Skinned “Shadow Syndicate” [Nota: 9/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
Reviews

Skinned “Shadow Syndicate” [Nota: 9/10]

238093Editora: Xenokorp
Data de lançamento: 04 Maio 2018
Género: death metal

Muito é o death metal que vem dos EUA. Muito aquele que pode apenas ser considerado como mais do mesmo e é esse lote, que nem é mau nem bom mas sim quase descartável, que é capaz de fazer com que muitas outras bandas, que não tenham membros ilustres e altamente conceituados, passem ao lado dos ouvidos. Os Skinned são dessas bandas interessantes no meio de um mar de previsibilidade e que bem mereciam um maior reconhecimento. Com uns valentes 23 anos de carreira no lombo, estes senhores do Colorado não são nenhuns novatos dentro da cena death metal norte-americana.

Em “Shadow Syndicate”, o quinto álbum, a banda apresenta uma obra bastante versátil, com temas muito bem compostos: que se escute bem “Wings of Virulence” que abre as hostilidades mostrando uma banda que continua a maturar o seu death metal brutal com técnica e alguns elementos progressivos (talvez até progressivos de mais, pois aquele bocado com os teclados lá perto do final do tema pode soar um pouco descontextualizado), mantendo toda a agradável potência e destruição sónica que já o disco anterior, “Create Malevolence”, tinha presenteado tão bem. E se formos fazer a habitual comparação entre o “novo e o velho”, a maior distinção entre o álbum de 2015 e o sucessor é um foco maior em inserir mais riffs dentro dos temas e uma maior alternância entre os guturais cavernosos e os mais arranhados. Passo em frente? É debatível, pois toda a crueza de “Create Malevolence” também é um ponto muito forte no carisma desse registo.

Em suma, é um grande disco de death metal – um Senhor Disco, diga-se de passagem – para os apreciadores do género e para quem quer que goste de sonoridades mais agressivas. Em todos os temas pode-se ouvir o cuidado da banda em compor música complexa e, simultaneamente, acessível para não aparecerem comentários típicos como “não é um álbum que entra à primeira”, pois é exactamente o oposto que acontece com a música dos Skinned: vicia logo ao primeiro minuto.

9/10
Topo