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The Sloths “Back From The Grave”: de volta a 1965 só que em 2018

Diogo Ferreira

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Em 1965, cinco rapazes entre os 15 e os 17 anos subiram ao palco do Pandora’s Box, na Sunset Strip de Hollywood, e assim todos ficaram a conhecer os The Sloths. Eram a típica banda de rock n’ roll composta por alunos do liceu e por desistentes do ensino que se juntavam nas garagens para tocar temas de bandas britânicas, como The Rolling Stones ou The Who, assim como hits do blues norte-americano. No mesmo ano lançavam o single “Makin’ Love / You Mean Everything To Me” e ainda partilharam salas míticas (The Hullabaloo, The Galaxy ou The Whiskey) com bandas icónicas como The Doors, Pink Floyd e The Animals. No Verão de 1966 separaram-se, mas na História ficou esse 7” que chegou a atingir um preço de 6550 dólares no eBay.

Quase 55 anos depois, a banda volta a estar nos radares com “Back From The Grave”, um lançamento com 12 faixas que nos fazem inequivocamente voltar aos anos 1960. Hoje, em pleno Séc. XXI, até podemos ouvir The Sloths e achar que não é nada de novo, que já ouvimos isto milhentas vezes e que não acrescenta nada a nada. Pois bem, temos mesmo de definir um mindset e tentar envolver-nos naquela década de convulsão social e musical – afinal, foi por essa altura que, por exemplo, o rock psicadélico se tornou num estilo de música acarinhado pelos inconformados que perseguiam um modo de vida diferente e muitíssimo menos conservador; quer fosses punk ou hippie, o sistema vigente era o inimigo. Com esta edição especial em vinil estamos habilitados a ouvir um rock n’ roll com um toque de twist (“Lust”) ou uma brisa de surf (“Everybody’s Tryin’ 2 B Somebody”), imaginar um Johnny Cash acompanhado por uma guitarra eléctrica e sempre com as ruas rimas humoradas (“No Way Out”) ou ainda algo mais negro mas bem catchy (“Haunted”).

E como velhos são os trapos, os The Sloths vão embarcar numa digressão europeia a decorrer durante o Outono/Inverno de 2018 para promover este “Back From The Grave”. Para fãs de The Rolling Stones, Iggy Pop & the Stooges, Alice Cooper e David Bowie.

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Gojira disponibilizam concerto no Pol’And’Rock Festival

Diogo Ferreira

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Captado a 2 de Agosto de 2018 no Pol’And’Rock Festival (Polónia), este concerto chega agora às massas através do seu carregamento no canal oficial de YouTube dos Gojira. Ao longo de cerca de 77 minutos, desfilam temas como “Stranded”, “Flying Whales”, “The Cell”, “Silvera”, “L’Enfant Sauvage” ou “The Shooting Star”.

“Magma”, de 2016, é o álbum mais recente dos franceses e fora lançado pela Roadrunner Records.

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Dead (1969-1991): a morte faz 50 anos

Diogo Ferreira

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Consideramos com facilidade que o berço do black metal é a Noruega com todas as suas importantes bandas: Mayhem, Burzum, Immortal, Darkthrone, Satyricon, Gorgoroth… Mas há uma realidade da qual nos esquecemos ingenuamente: 1) Quorthon e os seus Bathory eram suecos, reinando na cena extrema nórdica anos antes das bandas atrás mencionadas; 2) Dead, que foi vocalista dos Mayhem entre 1988 e 1991 e que se tornara no mais infame frontman da época, era sueco. Posto isto, as bases do black metal têm, e muito, sangue sueco… E de sangue percebia Dead.

Per Yngve Ohlin, mais conhecido por Dead, nasce a 16 de Janeiro de 1969 em Estocolmo, Suécia. Faria hoje 50 anos.

Depois de uma infância conturbada, especialmente por causa de problemas de saúde e alegado bullying, Per, tantas vezes chamado de Pelle, iniciaria a sua vida artística ainda na adolescência ao ajudar a fundar os Scapegoat e depois os Morbid em 1987, banda em que grava as três primeiras demos já como Dead, alcunha que escolhe para relembrar a sua experiência de quase-morte. No ano seguinte ingressava nos noruegueses Mayhem depois de ter entrado em contacto com o baixista Necrobutcher. Na encomenda que enviou para a Noruega, relata-se que constava uma cassete, uma carta com as suas ideias e um animal morto.

Por obra do destino, Dead chega aos Mayhem logo após “Deathcrush” (1987) e bem antes de “De Mysteriis Dom Sathanas” (1994), mas isso não lhe retira importância na banda numa altura em que o primeiro disco, o tal de 1994, já andava a ser composto. A voz e performance de Dead eterniza-se no icónico “Live in Leipzig” de 1993, álbum ao vivo lançado após a sua morte em 1991.

A 8 de Abril de 1991, Dead suicida-se. Corta os pulsos e a garganta e dá um tiro na cabeça. Deprimido por natureza, Dead possuía ainda um sentido de humor nato ao deixar a nota “desculpem o sangue”, bem como outros pensamentos e a letra de “Life Eternal” que seria incluída em “De Mysteriis Dom Sathanas”. Euronymous (1968-1993), ao encontrar o corpo do amigo e colega, decide então fotografá-lo, dando origem à capa de “The Dawn of the Black Hearts – Live in Sarpsborg, Norway 28/2, 1990”. Esta mórbida decisão levara o baixista Necrobutcher a abandonar os Mayhem e a não participar na formação histórica de “De Mysteriis Dom Sathanas”, retornando  ao grupo só depois deste lançamento. A voz ficava ao cargo do húngaro Attila Csihar.

Quase 30 anos depois de acontecimentos como o suicídio de Dead, o homicídio de Euronymous, a prisão de Varg Vikernes e as igrejas incendiadas, o livro “Lords Of Chaos”, de Michael Moynihan (Blood Axis), lançado em 1998, é a base para o filme com o mesmo título realizado por Jonas Åkerlund (primeiro baterista de Bathory), película em que se contam episódios importantes daqueles poucos, mas intensos, anos vividos no seio do black metal norueguês. Apresentado no Sundance Film Festival em 2018, o filme deverá chegar a mais público durante este ano de 2019.

 

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[Exclusivo] Mastodon: “Sempre que voamos para o outro lado do Atlântico, Portugal tem de estar na lista”, diz Troy Sanders

Diogo Ferreira

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Será a 17 de Fevereiro que os Mastodon passam por Portugal para um concerto em Lisboa e, em conversa com a Ultraje, o baixista/vocalista Troy Sanders só tem coisas boas a dizer sobre o nosso país: «Portugal é um país muito belo e os fãs são dos mais fiéis que temos.» Todavia, a grande revelação do excerto que aqui partilhamos viria a seguir: «Deixa-me pôr isto de forma mais clara – demos a indicação específica ao nosso agente para não confirmar a digressão enquanto Portugal não estivesse confirmado. Sempre que voamos para o outro lado do Atlântico, Portugal tem de estar na lista. Ficámos bastante aliviados quando o nosso agente nos deu a confirmação do concerto em Lisboa, pois esta parte da digressão só aconteceu porque respeitaram a nossa exigência de tocarmos em Portugal, baseámos a digressão em redor de tocarmos aí. Estamos bastante ansiosos por chegar a Lisboa, pois não só o país é muito bonito, como as pessoas são fantásticas.»

Ao lado dos Mastodon actuarão os Kvelertak e os Mutoid Man. Os bilhetes podem ser adquiridos AQUI.

 

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