Weltesser “Crestfallen” [Nota: 6/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Weltesser “Crestfallen” [Nota: 6/10]

Crestfallen_3000x3000Editora: Prosthetic Records
Data de lançamento: 10 Fevereiro 2017
Género: sludge/doom metal

Este trio é um projecto relativamente recente sediado em Tampa, na Flórida, que conta com a participação de elementos de Rotting Palms e Landbridge. Juntam-se aqui Nate Peterson (voz e guitarra), Ian Hronek (baixo) e Mike Amador (bateria) para nos fazer chegar uma mistura algo interessante entre o doom e o sludge. O equilíbrio que encontram entre estas duas típicas sonoridades deixa-nos como que a meio caminho… Bem como este primeiro álbum da banda, intitulado “Crestfallen.”

Preciosismos à parte, posso dizer desde já que esperava um pouco mais de uma banda cujo nome se traduz em world eater. Depois de ouvir a demo lançada em 2014 consegue-se perceber por que é que um público tipicamente integrado na brigada de ritmos (muito) lentos fica de pulga atrás da orelha. Trazem alguma novidade à cena e isso ninguém lhes pode tirar, principalmente se considerarmos o registo vocal de Nate que, para além de parecer ter sido gravado à distância (num bom sentido), é um dos componentes fundamentais para criar uma atmosfera áspera e ao mesmo tempo sufocante em volta de quem os ouve.

Este trabalho conta com seis faixas que desde início nos fazem querer fechar os olhos, é como se estivéssemos dentro de uma nuvem negra, e agrilhoados… Mexendo-nos apenas ao som daquela cadência dilacerante durante cerca de meia hora. As faixas “Regret” e “Guide” foram as que mais se destacaram, talvez por encontrarmos nelas algumas mudanças de tempo que prendem a nossa atenção, em vez das numerosas camadas que se sobrepõem ao avançarmos no álbum.

Embora lhes consiga reconhecer algumas influências de funeral doom, crust e noise, a verdade é que estes apontamentos não chegam para enriquecer um registo que a meio da segunda faixa já se demonstra previsível. É um álbum coeso, que nos apresenta um conceito interessante, onde a parte instrumental é forte e a voz rapidamente se torna uma referência para a banda e para o género, quer gostemos mais ou menos dela. Monotónico e metódico quanto baste, só é pena perder aquele som cru que encontramos nas faixas “Living To Try” e “Rats” quando as ouvimos na demo. Afinal um sludge destes quer-se feio, porco e mau.

6/10
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