Colosso “Rebirth” [Nota: 6.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Colosso “Rebirth” [Nota: 6.5/10]

Colosso-RebirthEditora: Lusitanian Music
Data de lançamento: 25 Fevereiro 2018
Género: death metal

“Rebirth”, o novo trabalho dos portuenses Colosso, marca um regresso às origens, por assim dizer. O título do álbum torna-se apropriado para a ocasião e fica a dúvida se não teria sido escolhido por isso mesmo. Verdade seja dita, é também o título do tema que mais se destaca no conjunto aqui apresentado. Mas este renascer, ou regressar às origens, não tem relação com a sonoridade muito peculiar desta banda, mas mais com a sua formação. No excelente “Obnoxious” a banda tinha atingido isso mesmo, o formato banda, com quatro excelentes músicos a acompanharem Max Tomé nesta sua aventura sonora. “Rebirth”, por seu lado, praticamente regressa ao formato one-man-band que caracterizou os dois primeiros trabalhos, onde Max Tomé tomou as rédeas de tudo, apenas apresentando, no caso actual, Emídio Alexandre na bateria.

A aposta, desta vez, foi para temas curtos, sendo o mais longo de 3:20 apenas. Sonoramente temos presente a imagem de marca que caracteriza os trabalhos anteriores deste projecto/banda de Max Tomé, embora agora com novos elementos, como vozes limpas. A complexidade dos trabalhos anteriores não está aqui tão presente, sendo os temas mais simples e directos. Comparando com o passado, este trabalho, devido a isso, mostra-se algo limitado, quase repetitivo, mas nunca perdendo a alma que Colosso sempre mostrou. A criação de ambientes negros e angustiantes, a sonoridade por vezes esmagadora, tudo continua aqui, mas Max Tomé mostra que Colosso pode seguir rotas diferentes sem perder identidade. Será debatível se “Rebirth” é uma mudança subtil de linha para Colosso, se é um desvio do passado, um “não fazer mais do mesmo” ou se é apenas uma perda de fôlego deste verdadeiro colosso da cena pesada nacional. A verdade é que os 17 minutos da soma das sete faixas que o compõe, que se multiplicam no dobro com a inclusão da versão instrumental dos mesmos, demonstram apenas que o Colosso ainda está vivo, que está a mudar, ao mesmo tempo que regressa às origens, e que apenas o futuro ditará o que esta fase de transição poderá trazer.

 

6.5/10
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