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Ultraje Vol. I: Fica a conhecer o alinhamento da compilação

Joel Costa

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Durante este mês de Setembro, será lançado o primeiro volume da compilação Ultraje. São 16 bandas de 8 nacionalidades diferentes, dividido em 74 minutos de pura agressão!

A compilação poderá ser adquirida juntamente com a nossa revista, com a Unkind, com a Mosher e também com a Nordavind Records.

Abaixo poderás confirmar o alinhamento completo:

1. SKYFORGER [LV] “The Black Sails”, do álbum “Senprūsija”.
[pagan, folk black metal] fb.com/skyforgerofficial
2. DESTROYERS OF ALL [PT] “Hate Through Violence”, do novo álbum da banda, ainda por lançar.
[death / groove metal] fb.com/DestroyersofAll
3. HUMAN DESOLATION [SE] “Fear And Loathing”, do álbum “Mind Grind Paradigm”
[melodic death metal] fb.com/humandesolation
4. TERROR EMPIRE [PT] “The Route Of The Damned”, do álbum “The Empire Strikes Black”
[thrash metal] fb.com/terrorempire
5. ZGARD [UA] “Land Of Legends”, do próximo álbum da banda “Totem” (radio edit).
[pagan metal] fb.com/Zgard
6. EMERGING CHAOS [PT] “Rest In Hell”, do EP “The Decay Of Mankind”
[thrash / death metal] fb.com/emergingchaosband
7. ILLNESS [NO / PL] “Dødskyggen”, do EP “Trumna”
[black metal] fb.com/Illnesshorde
8. BOOBY TRAP [PT] “Out To Die”, do álbum “Survival“
[thrash metal / crossover] fb.com/boobytrap.pt
9. ARCHEMORON [GR] “Ancient Callings”, do álbum “Sulphur And Fire“
[black metal] fb.com/archemoron
10. QUINTETO EXPLOSIVO [PT] “Queres Caralho Vai Ao Talho”, do álbum “Hinos Politicamente Incorretos“ [death metal acéfalo] fb.com/QuintetoExplosivo
11. ROTEM [PT] “Necrosis”, do EP “Nightmare Forever“
[prog black / death metal] fb.com/rotemband
12. KARUNIIRU [PT] “A Breeze After Armageddon”, do álbum “Junkie Lollita“
[metal / electro / industrial] fb.com/Karuniiru
13. AEVERON [DE] “Never Led Astray”, do álbum “VVD – Destination Annihilation”
[melodic death metal] facebook
14. KEVEL [GR] “Pavlova”, do álbum “Hz Of The Unheard”
[sludge / post-metal] fb.com/kevelband
15. MELLEVON [CA] “The Quiet Light”, do álbum “Solace”
[melodic death metal] fb.com/mellevon
16. YGODEH [LV] “Morbid”, do álbum “Inside The Womb Of Horizonless Dystopia”
[technical death metal] fb.com/ ygodeh

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[Reportagem] Brujeria + Simbiose + Systemik Viølence (09.12.2018 – Lisboa)

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Brujeria (Foto: Solange Bonifácio)

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Brujeria + Simbiose + Systemik Viølence
09.12.2018 – RCA Club, Lisboa

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A noite começou em literal “anarquia violência” musical – nome que se associa por diversas razões aos Systemik Viølence que nos fizeram viajar até ao underground d-beat japonês, onde manifestaram a sua prática musical e atitude punk de desobediência, agressividade e sujidade, onde o frontman Iggy Musashi conseguiu cativar o público de formas variadas. E como já é costume, misturou-se dentro da multidão, com uma performance absolutamente incansável, cativante e esmagadora.

De seguida, os Simbiose – com toda a eficiência a que já nos habituaram também – descarrilaram a sua energia característica. Com o vocalista Jonhie comunicativo e a cumprimentar o público como usual, ecoaram desdém e repulsão de manifesto com o seu punk / crust / grindcore, reforçando mais uma vez que são a grande instituição musical dentro do género a nível nacional.

Não é usual ter a oportunidade de ver ao vivo superbandas e, ainda para mais, uma tão peculiar como Brujeria o é. Poder assistir, no mesmo palco, a artistas gigantes e de culto, como Shane Embury dos Napalm Death ou o Nicholas Barker – um dos bateristas mais rápidos da história do metal, com uma técnica musical absolutamente explosiva – é um grande privilégio, e assim o foi.  “Juan Brujo” e “Fantasma” abriram as hostilidades de uma celebração ao death grind em que se revistaram temas clássicos. Os Brujeria são uma força musical absolutamente bruta, divertida, barulhenta e politicamente carregada – elementos que tornaram este concerto memorável. Finalizou-se a noite com parte do público – que foi incansável e envolvente desde o início do concerto – em palco e em ambiente de festa no tema “Marijuana”, que encerrou este grande concerto.

