Disaffected “The Trinity Threshold” [Nota: 8.5/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
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Disaffected “The Trinity Threshold” [Nota: 8.5/10]

rsz_2b1442d8-52c0-4c4a-81f9-c416757e4f9bEditora: Chaosphere Recordings
Data de lançamento: 17 Novembro 2017
Género: death metal progressivo

É inegável que o álbum de estreia dos Disaffected, “Vast” de 1995, é um marco muito importante no panorama metálico nacional. Com uma postura muito própria em relação ao death progressivo, os Disaffected fizeram uma afirmação de personalidade que primava pela diferença. No entanto a esse trabalho não foi dada continuidade, com a banda a encerrar a actividade um par de anos depois. Foram precisos quinze anos para que a banda, após se voltar a reunir, lançar aquele que seria a continuidade, ou o recomeço, como o nome do álbum, de certa forma, nos indica ao intitular-se “Rebirth”. Quinze anos são muito tempo e os Disaffected acabaram por fazer isso reflectir-se na sua música. Mantendo a mesma personalidade, levaram a sua música mais além, explorando mais o progressivo e criando composições menos ortodoxas e mais complexas. Após este trabalho, que voltou a cimentar os Disaffected como um marco diferenciador dentro do panorama nacional, e passados cinco anos, é a vez de “The Trinity Threshold” ser apresentado ao mundo através da portuguesa Chaosphere Recordings. Para quem está a par dos dois últimos lançamentos, este será bem-vindo pois a alma do grupo continua a brilhar como antes e nada foi comprometido ou sacrificado, mantendo-se a personalidade que sempre demonstraram ter desde que “Vast” subiu aos escaparates. No entanto, “The Trinity Threshold” não deixa de demonstrar que a maturidade deste conjunto de músicos está num ponto extremamente elevado. Se em “Vast” as raízes clássicas do death estavam bem marcadas e em “Rebirth” o progressivo explodia em todo o seu esplendor, em “The Trinity Threshold” tudo se conjuga e equilibra, sendo este quase o resultado óbvio e lógico que se fazia esperar após o que fora demonstrado nos trabalhos anteriores. Neste álbum equilibram o fluido com o complexo, a agressividade e a melodia, ao cruzarem o seu death com vozes limpas e passagens mais melódicas, como já o tinham feito anteriormente, embora agora demonstrem estar mais à-vontade para criar uma teia de melodia, complexidade, fluidez e agressividade que nos envolve e mantém presos às composições apresentadas nos 11 temas que compõe “The Trinity Threshold”.

 

8.5/10
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