Sanders

Diogo Ferreira

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Será a 17 de Fevereiro que os Mastodon passam por Portugal para um concerto em Lisboa e, em conversa com a Ultraje, o baixista/vocalista Troy Sanders só tem coisas boas a dizer sobre o nosso país: «Portugal é um país muito belo e os fãs são dos mais fiéis que temos.» Todavia, a grande revelação do excerto que aqui partilhamos viria a seguir: «Deixa-me pôr isto de forma mais clara – demos a indicação específica ao nosso agente para não confirmar a digressão enquanto Portugal não estivesse confirmado. Sempre que voamos para o outro lado do Atlântico, Portugal tem de estar na lista. Ficámos bastante aliviados quando o nosso agente nos deu a confirmação do concerto em Lisboa, pois esta parte da digressão só aconteceu porque respeitaram a nossa exigência de tocarmos em Portugal, baseámos a digressão em redor de tocarmos aí. Estamos bastante ansiosos por chegar a Lisboa, pois não só o país é muito bonito, como as pessoas são fantásticas.»

Ao lado dos Mastodon actuarão os Kvelertak e os Mutoid Man. Os bilhetes podem ser adquiridos AQUI.

 

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