[Entrevista] The Outsider: invocação destrutiva – Ultraje – Metal & Rock Online
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[Entrevista] The Outsider: invocação destrutiva

The Outsider é uma one-man-band mexicana e lançou o primeiro álbum, de título homónimo, em 2016. Contudo, o músico continua a promover esse disco, ainda que tenha avançado com um EP agora em 2018 e encontra-se desde já a trabalhar num segundo disco. Nesta breve entrevista, focamo-nos no conceito do single “The Invocation” que conta com as vozes convidadas de Thomas Vikström e Nalle Påhlsson, ambos de Therion, bem como no futuro próximo do projecto.

«O conceito lírico de The Outsider está relacionado com a literatura de horror cósmico iniciada por H.P. Lovecraft.»

Falando principalmente sobre a faixa “The Invocation”, o México tem uma cultura ancestral muito rica, então como é que um músico mexicano se inspira no Médio Oriente? Tem algo a ver com o conceito lírico da música?
Sempre fui fascinado pela cultura do Médio Oriente e principalmente pela sua música, por isso, tanto quanto me lembro, sempre gostei de música influenciada pelo Médio Oriente e sempre procurei por artistas e bandas com influências dessa região; é provavelmente por isso que acho fácil escrever músicas assim. O conceito lírico de The Outsider está relacionado com a literatura de horror cósmico iniciada por H.P. Lovecraft, em que eventos importantes do seu universo mitológico ocorrem no Deserto Oriental e sua periferia. Embora nem todas as músicas do meu álbum estejam directamente relacionadas a qualquer ser ou evento particular desse universo mitológico, elas são, sem dúvida, influenciadas por esses contos.

É “The Invocation” uma espécie de convocatória para destruir tudo, de deuses a culturas?
Sim, é uma invocação de um ser de fora, do espaço, um deus antigo ou um monstro desconhecido. Entidades de terror cósmico estão geralmente dispostas a destruir a humanidade. As letras de algumas músicas estão realmente ligadas entre si e contam uma história de alguma forma e compartilham um universo. Quando lerem as letras perceberão que este ser em concreto quer extinguir a humanidade e aniquilar os seus deuses, sem razão particular.

Sobre os convidados, temos Thomas Vikström e Nalle Påhlsson, ambos de Therion. Quando é que percebeste que estas vozes se encaixariam na tua música? E como é que chegaste a contacto com os dois?
Eu já conhecia a voz do Thomas muitos anos antes de gravar a música, mesmo antes de escrevê-la, então sabia que não seria um problema para ele se encaixar e fazer um óptimo trabalho. O mesmo com o Nalle – ele toca principalmente baixo em Therion, mas também é um óptimo cantor; não foi um problema. Respondendo à outra pergunta, nós somos amigos há cerca de 7-8 anos. Ficaram muito felizes quando eu lhes disse que estava para lançar o meu próprio projecto de metal. Sobre ter convidados no álbum, perguntei-lhes se fariam alguns vocais e eles disseram que sim. Tão simples quanto isso.

Dois álbuns (sendo um deles uma versão orquestral) e um EP, lançado em Março passado, estão presentes na discografia de The Outsider. Que planos tens a curto-prazo?
Bem, eu gosto de considerar “Orchestral Renditions from the Unknown” como um lançamento complementar, por isso estou actualmente a trabalhar em músicas para um verdadeiro segundo álbum. Já tenho 14 demos gravadas – quero passar o resto deste ano a escrever mais músicas e continuo a melhorar as que já foram compostas. Não gosto de escrever músicas e lançá-las pouco tempo depois; gosto de dar-lhes algum tempo e depois ver o que pode ser mudado e melhorado. Levo o meu tempo porque estou a tentar alterar um pouco a música (e as letras) – desta vez, a música será mais influenciada por outros subgéneros do metal, como doom, black e progressivo, até mesmo experimental, então isso leva o seu tempo para fazer experiências de modo a mudar a direcção da minha própria música. De qualquer maneira manterá muitos elementos da primeira versão. Musicalmente falando, o próximo passo será lançar um novo álbum; noutros termos, vou continuar a promover a minha música o máximo possível, mas tocar ao vivo não é um plano a curto-prazo, infelizmente.

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