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[Studio-Report] Fuzzil no Low Wave Studio

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Gostam de rock mas não se apressam em catalogar a música que fazem. Depois do EP “Boiling Pot”, de 2015, os Fuzzil preparam-se agora para o lançamento de “Molten π”, o segundo EP com saída prevista para Maio. Com algumas mudanças na formação inicial, os Fuzzil contam agora com Wilson Rodrigues no baixo. Nas guitarras/voz mantêm-se Daniel Costa e Leonardo Baptista, e na bateria Alexandre Ramos.

Dizem passar a maior parte do tempo entre Alcobaça, Peniche e Caldas da Rainha, mas prometem urgentemente conquistar o resto do país.

Foi no Low Wave Studio, a poucos quilómetros da Batalha, que a Ultraje esteve à conversa com os Fuzzil. Também por este estúdio passaram os conterrâneos Stone Dead (do qual Leonardo Baptista é baixista) e Riding Rhino. Assistimos à gravação de guitarras e baixo, e ficamos a saber que espécie de fuzz está para vir.

«Quisemos fazer um segundo EP porque estamos a passar por uma mudança de sonoridade.»

“Molten π” é o segundo trabalho discográfico dos Fuzzil e pretende ser a fusão de diferentes sons e personalidades, com o π do Big Muff sempre bem presente. Ainda não foi desta que a banda quis avançar com um álbum e Leonardo explica: “Quisemos fazer um segundo EP porque estamos a passar por uma mudança de sonoridade. É mais uma experiência antes de avançarmos para um álbum.»

Para este trabalho, a sala de ensaios serviu sempre como um laboratório para a construção de “Molten π” e o processo de composição foi bem mais lento que para “Boiling Pot”: «Desta vez, ninguém trouxe coisas de casa. O EP foi todo feito na sala de ensaios. Cada música tem a sua personalidade, e canções como a “Jeremy” ou a “Treesome Wine” têm letras muito trabalhadas e com mensagens fortes. Não houve a preocupação de fazer um EP com um tema em particular», explica Daniel.

Lançaram a “Worms” como single em Novembro do ano passado e até ao momento dizem ter recebido bons feedbacks: «Recebemos uma mensagem de um gajo dos Estados Unidos que nos disse que percebeu a mensagem das televisões e da manipulação de massas», explica Leonardo. Alexandre acrescenta: «E o gajo quer que a gente vá tocar à terra dele [risos].»

«Tendo em conta que aqui na zona de Alcobaça não há muitos baixistas, o Wilson caiu de pára-quedas.»

Com a entrada de Wilson na banda, os Fuzzil confessam estar contentes e falam em evolução. Explicam que tudo começou com um simples vídeo no YouTube: «No dia em que o Ricardo (Augusto, anterior baixista) nos disse que ia sair da banda, nós vimos um vídeo do Wilson no YouTube a tocar Kyuss. Já o conhecíamos mas não falávamos muito com ele. Tendo em conta que aqui na zona de Alcobaça não há muitos baixistas, o Wilson caiu de pára-quedas e foi quase como a nossa salvação», explica Leonardo. Wilson acrescenta: «Houve muita coisa que ainda foi composta pelo Ricardo e eu depois acabei por complementar com a minha maneira de ver as coisas e de interpretar a música. Participei mais na “Nothing To Loose” e na instrumental, que ainda não tem nome.»

“Molten π” conta com cinco músicas e a apresentação está prevista para Maio, no Café/Bar Fadário em Alcobaça. Wilson acrescenta que é o ideal para o que querem num gig ao vivo: «É um sítio muito CBGBs, se quisermos.» Querem explorar o país com o máximo de concertos promocionais, e confessam ter uma vontade enorme em conquistar o Norte.

Instalou-se a confusão no estúdio quando questionados pela Ultraje sobre o que é que cada um dava à banda. Bom humor e criatividade, não restam dúvidas!

Com capa da autoria de Chico Del Mico, este “Molten π” surge para marcar a nova e consistente formação dos Fuzzil. Agradecem à Ya Ya Yeah, onde estão agenciados, ao Tiago Iúri pelo videoclip da “Worms” e ao co-produtor Filipe Adubeiro do Low Waves Studio.

Antes de sairmos não resistimos e ousámos perguntar se estavam a pensar trocar de baixista pela terceira vez. Alexandre não hesitou: «Já que falas nisso… Estávamos a pensar nisso, sim…» [risos]

 

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