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[Exclusivo] Bolt Thrower: Os Senhores da Guerra, parte I

Pedro Felix

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Nos finais dos anos 80 do século XX, uma pequena editora britânica começou a lançar discos de bandas que se tornariam pilares do death metal como o conhecemos hoje. Nomes como Napalm Death, Carcass ou Morbid Angel foram apresentados ao mundo pelas mãos da Earache. Dentre esses lançamentos, outra banda também se destacou e teve um impacto similar na cena mundial: os Bolt Thrower.

Oriundos de Coventry, Inglaterra, os Bolt Thrower lançaram o seu segundo álbum pela Earache, o “Realm Of Chaos” – disco que lhes haveria de abrir as portas do mundo. “In Battle There Is No Law”, o primeiro trabalho, editado pela pequena e já desaparecida Vinyl Solutions caracterizava-se mais como grindcore com death metal misturado, e tinha uma sonoridade muito crua. Daqui até “Realm Of Chaos”, o passo foi de gigante e foi o início de um gigante.

Temas como “Through The Eyes Of Terror”, “All That Remains” ou “World Eater” tornaram-se clássicos e demonstravam a sonoridade única e inconfundível da banda. Mas não só a sonoridade deste segundo trabalho era inovadora e única, também a formação da banda o era. No baixo encontrava-se Jo Bench – uma raridade no mundo do death metal naqueles tempos, a participação de uma mulher numa banda deste estilo.

Dois anos depois, já no início dos anos 90, aquele que é considerado por muitos o melhor álbum da banda viu a luz do dia. “War Master” trouxe-nos o incontornável “Cenotaph”, tema com lugar cativo em qualquer alinhamento da banda ao vivo. Mais uma vez as letras da banda centravam-se na guerra, tema transversal a todos os seus lançamentos. «É uma imagem de marca da banda, assim como o logotipo», diz Gavin Ward.

 

 

“The IVth Crusade” é editado um ano depois e representa um marco importante na carreira destes britânicos. Embora mantenham a identidade, a sonoridade da mesma dá aqui o salto para uma estrutura mais moderna e que seria mantida em todas as edições futuras. É a partir deste trabalho que a banda abandona o blast nos temas novos. «Sentíamo-nos sempre incomodados pelo blast não ter impacto, em gravação é bom porque podemos até variar o som, mas ao vivo muitas vezes é imperceptível», conta Gavin Ward. Para além deste passo, mais duas curiosidades marcaram este lançamento. Pela primeira vez, uma das letras, do tema “Celestial Sanctuary”, não tinha como temática a guerra, ou algo a ela associado, mas sim um cariz metafísico. Além deste facto, este é o primeiro álbum em que os lançamentos começam a ser numerados. O facto do quarto lançamento ter “IVth” no título não é coincidência.

 

 

O quinto lançamento da banda, intitulado “…For Victory”, sendo que o V de Victory significa 5, marca o início do fim da relação com a Earache e da formação da banda, que se tinha mantido inalterada desde o lançamento do primeiro álbum. Karl Willetts abandona por motivos pessoais, sendo substituído por Martin Van Drunen, antigo vocalista de Pestilence, e Martin Kearns, um jovem de 17 anos, conterrâneo dos elementos da banda, entrou para o comando das peles quando Andrew Whale foi dispensado. «Nessa altura [em “…For Victory”], provavelmente, ele já não era muito bom, era muito melhor no “Warmaster” – ele deteriorou-se ao longo dos anos. Associamos isso a ele não viver a banda suficientemente, a não ter orgulho suficiente na banda ou no que fazia para ensaiar bem e se manter bom. No fim desiludiu a banda», recorda Gavin Ward sobre Whale.

«No fim desiludiu a banda», recorda Gavin Ward sobre Whale.

Para esta álbum foi lançada uma edição especial contendo um segundo disco com uma gravação ao vivo, conhecido por “War” ou “Live War”, que seria reeditado, de forma independente, em vinil, pela Earache, em 2014, com o nome “Live War”. Este lançamento, na perspectiva da banda, cumpria dois objectivos. «Primeiro queríamos uma boa edição para os fãs: compras dois CDs pelo preço de um. A Earache tinha, no nosso contrato, um álbum ao vivo e nós não nos tínhamos dado conta. Ao lançarmos um e disponibilizando-o gratuitamente, eles não o podiam editar e ganhar dinheiro com isso. Nós demos-lhes a gravação para eles lançarem com o “…For Victory” ao mesmo preço. Eles pensavam que estavam apenas a fazer uma melhor edição, enquanto nós estávamos a aproveitar para dar uma oferta aos fãs e a limpar uma das obrigações contratuais. Assim evitámos que eles editassem um álbum nosso ao vivo, porque sabíamos que eles só iriam lixar os nossos fãs», esclarece-nos Gavin Ward.

Após o lançamento de “…For Victory”, os Bolt Thrower decidem abandonar a Earache, mas encontravam-se presos contratualmente. A banda decide então realizar todos os esforços possíveis para ser expulsa da editora. «Tínhamos [contrato] assinado para mais três CDs, mas nós não lançámos. Eles queriam renegociar o contrato e nós pensámos: ‘se o fizermos acabou’. Então andámos dois anos às voltas com eles e não editámos nada, até termos os documentos a dizer que tínhamos sido expulsos da editora. Entretanto, enquanto fazíamos tudo para ser expulsos, assinámos contrato com a Metal Blade, mas mantivemo-lo secreto, porque quando os Entombed saíram da Earache eles puxaram dos contractos e a nova editora teve que lhes pagar», confidencia Gavin Ward.

[parte II AQUI]

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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