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[Antevisão] XXI SWR Barroselas Metalfest: aço incandescente

Diogo Ferreira

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27-29 de Abril, Barroselas

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SUFFOCATION
A comemorarem os seus 30 anos de existência – ainda que tenha havido um breve hiato pelo meio -, os norte-americanos Suffocation são o primeiro nome a aparecer no alinhamento do SWR. Senhores de um death metal ímpar, “…of the Dark Light” é o disco mais recente destes nova-iorquinos, o que lhes valeu boas críticas por toda a imprensa e uma capa na Ultraje. Mas nem tudo são boas notícias… Durante Março, o vocalista Frank Mullen anunciou a sua retirada após mais uma digressão – logo se verá se ainda actua no SWR ou não.

 

 

CARPATHIAN FOREST
Os últimos 10 anos da história dos Carpathian Forest não têm sido fáceis. O incendiário “Fuck You All!!!! Caput tuum in ano est” data de 2006 e, para piorar, o fundador Nattefrost viu-se sozinho quando Tchort, Vrangsinn, Blood Pervertor e Kobro abandonaram a banda em 2014. Porém, o rumo desta situação letárgica está a mudar! Finalmente vem aí um novo disco – chamar-se-á “LIKSKUE – Dødens Arkitekur” e já está a ser gravado. Entretanto, a banda norueguesa decidiu fazer-nos crescer água na boca com o lançamento do EP “Likeim” que inclui duas faixas que se resolvem em menos de seis minutos.  É um regresso ao festival.

 

EXHORDER
Para estes thrashers de New Orleans (EUA) há duas palavras: veteranos e hiatos. Fundaram-se em 1985 e logo desapareceram em 1992, tendo posteriormente reaparecido pontualmente. A última reunião aconteceu em 2017 e a organização do SWR apanhou-os logo! Dos dois álbuns que lançaram na década de 1990 destaca-se “Slaughter in the Vatican”.

 

MASTER’S HAMMER
O SWR sempre respeitou as glórias do metal mundial e sempre incluiu no seu cartaz bandas veteranas e de valor. Para esta 21ª edição, o rol de velhadas é vasto e ocupa lugares que encabeçam o cartaz. Agora falamos dos checos Master’s Hammer que, fundados em 1987, começaram este ano com o álbum “Fascinator”, o quinto longa-duração desde que regressaram às lides em 2009 após uma paragem de quase 15 anos.

 

CHURCH OF MISERY
Um filme de Takashi Miike com banda-sonora dos Church Of Misery seria algo muito interessante. Não sei o que estão à espera! Por cá há quase 25 anos, estes japoneses fazem doom/stoner metal com toques de blues e debruçam-se essencialmente sobre assassinos em série e os seus feitos. “And Then There Were None…”, de 2016, é o álbum mais recente.

 

NIFELHEIM
A discografia deste black thrashers pode não ser muito grande, mas os Nifelheim são alvo de culto em qualquer parte do mundo – às vezes até é uma discografia curta que dá esse tipo de estatuto às bandas. Em conversas de copos, os Nifelheim são até a banda mais falada quando se relembra o cartaz do SWR. A debitar malhas que rasgam desde 1990, “Envoy of Lucifer” é o último álbum da banda lançado em 2007.

 

Menções honrosas:
– Malignant Tumour
Mortiis
– Filii Nigrantium Infernalium
Evil Invaders
Process Of Guilt
Irae
Gost
Theriomorphic

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Mais info AQUI e compra de bilhetes AQUI.

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Out Of Sight Fest 2018: Fitacola

Joel Costa

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É já amanhã que arranca o Out Of Sight Fest! A Ultraje teve uma breve conversa com os Fitacola antes de partirem para Faro.

Quais são as vossas expectativas para o Out Of Sight e o que poderá o público esperar do vosso concerto?

É sempre um prazer para nós poder participar em novos festivais. Esperamos um dia cheio de boa música e um público cheio de energia. O nosso concerto vai ter um reportório que passa pelos pontos altos dos 15 anos da banda e, claro, uma ou duas músicas do novo álbum.

Qual é a banda do cartaz que mais têm curiosidade em ver ao vivo e porquê?

Os To All My friends. É uma banda da qual já acompanhamos o trabalho desde o início e temos curiosidade em ver como resulta ao vivo.

Como avaliam o estado actual da cena punk rock em Portugal?