Texto e fotos: Solange Bonifácio

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[Reportagem] Alestorm + Skálmöld (05.12.2018 – Graz, Áustria)

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Alestorm (Foto: Lukas Dieber)

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Alestorm + Skálmöld
05.12.2018 – Dom Im Berg, Graz, Áustria

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Ancoramos a nau longe da margem e remamos o nosso barco em direcção a terra. As águas do rio Mur estavam escuras e agitadas. Passei o dedo na esteira da água e saboreei algo doce que se espalhava. Rum. Estávamos no caminho certo. Olhei para o topo da montanha e vi o X do nosso mapa: a torre com o Grazer Uhrtum, o relógio construído pouco antes da batalha de Cartagena, que marcava o tesouro da lenda de Alestorm. Ao chegar ao sopé da montanha, barris de rum, ganchos e tricórnios! Casacos de veludo e bandoleiras, espadas curvas e canecas de madeira a transbordar, inundando o chão.

Não éramos os únicos nesta caça ao tesouro e a entrada da caverna estava barrada. Antes de ouvirmos as crónicas do velho escocês e do seu fiel pato de ar, teríamos de enfrentar os guardiões Skálmöld.

Vindos da terra fria, estes sobreviventes da Sturlungaöld, a maior batalha ocorrida na Islândia, e que já lutaram lado-a-lado com a orquestra Sinfóníuhlijómsveit Íslands, aqueceram as hostes com histórias de “Baldur”, “Börn Loka” ou “Sorgir”, álbum lançado em Outubro deste ano.

Os temas narrados em fornyrðislag (técnica nórdica repleta de aliterações) e sléttubönd (versos islandeses com rimas palindrómicas) garantem um groove e um balanço único ao vivo, como cânticos de batalha.

“Áras”, “Gleipnir”, “Sverðið” ou “Móri”, esta com uma introdução vocal de Helga Ragarsdóttir, que substitui o talentoso Gunnar Ben nos teclados, foram cantadas em uníssono, para surpresa dos próprios guardiões.

Visivelmente agradecidos e entusiasmados, debitaram cacetadas com o seu martelo nórdico, fazendo abanar cabeças ao som de riffs NWOBHM com algum balanço de thrash metal, mantendo a base épica folk sempre presente. E antes de se tornarem um ancião chato, caquéctico e repetitivo, terminaram a sua torrente com “Að Vetri” e “Kvaoning”, empurrando os ventos da montanha para os mares navegados por Alestorm.

Guardiões enfrentados, a caverna estava agora à nossa mercê.
Aguardávamos um velho escocês de perna de pau e pala no olho. Apareceram-nos cinco marmanjos com ar de skaters dos anos 80 viciados no Porkys, prontos para a depravação, histórias bebedolas de piratas e infinitos brindes aos seus elixires predilectos: rum e cerveja.

Com Christopher Bowes ao leme, os Alestorm começaram a festa… E os piratas não precisaram de ordens. Sentaram-se no chão e remaram ao ritmo de “1741 The Battle of Cartagena”; abraçados, balouçaram-se com a canção de embalar “Nancy the Tavern Wench”; vibraram com os solos a la 80s do guitarrista Bobo; “Bar und Imbiss” levou-os ao rubro com a sugestão de que era uma música sobre matar alemães e beber até não poder mais… E quando “Hangover” foi antecedida por Beef Guy a emborcar quatro cervejas de penalti e “Captain Morgan’s Revenge” por uma wall of death desengonçada, a demência de alto mar tomou lugar, permanecendo até ao encore com “Drink”, “Wolves of the Sea” e “Fucked with an Anchor”.

No final, como verdadeiros piratas depois de uma noite de deboche, muitos por ali ficaram a afogar as mágoas… Lado-a-lado com os membros da banda que não arredaram pé.

Não percam a oportunidade de enfrentar Alestorm em alto mar, em breve atracados em Lisboa, pois é dos concertos mais divertidos que poderão assistir. Alestorm vivem o que propõe: True Scottish Pirate Metal com humor mordaz, histórias de antologia, excelente profissionalismo e muita cerveja.

Texto: Daniel Antero
Fotos: Lukas Dieber

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[Nacional] Equaleft: o desafio que se segue (c/ Miguel Inglês)

Diogo Ferreira

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Foto: João Fitas

Quase cinco anos depois de “Adapt & Survive”, os portuenses Equaleft chegam finalmente ao segundo longa-duração – chama-se “We Defy” e, segundo o vocalista Miguel Inglês, «o desafio deste álbum é a forma mais dinâmica com que soamos e a própria mistura do peso e do groove que nos caracteriza». O repto deste novo trabalho passa ainda por experiências que, garantimos, têm tudo para resultar: «Temos agora alguns ambientes através de sintetizadores, o que fez com que o álbum soe muito mais intenso», refere Inglês, aguçando o apetite auditivo ao rematar que «o primeiro single, que em breve vamos disponibilizar, espelha isso mesmo». «Com a gravação do álbum sinto que já que crescemos musicalmente e isso vai-se reflectir também em palco», esperando «poder surpreender quem já nos conhece e também chegar cada vez mais a um público variado».

Na derradeira recta no que à finalização do disco diz respeito, o vocalista conta que «falta só a masterização e uns pequenos toques no artwork». O lançamento de “We Defy” acontecerá no início de Fevereiro de 2019 e pela Raising Legends e Raging Planet.

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