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[Exclusivo] Simbiose: que futuro?

Diogo Ferreira

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Foi com surpresa e tristeza, mas com consequente união, que a comunidade metal e punk portuguesa recebeu, a 7 de Outubro, a notícia da trágica morte de Sérgio ‘Bifes’ Curto, conhecido baixista dos Simbiose (desde 2007) e também do seu projecto pessoal Dr. Bifes e os Psicopratas. Sobre o acontecimento repentino, a banda de punk/metal/crust recorda à Ultraje que «o pensamento mais a frio foi de continuar com os Simbiose e honrar a sua morte, continuado a fazer música e a tocar onde for preciso, continuando o trabalho feito até aqui».

Feita a devida homenagem no passado dia 17 de Novembro com o evento Bifes Fest (que contou com bandas como Trinta & Um, Peste & Sida, Anarchicks, os próprios Simbiose, entre outros), chega o momento de o grupo lisboeta dar os primeiros esclarecimentos oficiais sobre o futuro. Para 2019, os planos estão delineados: «Queremos gravar o álbum que temos praticamente pronto.» A ideia seria gravá-lo já em Janeiro próximo, mas «devido a este imprevisto iremos adiar uns meses». «Relativamente a concertos, vamos fazer os que já estavam marcados e fazer os que aparecerem.» Entretanto, já foi confirmado que os Simbiose partilharão palco com Brujeria (09/12/2018, Lisboa) e Discharge (01/03/2019, Lisboa), e subirão ao do Laurus Nobilis (Julho/2018, VN Famalicão).

Sobre o álbum que sucederá “Trapped” (2015), a banda afirma que «as músicas já estão feitas». «Penso que não vamos sair da nossa onda, mas se calhar voltar um pouco a álbuns mais antigos, onde podemos ouvir punk, crust e metal tudo junto.» No fim, os Simbiose acabam por levantar um pouco o véu do próximo disco ainda sem título e sem data exacta para o lançamento: «A tendência deste álbum é as letras serem quase todas em português, pois neste momento é o que está a fluir.»

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Sabaton History Channel: segundo episódio dedicado a “Blood of Bannockburn”

Diogo Ferreira

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No segundo episódio do Sabaton History Channel, Indy Neidell e Joakim Brodén trazem o tema “Blood of Bannockburn”, do álbum “The Last Stand” (2016), que versa sobre a batalha com o mesmo nome que ocorreu durante a Primeira Guerra da Independência da Escócia (1296-1328). Robert the Bruce é uma das principais figuras deste momento histórico ao ter-se oposto aos invasores ingleses liderados por Eduardo I.

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Phil Demmel (ex-Machine Head): «Detestei o último disco.»

Diogo Ferreira

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Foi em Setembro de 2018 que Robb Flynn, dos Machine Head, anunciou que o guitarrista Phil Demmel e o baterista Dave McClain iam abandonar a banda. Ainda assim, os dois músicos despediram-se dos fãs de Machine Head com a digressão norte-americana Freaks & Zeroes.

Meses volvidos, Demmel falou sobre este assunto durante um episódio do podcast Talk Tommey. «Não vou dizer mal desta separação ou do Robb. Acho que ele é um músico fantástico e os tempos que passei em Machine Head foram maravilhosos. Os últimos anos apenas não foram. Já não trabalhávamos como pessoas.»

Depois de afirmar que já não estavam a percorrer o mesmo caminho, Demmel faz a revelação chocante sobre o álbum “Catharsis”: «Detestei o último disco. Há momentos daquilo que compus que gosto. Compus a maior parte da [faixa] “California Bleeding”, mas o Robb escreveu as letras.» «Acho que [Machine Head] tornou-se no projecto a solo do Robb Flynn, e não foi para isso que me alistei», remata.

«Os últimos anos foram apenas para receber salário – e não posso fazer isso», referindo que não aguentava constantes indicações como «não podes fazer isto, não podes fazer aquilo, não fiques aí, não digas isto, não cantes as letras para o público, não apontes».

Em última análise, o guitarrista acha que ambos estavam fartos um do outro – «acho que lhe fiz um favor ao não ter que me despedir», saindo assim pelo próprio pé.

Phil Demmel, que esteve nos Machine Head primeiramente em 2001 e depois no período entre 2003 e 2018, conclui: «Ajudei esta banda desde o ponto mais baixo ao mais alto. Fizemos álbum fantásticos, demos concertos fantásticos. Por isso, estou a tentar reflectir sobre as cenas positivas.»

Actualmente, Demmel está a substituir Gary Holt (Exodus) nos Slayer e ressuscitou o projecto Vio-lence. Por sua vez, o baterista Dave McClain reuniu-se aos Sacred Reich.

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Lançamentos de 08.02.2019 (Downfall of Gaia, Maestus, Windswept, Yerûšelem)

Diogo Ferreira

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Downfall Of Gaia “Ethic of Radical Finitude” (Metal Blade Records)

«“Ethic of Radical Finitude” soa evidentemente a Downfall Of Gaia, mas com uma pequena nova abordagem que se revê na forma ainda mais directa com que a banda expele o seu post black metal dividido em acostagens ao sludge e ao crust. […] O quarteto oferece o álbum mais melódico ate à data, fruto dos constantes leads de guitarra, e também o mais distante das bases do black metal, incorrendo-se assim a segmentos – agressivos ou calmos – mais voltados ao post metal.» (DF)

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Maestus “Deliquesce” (Code666 Records)

«Neste segundo álbum de quatro faixas que perfazem cerca de 50 minutos de duração, o quinteto do Oregon canaliza frustrações, ansiedade e distanciamento com um doom metal lento em passada fúnebre que ganha contornos melancólicos afectos à triste paz do isolamento – a miséria – através de arranjos atmosféricos em fundo. Por seu turno, as secções mais extremas voltam-se para o black metal.» (DF)

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Windswept “The Onlooker” (Season Of Mist)

«Neste empreendimento paralelo, que também é capaz de expelir black metal atmosférico, melódico, algo hipnótico e épico como em Drudkh ou até Precambrian, o trio tende a focar a sua finalidade criativa na arte do improviso e no poder que uma gravação em modo live pode ter, sem omitirmos o pormenor interessante que é passarem pouquíssimo tempo em estúdio.» (DF)

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Yerûšelem “The Sublime” (Debemur Morti Productions)

«“The Sublime” prende-se essencialmente a três pontos: uma atmosfera neogótica e algo urbana, uma batida de fundo com pulso industrial e malhas de guitarras que fazem os mais atentos recordarem-se de black metal.» (DF)

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