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[Reportagem] SWR Barroselas Metalfest: O princípio do fim – vinte anos de destruição musical (dia 3)

João Correia

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Mayhem 2(Mayhem)

O que começou há vinte anos com os Avulsed como cabeças de cartaz terminou com os Mayhem a proporcionar uma prestação histórica em solo luso. Akercocke, Nader Sadek, Corpus Christii, Marthyrium e Lich King concluíram um cartaz que primou pelo luxo aliado à qualidade inegável dos intervenientes.

Vinte anos. Na escala cósmica, será o mesmo que dizer um grão de areia igual a tantos outros que repousam eternamente num areal infinito. Mesmo na escala temporal humana, não é muito tempo, é pouco mais que a idade de um jovem adulto, mas na escala de um festival de música, representa maturidade, solidez e continuidade. Que o diga o SWR Barroselas Metalfest que, na comemoração dos seus vinte anos, logrou juntar a elite do metal extremo mundial com particular atenção ao ecletismo musical: black, death, doom, thrash, grindcore e crust foram reis e senhores durante 3 dias de agressividade contagiosa.

Warfect(Warfect)

Para não variar, às 17 horas os concertos começaram com os rockers galegos Bulto, seguidos pelos stoners Stone Dead, antecipando a chacina que estava para vir. A temperatura aumentou com os thrashers suecos Warfect, que convenceram os presentes a julgar pelos constantes headbanging e slam, mas foi com a entrada de monsieur Dave Rotten e dos seus Avulsed que as coisas tomaram outras proporções. Embora não necessite de apresentações, Rotten é uma lenda viva do panorama death metal mundial e os Avulsed têm uma legião de seguidores em todos os cantos do globo. O seu último trabalho, “Deathgeneration”, foi bem representado numa actuação com muito sangue, suor e tripas.

Seguiram-se os suecos Gust e o seu crust-core à la Disgust/Amebix, e foi então altura da maior surpresa do festival, os Nader Sadek. A banda, composta pelo artista plástico homónimo e por músicos de sessão/vivo de grupos de renome mundial como Obscura, Deicide e Cryptopsy, entre dezenas de outras, pratica um ferocíssimo death/black metal extremamente técnico e por vezes experimental. O ambiente em palco, sempre muito sombrio e críptico, ajudou a compor um cenário de desespero e erudição musical. Ao mesmo tempo, mas no palco SWR Arena, tocaram os galegos Marthyrium, caracterizados por um black metal primordial e impuro e onde as guitarras são rainhas por excelência.

Corpus Christii(Corpus Christii)

E SWR Barroselas não seria a mesma coisa sem os Corpus Christii, que andam na estrada a promover o não menos que obrigatório “Delusion”, sério candidato a álbum nacional do ano. Em cerca de 50 minutos, Nocturnus Horrendus, Vulturius (em vez de J. Goat) e companhia castigaram a audiência com a sua vertente já muito própria de black metal. Como um castigo não chega, foi vez do tão esperado Jason Mendonça e dos lendários Akercocke.

Akercocke 2(Akercocke)

Pela quarta vez no Barroselas, a banda sente-se em casa, e o próprio Mendonça elege o festival como o seu preferido. Afastados do mediatismo há mais de dez anos, e em fase final de mistura de “Renaissance In Extremis”, a banda reviveu temas como “Verdelet” e “A Skin For Dancing In”. O que mudou ao longo de dez anos? A fúria – do princípio ao fim da actuação, os Akercocke erradicaram qualquer dúvida que restasse sobre o legado da banda, e foi certamente um dos (o?) melhor concertos do festival.

Mayhem 1(Mayhem)

Pouco depois, os suecos The Arson Project, considerados por muitos como os dignos sucessores dos Nasum, ainda que mais orientados para o universo do crust, mas cuja prestação foi eclipsada pelo próprio satanás. Cerca das 23h40m, os Mayhem sobem ao palco para interpretar na íntegra o suprassumo do black metal clássico, “De Mysteriis Dom Sathanas”. Foram cerca de 45 minutos de reverência por parte de uma plateia simplesmente rendida à força gravitacional dos Mayhem. Uma boa percentagem do público não tinha sequer nascido aquando do lançamento do álbum, e ainda assim este continua a ser uma referência intergerações.

Lich King 2(Lich King)

De seguida, os Lich King pura e simplesmente destruíram o palco com o seu thrash revivalista pontuado por influências de Exodus, Nuclear Assault, Vio-Lence e Slayer, bem como pautado por uma dose de humor inédita. Os temas mais representativos do quinteto do Massachusetts foram “Preschool Cesspool” e “Black Metal Sucks”, mas o momento alto do concerto ocorreu quando cerca de vinte thrashers invadiram o palco a convite do vocalista da banda para, logo de seguida, se lançaram de novo para o público em voo. Dizer que foi algo de inédito é ser simpático.

harmonics 1(Steel Harmonics)

Por fim, e no palco principal, foi a vez dos Steel Harmonics contribuírem para o encerramento de um dos festivais extremos mais importantes da Europa. Composta por cerca de 60 elementos de todas as idades, a orquestra de metais, acompanhada por um baterista e restante percussão, orquestraram temas clássicos de heavy metal como “Abigail”, “Reign In Blood”, “Paranoid”, “Fear Of The Dark” e “For Whom The Bell Tolls”. Em palco, e a apreciar a actuação da orquestra, os Mayhem cantavam para si mesmos os temas e abanavam a cabeça. Melhor cumprimento é impossível. Não faltaram circle pits, stage divings e crowdsurfing. A audiência, agora composta tanto por festivaleiros como pela população de Barroselas, compôs uma imagem atípica de convivência entre metalheads e população geral, provando que metal, simbiose e civismo são um e o mesmo tema.

À saída da porta para os palcos, começaram a tocar os grindsters brasileiros Test, completamente por anunciar, como já é comum nas suas actuações. Os Vai-te Foder! encerraram definitivamente as prestações musicais do festival com o seu crust/punk/core clássico em apresentação do seu novo álbum “Poço”.

Passámo-nos ao aço!

Por João Correia, Pedro Félix & José Félix da Costa

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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