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Sodom: Expurse of the Orange Mania (o regresso de Frank Blackfire)

Rui Vieira

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Com Frank Blackfire de regresso aos Sodom – 29 anos depois do seu súbito abandono e antes da digressão europeia a “Agent Orange” –, o relógio já está em contagem decrescente para a bomba que se espera venha aí: novo single em 2018 e álbum – do agora quarteto – que será lançado na primavera de 2019 pela SPV/Steamhammer, segundo comunicado oficial da própria banda no seu Facebook.

Após a saída de Blackfire, os Sodom continuaram a espalhar o seu thrash teutónico até aos dias de hoje mas com inúmeras mudanças de formação. No início deste ano, e quando ninguém o esperava, o fundador Tom Angelripper demite a restante banda (Makka na bateria e Bernemann na guitarra) e transforma-a em quarteto com a reentrada de Frank Blackfire para a guitarra, Husky (Desaster, Asphyx) para a bateria e, surpreendentemente, Yorck Segatz (Beyondition) para uma segunda guitarra.

É uma atitude de coragem e um volte-face pouco usual. A verdade é que esta notícia galvanizou a comunidade metálica, principalmente os seguidores dos idos de 80 e de Blackfire (1987-1989), e esse frenesim é plenamente justificado pois constitui a época dourada de Sodom. Se não, vejamos:
1987: “Expurse Of Sodomy” EP
1987: “Persecution Mania” LP
1988: “Mortal Way Of Live” Live LP + VHS
1989: “Agent Orange” LP

O denominador comum aqui é Frank Blackfire, um criativo guitarrista que colocou os germânicos no mapa mundi do thrash mundial. A sua imaginação, técnica e abordagem fresca ao thrash fizeram dos Sodom o que eles são hoje. Inclusivamente, o álbum “Agent Orange” ficou em 36.º lugar no top de vendas alemão, um feito único até hoje.

Resumidamente, todos fazemos contas àquele que já é um dos álbuns mais antecipados de 2019. Quem irá produzir? Harris Johns? Será na onda de “Persecution Mania” e “Agent Orange”? Como fã dessa era tão especial, espero que Sodom não invente e crie um digno sucessor de “Agent Orange”. Para “modernices” já existem muitas bandas novas; como tal, a sua missão é criar mais um clássico old-school e até repetindo a fórmula vencedora que não nos importaremos. Aliás, rezo para que tenham isto em mente.

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Fernando Ribeiro: «Gostaria de reassistir ao concerto dos Black Sabbath.»

Joel Costa

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Os Moonspell lançam hoje “Lisboa Under The Spell”, uma edição limitada que contém 1 DVD, 1 Blu-Ray e 3 CD’s ao vivo, onde a banda interpreta os discos “Wolfheart”, “Irreligious” e “Extinct” ao vivo e na íntegra, oferecendo assim mais de três horas de espectáculo.

A Ultraje falou com o vocalista Fernando Ribeiro a respeito deste novo lançamento e quis saber qual seria o concerto que o músico gostaria de voltar a assistir se pudesse regressar a um ponto do passado. Fernando Ribeiro relembra o ano de 1998, quando viu a formação original dos Black Sabbath a actuar no festival Graspop, na Bélgica:

«Vi, juntamente com os Dimmu Borgir, a reunião dos Black Sabbath. Tocaram no Graspop e foi dos poucos concertos que deram com os quatro [membros] originais. Eles não admitiam músicos no palco e nós também queríamos ver cá de fora. Estávamos assim praticamente todos juntos, as bandas todas, e fomos ver de uma grua, a partir do backstage, mas víamos super mal. Não era realmente o que nós imaginávamos pois éramos todos muito novos quando os Black Sabbath começaram a tocar e ninguém os tinha visto. [risos] Gostaria de reassistir a este concerto, sem dúvida, pois vi Black Sabbath outras vezes e não deixou de ser bom, mas não tinha aquela componente histórica de ter os quatro elementos [originais].»

“Lisboa Under the Spell” contém ainda um documentário realizado por Victor Castro (Moonspell, Black Mamba, Richie Campbell) – que assina também a direção do DVD – sobre as semanas que antecederam a subida ao palco. Destaque também para a edição em triplo LP do concerto ao vivo que conta com participações especiais como a da cantora Mariangela DeMurtas e Carolina Torres.

A entrevista poderá ser lida na íntegra na edição de Outubro/Novembro da revista Ultraje, disponível a partir do dia 1 de Outubro.

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Vagos Metal Fest: Resumo da conferência de imprensa

Diogo Ferreira

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A poucas horas de ter início mais uma edição do Vagos Metal Fest, foi realizada uma conferência de imprensa onde Luís Salgado, responsável pela organização, partilhou algumas informações dignas de nota junto dos presentes. Agora com mais opções de lazer e com a existência de dois palcos, o promotor fala em mais volume de trabalho, apontando como aspecto positivo o facto de não haver paragens nas actuações. Foi também comentada a consciência ecológica não só por parte da organização mas também dos festivaleiros, que têm no VMF um festival transgeracional que acolhe pessoas de todas as faixas etárias.

Luís Salgado, que conta ter em 2018 o ano com mais sucesso do festival, avançou que o dia 10 – que recebe nomes como Cradle Of Filth, Moonspell e Ratos de Porão – está próximo de esgotar, com o dia seguinte – onde sobem ao palco bandas como Kamelot ou Enslaved – a estar igualmente próximo disso.

O Vagos Metal Fest decorre entre os dias 9 e 12 de Agosto. Hoje sobem ao palco nomes como Orphaned Land, Dust Bolt e Analepsy.

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Milhões de Festa: Os 3 nomes que não vais querer perder!

Joel Costa

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Depois de dez edições, o Milhões de Festa afasta-se do período tradicional dos festivais de Verão portugueses e escolhe o mês de Setembro para reinventar-se. A Ultraje destaca três nomes do cartaz da edição de 2018 que não vais querer perder:

1. ELECTRIC WIZARD

Estabelecidos em 1993, os doomsters britânicos Electric Wizard têm em “Wizard Bloody Wizard” o seu mais recente trabalho de estúdio. Apontados pelos fãs como os sucessores óbvios dos Black Sabbath, os Electric Wizard passaram por diferentes encarnações ao longo da sua carreira, com esta nova proposta a marcar uma nova era do colectivo.

2. CIRCLE

A veia experimental dos finlandeses Circle exigiu que se tornassem senhores de uma enorme discografia. Explorando sonoridades que vão do jazz ao metal, passando pelos ambientes mais psicadélicos, os Circle mostram desde logo que são capazes de derrubar qualquer barreira que encontrem pelo seu caminho. São mais de 50 os discos editados, justificando o selo de banda de culto que trazem consigo.

3. SCÚRU FITCHÁDU

(Fotografia: António Marinho)

«Scúru Fitchádu representa outra África, eu sou outra África.» Foi assim que o produtor Sette Sujidade descreveu o seu projecto à Ultraje, aquando da passagem da banda pela cidade de Aveiro. Os Scúru Fitchádu levam até ao Milhões a sua mistura de funaná cabo-verdiano, punk, metal e noise.

Os passes gerais do festival (que decorre em Barcelos entre os dias 6 e 9 de Setembro) têm um preço de €60 euros, enquanto que os bilhetes diários saem a €20. O primeiro dia será de acesso livre. Mais informações em www.milhoesdefesta.com

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