Strike Tours: a porta de acesso para a tua música (entrevista c/ Mário Azevedo) | Ultraje – Metal & Rock Online
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Strike Tours: a porta de acesso para a tua música (entrevista c/ Mário Azevedo)

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Um dos grandes dilemas na altura de estar presente em concertos e festivais é, e sempre foi, “como chego lá?”, e, mais ainda, “como volto?”. Para dar resposta a estas duas perguntas cruciais do festivaleiro, surgiu a Strike Tours, uma empresa recente mas já com longo passado, que procura oferecer as melhores opções a todos os amantes da música, e não só, para que a presença neste ou naquele festival/concerto se possa tornar realidade.
Para se saber mais sobre a Strike Tours falámos com Mário Azevedo, a pessoa por detrás de todo o projecto e que já traz consigo uma respeitável bagagem no que a organização de excursões se refere.

«A criação da agência de viagens veio para dar mais profissionalismo a este tipo de excursões e para ter mais credibilidade junto dos promotores e parceiros.»

Apesar de a Strike Tours ser relativamente recente, a vossa experiência na programação de excursões já vem de longe. Podes contar como tudo começou, qual foi o vosso percurso e qual o motivo que vos levou a criar a Strike Tours?
Apesar de a Strike Tours ter surgido apenas em Janeiro de 2017, já faço este tipo de excursões desde 2007, e tudo começou quando ia a concertos a Lisboa e me deparava com um grande problema, que era o transporte para o regresso, uma vez que não havia comboios nem expressos para o norte no final dos concertos. Tinha sempre que esperar até às 7h da manhã pelo primeiro expresso que ia para o Porto… Depois, através de um amigo, o Pedro Soares [baterista dos WEB], que, por vezes, alugava um autocarro para ir do Porto até onde a banda ia tocar, e assim levava amigos para assistir ao seu concerto, surgiu a ideia de começar a fazer isto para outros concertos que aconteciam em Lisboa e para festivais que já começavam a ser quase todos pela capital. Surgiu, assim, a primeira excursão para o Optimus Alive, para ir ver os Rage Against The Machine. A criação da agência de viagens veio para dar mais profissionalismo a este tipo de excursões, nesta área específica, e para ter mais credibilidade junto dos promotores e parceiros.

Com todo esse passado, o que pode esperar da Strike Tours alguém que procure um meio de chegar aos concertos e festivais? Qual o serviço que providenciam e em que moldes?
Acima de tudo um transporte prático com horários personalizados conforme o evento e a um preço mais baixo face a outras soluções que existem a nível de transportes, quer seja de comboio, expresso ou até mesmo de avião.
Colocamos autocarros desde várias cidades (de norte a sul) para que as pessoas consigam ir descansadas para o seu concerto/festival, levando-as até “à porta” do recinto, e, no final, o autocarro está no mesmo sítio pronto para o regresso.

No vosso programa estão vários concertos e festivais de metal, como é o caso do Moita e do SWR, já agora em Abril. Quais os locais para os quais planeiam criar excursões, e como estão a correr as coisas de momento?
De facto, o nosso público-alvo sempre foi mais virado para o rock e metal, uma vez que as excursões que eu fazia eram sempre para estes estilos de música, já que são os estilos de que gosto. Agora, como empresa, estamos a abrir mais o leque de escolha. No fundo, actualmente, fazemos tudo o que seja grandes concertos e festivais em Portugal e no estrangeiro, mas estamos sempre abertos a sugestões. Caso alguém peça para abrir excursão para um determinado concerto, nós abrimos e fazemos publicidade para que se torne viável, mas temos sempre soluções de transporte como já foi o caso, em que fizemos o transporte com uma carrinha de nove lugares. Neste momento, dentro do metal em Portugal, temos abertas inscrições para o Moita Metal Fest, Barroselas e Laurus Nobilis, e tivemos já aquela que é sempre a primeira excursão do ano: o Hard Metal Fest em Mangualde.

Apesar de já terem uma excursão planeada para fora do nosso país, está nos vossos planos continuar a expansão além-fronteiras? Estão os festivais de metal, como o Resurrection Fest, por exemplo, nos vossos planos futuros?
O nosso objectivo é fazer excursões para tudo o que for música e que as pessoas nos peçam. As excursões para fora de Portugal, tirando o Resurrection que fica mais perto, serão organizadas de avião, por isso basta uma pessoa nos dizer que quer ir a um festival, por exemplo, na Eslovénia (como é o caso do Metal Days) e nós organizamos um pack que engloba a viagem, bilhete, transfer e, se o festival não tiver campismo, alojamento também.

Uma coisa que a Strike Tours tem começado a fazer é parcerias. Quais a que têm neste momento e quais as que estão para vir? Quais as vantagens que as mesmas trazem para os vossos potenciais clientes?
Partimos sempre do princípio que as parcerias são vantajosas para todos, daí entrarmos em contacto, por exemplo, com associações de estudantes, rádios universitárias e outras entidades, para que as pessoas consigam usufruir de um desconto nas nossas excursões. Neste momento será mais a nível da academia do Porto, mas estamos em contacto com todas as Universidades.

Olhando para o futuro, qual é, ou quais são, os objectivos que a Strike Tours tem em termos de serviços a oferecer? Como se vêm a médio e longo prazo?
Este ano já estamos a fazer a expansão a nível internacional, com as excursões para os grandes festivais europeus, mas, ao mesmo tempo, já estamos também a começar a operar desde o Algarve para os concertos/festivais em Lisboa. Vamos também, brevemente, iniciar excursões desde Chaves, Mirandela e Vila Real, pois são cidades com gosto pela música, onde têm muitos estudantes universitários, e são pontos de Portugal com pouca oferta a nível de transporte.

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