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Trauma: “Invisible Reality” com nova vida 24 anos depois

Pedro Felix

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trauma-invisibleEditora: Loud Out Records
Ano de lançamento: 1992
Género: death metal

A Polónia foi, e continua a ser, a casa de um variado leque de grandes bandas de death metal. Nomes incontornáveis como Vader, Behemoth ou Decapitated tiveram lá a sua origem. As raízes do death estão lá bem fincadas e a lista de bandas de qualidade é enorme. Uma dessas bandas é Trauma. Com uma história que começou em 1988, na altura com o nome de Thanatos, os Trauma são, provavelmente, a banda com a carreira mais longa, e sem interrupções, da Polónia. Sete álbuns de incontestável qualidade marcam uma carreira de fazer inveja a um grande número de bandas que pululam o Universo da música pesada. Enquanto preparam o oitavo trabalho de longa duração, os Trauma decidiram fazer uma homenagem às suas origens, reeditando a demo que deu origem a tudo. Datada de 1992, “Invisible Reality” foi o trabalho que marcou o início de uma prolífica carreira e que revelou o potencial desta pequena banda polaca.

Vinte e quatro anos volvidos, esta demo renasce numa edição em CD, de qualidade, com nova capa, cortesia de Mentalporn, e um booklet cheio de fotos inéditas, informações e letras dos temas. O CD inclui, como bónus, um tema extra e a “Promo 1991”, uma inédita gravação de preparação para a demo.

“Invisible Reality”, apesar dos seus 24 anos de idade, e agora que beneficiou de um tratamento sonoro de beleza, envelheceu bem e, dentro da corrente actual de revivalismo do death metal clássico, de sonoridade cavernosa, encaixa como uma luva. A qualidade da música é inegável, o que se pode facilmente atestar em temas como “The Dawn / No Way Out” ou “Escape Into The Shadows”. Apesar de não ser demonstrativo da sonoridade actual da banda, esta demo já apresenta uma banda que, embora evidencie as influências da época, nomeadamente as que surgiam na Flórida, já começava a desenhar o seu próprio som.

“Invisible Reality”, no fundo, é um documento que atesta um passado importante na evolução desta carismática banda e que apelará não só aos fãs da mesma, mas também a todos os amantes do death metal clássico.

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Vagos Metal Fest 2019: Watain entre as novas confirmações

Diogo Ferreira

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Nome incontornável do black metal ocultista e ritualista que segue as pisadas de Dissection, os Watain, liderados por Erik Danielsson, vão passar pela vila de Vagos para uma actuação que, com certeza, será coroada com fogo e sangue. “Trident Wolf Eclipse”, lançado no início de 2018, é o álbum mais recente e representa uma das fases mais furiosas da banda.

Noutras confirmações, aparecem em cena os ucranianos Ignea com a sua mistura de metal e folk oriental, o heavy metal tradicional dos Midnight Priest e o sludge meets post metal dos Redemptus.

Em notícias relacionadas (ver AQUI), o Vagos Metal Fest tinha já revelado a presença de bandas como Stratovarius, Candlemass, Alestorm, Napalm Death, Jinjer, entre outros. A quarta edição do Vagos Metal Fest acontece a 8, 9, 10 e 11 de Agosto de 2019 na vila de Vagos (distrito de Aveiro). Os early-birds já se encontram esgotados, mas uma promoção até 31 de Dezembro está em vigor com bilhetes a 72€ AQUI.

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[Reportagem] Alestorm + Skálmöld (12.12.2018, Lisboa)

Diogo Ferreira

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Alestorm (Foto: João “Speedy” Santos)

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Alestorm + Skálmöld
12.12.2018 – Lisboa Ao Vivo, Lisboa

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A atracar pela segunda vez na costa portuguesa, os islandeses Skálmöld fizeram bom uso de todo o traquejo que as constantes digressões lhes deram e souberam tornear com mestria os problemas sonoros que marcaram o início da actuação. Ainda assim, o som meio embrulhado não os impediu de montarem uma festa viking ao som do folk metal escandinavo que praticam, com boa aderência do público e um espectáculo mexido – para os parâmetros islandeses, note-se. Montados em “Sorgir”, o mais recente dos seus cinco trabalhos de originais, desfilaram um conjunto de temas interessantes, que fazem deles um dos mais sérios casos do viking metal actual.

Os Alestorm são um fenómeno de popularidade entre os frequentadores de salas de espectáculos e festivais e, se fosse necessária algum tipo de confirmação disto, os escoceses encarregaram-se de fazer uma demonstração cabal na noite lisboeta da digressão. Com um pato de borracha gigante em palco e o vocalista a usar o habitual outfit de kilt e keytar, a festa ficou montada a partir do momento em que os piratas pisaram o palco e foi sempre a enrijecer até à interpretação de “Fucked With An Anchor”, sensivelmente uma hora e meia depois. O pirate metal dos Alestorm é uma mistura perfeita de refrãos cantáveis, “Eis” e “Oh-oh-ohs” estrategicamente colocados e melodias orelhudas, com ocasionais espaços para bons solos de guitarra. Temas simples e milhões de visualizações no YouTube é uma combinação que não falha, e canções como “Mexico”, “The Sunk’n Norwegian”, “Hangover” (versão de um tema de Taio Cruz), “Shipwrecked” e “Drink” contam-se entre as favoritas do público português que cantou, bebeu cerveja, abriu um moshpit considerável e até brindou a banda com uma wall of death. Em palco, os Alestorm nunca falharam na arte de interpretar os seus temas da forma mais entusiasta possível, puxar pelo público e mantê-lo efectivamente entretido, seja com um solo de keytar de Bowes enquanto bebia uma Super Bock de penalti ou a usar o típico humor britânico quando apresentava as músicas. Lisboa não resistiu ao ataque pirata do quinteto escocês e capitulou, numa noite chuvosa em que a fila se mudou para a casa de banho dos homens e em que andar à chapada no meio do mosh com um fato de elefante era uma coisa perfeitamente normal.

Texto: Fernando Reis
Fotos: João “Speedy” Santos
Edição de fotos: Rute Gonçalves

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Coisas estúpidas que a Ultraje vai tentar difundir em 2019

Diogo Ferreira

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