A cena punk rock tem os seus altos e baixos mas nunca morre. Neste momento está a atravessar um bom período com bandas como Viralata, Artigo21, Tara Perdida ou Fonzie a trabalharem em novos álbuns e a mostrarem que o punk rock em Portugal está vivo. Ainda este ano vamos lançar o nosso novo álbum, que baseia-se na aprendizagem e vivências dos 15 anos de banda. A cena está viva e recomenda-se!

Os Fitacola sobem ao palco do Out Of Sight sexta-feira, dia 14 de Setembro.

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Out Of Sight Fest: Em cartaz (Parte 2)

Joel Costa

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Um novo festival nascerá em Faro! Será nos próximos dias 14 e 15 de Setembro que a cidade algarvia recebe o primeiro Out Of Sight Fest, apresentando um cartaz onde são os nomes do punk e do hardcore que saltam à vista mas que oferece também espaço ao death metal e até mesmo ao rock. A Ultraje destaca alguns dos nomes que vão marcar presença nesta primeira edição do festival.

FITACOLA

Os Fitacola cantam em português e têm uma sonoridade que se aproxima de uns Pennywise ou até mesmo de uns The Offspring. Prestes a lançar um novo disco intitulado “Contratempo”, a banda de Coimbra acrescentará no Out Of Sight um novo parágrafo a uma história com 15 anos.

PRIMAL ATTACK

A cena groove/thrash nacional – principalmente a que se vivia para os lados de Lisboa e Setúbal – precisava de encontrar uma banda capaz de reinventar uma receita antiga e algo gasta, e foi precisamente aí que os Primal Attack entraram. Com uma sonoridade que tem como base um thrash moderno, a banda não segue nenhum atalho quando se trata de providenciar peso, complexidade e diversidade. Um dos nomes com mais potencial que temos no nosso Portugal.

GRANKAPO

As bandas que se vão apresentar no palco do Out Of Sight Fest vão ter diante de si um público bem aquecido e sedento por hardcore, pois por essa altura os Grankapo já lá terão passado. Ainda que não tenham grandes novidades no campo discográfico há alguns anos, os lisboetas vão activar o moshpit e fazer com que haja trovoada nessa noite.

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Semana Bizarra Locomotiva: Hip-hop, Jorge Palma e ginásio

Joel Costa

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Numa conversa onde o tema principal foram os discos que fazem parte da vida de Rui Sidónio, a Ultraje quis saber o que o vocalista e letrista dos Bizarra Locomotiva gosta de ouvir em determinadas situações.

Antes e depois de um concerto dos Bizarra Locomotiva: «Antes ou depois de um concerto de Bizarra não sou muito de ouvir coisas pesadas ou mais carregadas. Normalmente a escolha musical nem é minha. Nós vamos na carrinha e o nosso motorista é quase sempre o Alpha [máquinas], então ouvimos coisas mais alternativas, como hip-hop. [risos] Ouvimos muito hip-hop quando vamos para os concertos de Bizarra, ou então uma coisa mais alternativa. Temos que ter plena noção de que o som que fazemos cansa. É uma coisa que tens que reconhecer quando chegas ao fim de um dia. É intenso, faz sentido mas é algo que também cansa um bocado. Não cansa ouvir mas depois de um concerto eu procuro outra paz para depois extravasar tudo o que tenho a extravasar em cima do palco.»

A dada altura o músico menciona Jorge Palma. A Ultraje pediu para que Rui Sidónio tecesse um pequeno comentário: «No Jorge Palma atraiu-me a palavra. Não sei se conheces o disco “Só”, mas é um disco com ele ao piano, com versões de temas que já tinha. Fez em 2016 vinte e cinco anos e eu fui ver um dos concertos comemorativos, no CCB. É um escritor de letras maravilhoso; quem me dera escrever como ele.»

No ginásio: «No ginásio recorro a duas bandas, que são os Iron Maiden e os Suicidal Tendencies. Nunca falham para treinar! Eu ouço tanta coisa… Mas naqueles dias em que mais nada funciona diria que seria um álbum dos Iron Maiden ou dos Suicidal Tendencies, que é algo que me faz treinar. Músicas como “You Can’t Bring Me Down” e aquelas palavras de ordem que o Mike [Muir, vocalista] tem, são mais ou menos inspiradoras para quem está ali a lutar contra o ferro e muitas vezes contra a falta de vontade.»

Visita a loja online da Rastilho para conheceres as últimas novidades discográficas dos Bizarra Locomotiva, entre elas o mais recente longa-duração “Mortuário” e a re-edição do “Álbum Negro”.

 

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