Vuur “In This Moment We Are Free – Cities” [Nota: 6.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Vuur “In This Moment We Are Free – Cities” [Nota: 6.5/10]

0IO01733_636370958853871175Editora: InsideOut Music
Data de lançamento: 20 Outubro 2017
Género: metal progressivo

Até agora, Anneke van Gierbergen não tinha falhado. Primeiro, encabeçando a revolução metal-melódico-transformado-em-trip-rock dos The Gathering, depois com o projecto Agua de Anique, a solo ou nas parcerias com Devin Townsend e Arjen Lucassen, em Gentle Storm. Vuur é o seu novo grupo que herda o lado pesado da cantora, enquanto a carreira a solo fica com a costela acústica e intimista. Anneke foi buscar o baterista/mito Ed Warby (ex-Gorefest, Hail Of Bullets, Ayreon), o guitarrista Jord Otto (ex-ReVamp, My Propane) e o baixista Joahn van Stratum (Stream Of Passion) e fez uma banda de metal progressivo. Na composição, para além da escrita intra-banda, fez parcerias com gente como Mark Holcomb (Periphery), Esa Holopainen (Amorphis) e Daniel Cardoso (Anathema), arranjou um conceito fixe sobre as várias cidades que visitou em digressão ao longo da carreira e assinou pela InsideOut. Tudo alinhado para um grande disco, certo?

Errado. Após várias audições de “In This Moment We Are Free – Cities” não deixamos de pensar se tudo isto não terá sido uma partida cruel de Anneke para tramar a vida aos críticos que não sabem dizer mal dela. Porque apenas se chamarmos a esta banda, por exemplo, Urban Roses e a enchermos de músicos iniciantes, a banalidade das músicas poderá ser levada como genialidade a despontar – e não a esconder-se à grande. Existem momentos nas 11 faixas do trabalho em que, obviamente, a qualidade da equipa de composição, do grupo que as interpreta e da voz de Giersbergen vem ao de cima. Mas a sensação de que estamos perante uma tentativa rápida e fácil de facturar à conta dos fãs do metal progressivo dos Epica não chega a desaparecer.

O problema não está, obviamente, no facto de Anneke querer fazer um metal progressivo mais “redondo” e comercial que caiba perfeitamente num público definido. O problema é que a fórmula usada é tão batida, tão estéril e tão previsível que só sobra mesmo uma sensação de irrelevância que não acrescenta nada – antes pelo contrário – ao brilhante percurso de uma das mais históricas vozes femininas do metal e rock alternativo.

 

6.5/10
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