Suicide Silence “Suicide Silence” [Nota: 6.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Suicide Silence “Suicide Silence” [Nota: 6.5/10]

rsz_suicide_silence_-_new_album_-_artworkEditora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 24 Fevereiro 2017
Género: deathcore

O que os representantes do nu-metal do Século XXI nos oferecem é isso mesmo, um misto renovado de Korn com Static-X + Deftones e alguma divagação experimental, uma tentativa de soar um pouco diferente do cliché ultra-mortiço. Neste álbum homónimo dos americanos podemos ouvir aquilo que os Korn deveriam ter feito em vez de embarcarem em experiências macambúzias pseudo-electrónicas. Pautado pelo mid-tempo, sobejas vezes aborrecido, “Suicide Silence” é apenas um desfilar de riffs (cheios) com uma berraria aleatória sem ganchos incisivos (daqueles à “Cobra – O Braço Forte da Lei”). O vocalista de SS é uma espécie de louco com diversas personalidades (qual Joker), confinado ao isolamento e onde por vezes é Jonathan Davis, outras Chino Moreno e outras ainda, Dez Fafara não medicado. Um som para pitas com as primeiras tatuagens e piercings que, hoje em dia, em vez de terem os posters das boy bands de cabelo espetado e com gel, têm os posters virtuais de indivíduos sarapintados que cantam sobre as agruras da vida mesmo não sabendo o que isso custa. O que os SS tentam vender e preencher é o nicho de mercado das pitas depressivas, principalmente pitas. Um nicho outrora explorado pela banda de Monkey e Lda., mas no aspecto de feiosos e borbulhentos. Aqui é mais para tendências bully pós-modernas. Nove faixas em que parece que o disco está riscado e não sai dali… Por um lado sinto que – a espaços – até têm algo diferente, semi-experimental. Ou seja, em vez de enveredarem pelos riffs fáceis e batidos, usam o breakdown como espinha dorsal, mas usam-no sempre, de início ao fim.

 

6.5/10
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