The Absence “A Gift For The Obsessed” [Nota: 8.5/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
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The Absence “A Gift For The Obsessed” [Nota: 8.5/10]

637509Editora: M-Theory Audio
Data de lançamento: 23 Março 2018
Género: death metal melódico

A Florida, já desde os primórdios do estilo, que tem sido uma boa casa para o death metal. Esta afirmação era tão verdadeira para os pioneiros do estilo como para as bandas actuais, como é o caso destes The Absence. Formados em 2002, mantiveram uma carreira saudável com o lançamento de três álbuns, no período entre 2005 e 2010, para depois entrarem em animação suspensa. Este anos de 2018 vê a banda sair da criogenia através do lançamento deste “A Gift For The Obsessed”. Senhores de um death metal melódico dominador, estes The Absence mostram-nos, em nove temas e uma cover, à qual voltaremos mais tarde, que estão no topo da cadeia alimentar no que a este estilo se refere. Aliando melodia com agressividade, onde as guitarras conjugam riffs poderosos com linhas melódicas inesquecíveis e a voz se enche de raiva e descarrega em cima do ouvinte toda a sua fúria, o álbum evolui e mostra-nos uma diversidade de influências e linhas musicais dentro do estilo que enriquecem ainda mais a música. Tanto temos uma linha solo melódica de guitarra, como um riff cheio de melancolia e mistério, como a bateria explode de forma desenfreada. Destaque para os temas “Septic Testament”, que serviu de apresentação do regresso da banda, e o tema-título, que nos mostra que as influências de Carcass, nomeadamente através do brilhante “Heartwork”, se estendem transversalmente dentro de todas as variantes do death metal.

Como referido anteriormente, o álbum também contém uma cover, e uma das melhores que tenho ouvido nos últimos tempos. Não é fácil converter em quase puro death metal o “You Can’t Bring Me Down” dos Suicidal Tendencies, mas é isso que estes The Absence fazem, mostrando que o seu domínio do estilo é total.

No final, dentro de um estilo onde a tendência para a previsibilidade é uma constante, estes norte-americanos mostram-nos um trabalho sólido e diversificado, que prima pela excelência.

8.5/10
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