Sixx:A.M. “Vol. 2, Prayers For The Blessed” [Nota: 8/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
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Sixx:A.M. “Vol. 2, Prayers For The Blessed” [Nota: 8/10]

sixxamprayersvol2bigEditora: Eleven Seven Music
Data de lançamento: 18 Novembro 2016
Género: hard rock

Se pensarmos na quantidade de hit singles que já saíram da cabeça de Nikki Sixx, que passou toda a sua vida de adulto a compor e a tocar com os Mötley Crüe (e ainda teve tempo para projectos paralelos como Brides Of Destruction), é fácil imaginarmos a veia criativa do homem seca como uma horta na Etiópia. E, no entanto, o baixista teve capacidade de reencontrar a motivação, a energia e reinventar-se em Sixx:A.M.. É certo que não deve menosprezar-se a “ajuda” de talentos como os do guitarrista DJ Ashba (ex-Guns N’ Roses) e do vocalista/produtor James Michael, mas o dedo de Midas de Sixx nos Sixx:A.M. é inegável, até porque se trata de outra banda que, desde 2007, tem trilhado o caminho do sucesso, com três dos seus quatro primeiros álbuns a entrarem para o top 20 da tabela de vendas norte-americana da Billboard. Uma espécie de segundo raio a cair exactamente no mesmo sítio. Neste caso, a cabeça com aquele penteado estranho de Sixx.

“Vol. 2, Prayers For The Blessed” é o disco-irmão de “Vol.1, Prayers For The Damned”, editado em Abril deste ano. Foi escrito e gravado na mesma altura e prossegue na sua rota de hard rock musculado, cheio de ganchos melódicos. E com canções redondas, sem falhas na composição e estrutura, cujos refrões ficam na cabeça à primeira audição. Aquilo que normalmente acontece nos álbuns duplos, mesmo que editados em diferido, que é a dispersão da qualidade e uma quantidade infindável de fillers do meio para a frente, fica assim posta de parte pela receita musical vencedora do trio e pela sua capacidade de sacarem sempre mais um refrão antémico, mais um riff orelhudo, mais uma canção genial. Em “Vol. 2, Prayers For The Damned”, os destaques vão para músicas como “Barbarians (Prayers For The Blessed)”, “We Will Not Go Quietly”, “That’s Gonna Leave A Scar” e a versão do tema dos Badfinger, “Without You”. Mais uma vez aqui estrategicamente espalhadas pela lista de faixas do disco, de modo a não haver momentos mortos e um ritmo de audição com dinâmica e com lógica. Tudo naquele misto de calculismo frio, genialidade escaldante e experiência morna.

Feitas bem as contas, este segundo volume da série “Prayers For The…” não é melhor nem pior do que o seu antecessor e isso já não é dizer pouco. O hard rock de estádio leva novo tratamento de choque e modernidade, safa-se e fica bem, obrigado. Os Sixx:A.M. podem não ser os sucessores dos Mötley Crüe e nem os salvadores do hard rock, mas com eles o estilo fica bem melhor do que antes deles.

 

 

8/10
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